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terça-feira, 12 de maio de 2009

domingo, 19 de abril de 2009





Compartilhado por Débora da Gonçalves no Grupo Professores Solidários http://groups.google.com/group/professoressolidarios?hl=pt-BR

segunda-feira, 2 de março de 2009

PROJETO: CHAPEUZINHO VERMELHO


JUSTIFICATIVA
O trabalho com contos clássicos torna a aula mais atrativa, dinâmica e mais próxima da realidade dos alunos.
Valoriza a língua como veículo de comunicação e expressão das pessoas e dos povos, abrangendo o desenvolvimento da linguagem, da leitura e da escrita.


OBJETIVOS:

-Recuperar as histórias da primeira infância;
-Preparar a criança para a aprendizagem da leitura e da escrita, de maneira lúdica e criativa;
-Trabalhar com a narração, com o corpo e a gesticulação, entonação e preparação do espaço a ser utilizado pelas crianças, ampliando os vários sentidos da narrativa;
-Garantir ainda uma relação mais afetiva entre professores e alunos e facilitar uma melhor integração no ambiente escolar;
-Refletir sobre os princípios éticos, morais e culturais apresentados no vídeo, interligando-os com a realidade atual, desenvolvendo a habilidade da argumentação;
-Produzir textos diversos coletivamente (narrativos, descritivos, bilhete, receitas, anúncios,);
-Explorar a linguagem oral e escrita.

MATERIAL

Fita de vídeo: Chapeuzinho Vermelho;

Televisão e vídeo;

CD da história Chapeuzinho Vermelho - Clássicos Inesquecíveis;

Diversos (sulfite, lápis de cor, giz de cera, cartolina,...).

DESENVOLVIMENTO
1) Apresentação do livro: capa, material, título, editora, ilustrações.
2) Ler a história toda e mostrar as figuras;
3) Ouvir o CD Clássicos Inesquecíveis;
4) Interpretação oral: os alunos contam a história, identifica os personagens, o tempo, o espaço que acontece a história (Onde? Quando?);
5)Contar diferentes obras de diversos autores fazendo a comparação.
6) Dramatização;

7) Atividades orais e/ou escritas tais como:
· Escrita de palavras com letras móveis
· Caça-personagens
· Cruzadinha
· Receita
· Seqüência com tarjas (música)
· Reescrita coletiva do texto
· Você já desobedeceu a sua mãe alguma vez? Se você nunca desobedeceu, conte alguma história de alguém que já tenha desobedecido.
· Escreva um bilhete para a mãe de Chapeuzinho avisando que a vovó não estava muito bem de saúde. (DIRIGIDA)


TEMAS TRANSVERSAIS
Ética: Diálogo, respeito mútuo, responsabilidade, cooperação, organização, solidariedade. Trabalho coletivo, compartilhar descobertas.
Pluralidade Cultural: Educação – Diferentes formas de transmissão de conhecimento: práticas educativas e educadores nas diferentes culturas; Cidadania: Direitos e deveres individuais e coletivos. Literatura e tradição: línguas, dialetos, variantes e variação lingüística.


HISTÓRIA – GEOGRAFIA – CIÊNCIAS
ATIVIDADES: (DIRIGIDAS, ILUSTRADAS E/OU ORALMENTE).
TEMA: FAMÍLIA, CASA, ANIMAIS, ALIMENTOS, ZONA RURAL E URBANA,...
1) Diga sim ou não nas características do lobo: (Oralmente)
feroz, mamífero, carnívoro, doméstico, quadrúpede, manso, herbívoro, corpo coberto de pêlos, selvagem, bípede.
2) O lobo é um animal quadrúpede, mamífero e tem o corpo coberto de pêlos. Escreva o nome de mais cinco animais que têm as mesmas características. 3) Qual é o tipo de alimentação dos lobos? (Oralmente)
4) De onde vem a água que os animais bebem? (Oralmente)
5) Escreva nomes de plantas que servem de alimentação para o homem. 6) Entre os doces que Chapeuzinho levou para a vovó tinha um bolo de milho. O milho é matéria-prima que serve de alimento para o homem e animais. Ele pode ser transformado em vários produtos industrializados. Diga o nome de alguns. (Oralmente)
7) Diga o nome de alguns produtos industrializados para cada matéria-prima. (Oralmente)
Leite, carne, tomate, couro, cana-de-açúcar8) Quais os cuidados que devemos ter com os animais? (Oralmente)
9) Você tem cachorro em casa? Quais os cuidados que você deve ter com ele? (Oralmente)
10) Como deve ser o local onde os animais vivem? (Oralmente)
11) Em que zona do município acontece a história do Chapeuzinho Vermelho? (Oralmente)
12) Em qual zona você mora? (Oralmente)
13) Qual zona do município é melhor morar? (Oralmente)
14) Quais os alimentos que utilizamos que vem do campo? (Oralmente)
15) Chapeuzinho Vermelho usou algum meio de transporte para visitar sua avó? (Oralmente)
16) Quando você vai visitar sua avó, qual o meio de transporte que você usa? (Oralmente)
17) Você obedece a sua avó? Como você trata seus avós? (Oralmente)
18) Desenhe os meios de transporte que você conhece: Terrestre Aquático Aéreo
19) Em qual estação do ano você acha que aconteceu a história? Por quê? (Oralmente)
20) Você sabe quais são as estações do ano? (Desenhe-as). 21) Vamos recordar onde moramos: (Oralmente)
Planeta, Continente, país, região, estado, capital, município,

MATEMÁTICA (DIRIGIDA)
1) A mãe de Chapeuzinho fez um bolo de milho para vovó. Ela usou 5 espigas de milho e outros ingredientes. Se ela fizesse dois bolos, quantas espigas usaria? (Desenhar as espigas de milho).

2) Chapeuzinho levou também brigadeiro. Para fazer brigadeiro precisa de uma lata de leite condensado. O preço da lata é R$ 2,00. Se ela fizesse o dobro de brigadeiro, quanto gastaria? (Representar o dinheiro através de cédulas ou moedas).

3) Se eu trouxesse 25 brigadeiros para distribuir entre os alunos, quantos brigadeiros cada aluno iria receber? (Desenhar o número de alunos e os doces. Depois ligar um ao outro).

PRODUTO FINAL: Confecção de livrinhos de receitas para o “Dia das Mães”


AVALIAÇÃO:
Os alunos serão avaliados no desempenho das habilidades e competências utilizadas nas atividades escritas e orais.

Chapeuzinho Vermelho

Era uma vez uma linda menina, que morava com sua mãe em uma bela casinha. Ela sempre usava uma capa com um chapeuzinho bem vermelho. Certo dia sua mãe pediu que ela fosse levar uma cestinha cheia de doces para sua vovó:

__ Chapeuzinho! Chapeuzinho! Vá levar essa cestinha de doce para a vovó, mas evite o caminho da floresta que é perigoso, vá pelo bosque e não fale com estranhos.

__ Está bem mamãe. Tchau. Chapeuzinho adorava sua avó, e saiu em disparada cantando de alegria:. “Pela estrada afora eu vou bem sozinha...”. Queria fazer uma surpresa para a vovó e começou a colher as flores que encontrava pelo caminho. A menina estava tão distraída com as flores quando deu de cara com o lobo mau. Ela não sabia que ele era o Lobo malvado, mas não se assustou e nem sentiu medo.

__ Bom Dia, Chapeuzinho Vermelho.

__ Bom Dia!

__ Aonde você está indo?

__ Vou visitar minha vovozinha, que está muito doente.

__ Por que você não vai pela floresta, que é bem mais perto?

__ Será que é mesmo? Minha mãe disse para eu ir pelo bosque.

__ Claro que é mais perto pela floresta, sua mãe está enganada.

__ Muito obrigada Senhor Lobo, tchau.

Enquanto Chapeuzinho seguia pelo caminho da floresta, o Lobo rapidamente seguiu pelo bosque, cantando e correndo: “ Eu sou o Lobo Mau, Lobo mau....”O Lobo chegou na casa da vovozinha e bateu na porta:

__ Tum, tum! Vovó, vovozinha?

__ Quem está aí?

__ Sou eu, Chapeuzinho Vermelho - disse o Lobo disfarçando a voz.

__ Entre minha netinha, a porta está aberta.O Lobo que era muito rápido, foi entrando e de uma só vez engoliu a vovozinha. Depois vestiu as roupas dela, e ficou esperando Chapeuzinho Vermelho. Chegando na casa da vovó:

__ Tum, tum! Vovó, vovozinha?

__ Entre querida.

__ Vovó! Por que suas orelhas estão tão grandes?

__ É pra te ouvir melhor.

__ Vovó! Para que esses olhos tão grandes?

__ É para te ver melhor.

__ Credo vovó, por que a senhora está com essa boca tão grande?

__ É para te comer!!!Dizendo isso, o Lobo começou a correr atrás de Chapeuzinho. Depois de algum tempo ele tropeçou e caiu no chão.Enquanto isso a menina se escondeu dentro de um velho armário.O Lobo resolveu dar uma cochilada e começou a roncar. Uns caçadores que passavam escutaram:

__ Que ronco esquisito é esse?

__ Pois é, também estou ouvindo.

__ Vamos ver o que é?

__ Ah! É o Lobo!

__ Será que ele comeu a vovó?

Ouvindo isso, Chapeuzinho apareceu e contou toda a história:

__ Senhores o Lobo me enganou, chegou aqui antes de mim e deve ter comido minha vovozinha. Ele queria me comer também.

__ Então, o que vamos fazer? – disse um caçador.

__ Vamos cortar a barriga dele.Aproveitando que ele está dormindo cortaram sua barriga, e tiraram a vovozinha de dentro. As duas se abraçaram muito felizes.

__ E agora o que faremos com esse malvado?

__ Vamos encher a barriga dele com pedras. – disse um dos caçadores. Quando o Lobo acordou, tentou fugir, mas ele caiu e nunca mais levantou.Todos ficaram aliviados e felizes. Os caçadores foram embora, e as duas foram sentar na varanda e saborear os doces.

__ Vovó, eu prometo nunca mais desobedecer minha mamãe.

__ Isso mesmo, os filhos não devem desobedecer suas mães, elas sempre querem o melhor para seus filhinhos.


MÚSICA

PELA ESTRADA A FORA, EU VOU BEM SOZINHA

LEVAR ESSES DOCES PARA A VOVOZINHA

ELA MORA LONGE, O CAMINHO É DESERTO

E O LOBO MAU PASSEIA AQUI POR PERTO

MAS À TARDINHA, AO SOL POENTE

JUNTO À MAMÃEZINHA DORMIREI CONTENTE.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cachinhos de Ouro - Adaptada por Juliana Araújo

Era uma linda menina chamada Cachinhos de Ouro.
Ela era muito curiosa. Costumava mexer em tudo que via pela frente.
Certo dia, a menina passeava pelo bosque, quando avistou uma bela casinha.
Entrou algo lhe chamou a atenção. Alguns objetos eram muito grandes, enquanto outros eram médios ou ainda pequeninos como ela.
Como tinha a mania de olhar e mexer em tudo, a menina foi à sala, onde encontrou novas surpresas:
- Por que há uma cadeira grande, uma média e uma pequena? - indagou a curiosa.
Sentou na cadeira grande e achou difícil de alcançar, sentou na média e achou dura e na pequenina disse:
- Desta eu gostei! - exclamou a menina, que de tanto mexer na cadeirinha, quebrou a coitadinha.
Chegando à cozinha, cachinhos de ouro encontrou três pratos cheios de mingau de mel.
- Oba, comida! Este passeio está me deixando com uma fome…
Provou um pouquinho do grande mas achou que tinha muito mingau, provou do médio e achou quente, provou do prato pequenino que e estava do jeitinho que ela queria. Então, ela comeu todo aquele delicioso mingau.
- Vou dormir. - resolveu a menina.
Chegando no quarto havia 3 camas. Uma grande e dura, uma média e macia de mais e uma pequenina, muito gostosa e confortável.
Quando o papai urso, a mamãe ursa e o seu filhinho chegaram em casa, uma desagradável surpresa os esperava:
Alguém entrou aqui e mexeu em tudo.
- Afirmou o papai.
- E quebraram minha cadeirinha!
- Choramingou o pequenino ursinho.
Chegando a cozinha, a família percebeu que alguém havia comido o mingau:
- Não deixaram nadinha no meu prato! - lamentou o filhote.
Quando subiram as escadas e foram ao quarto, mais surpresas;
- Silêncio! Na minha cama há uma garotinha, que ainda está dormindo. - observou o ursinho.
Cachinhos de ouro despertou com aquele falatório e, assustada, saiu em disparada. Ela nem ao menos se desculpou pelas travessuras ou agradeceu pela comida. Será que ela estava certa?

Curiosidades
“Cachinhos dourados e os Três Ursos” é uma história muito popular no mundo inteiro, teve sua origem no folclore europeu. Sua primeira versão publicada, ocorreu em 1837 pelo poeta Robert Southey em seu livro “ Os Doutores”. Nesta, os três ursos têm a casa invadida por uma senhora, e não por Cachinhos Dourados. Desde então, a história ganhou inúmeras versões, sendo as mais conhecidas, as protagonizadas por uma menina de cachinhos dourados.

Autoria:
- Ana Maria Machado
Retirado do grupo Professores Solidários

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A história dos Três Porquinhos segundo o Lobo Mau


Cheguei agora a pouco do tribunal. O juiz deu-me ganho de causa ao condenar Cícero, Heitor e Prático a trezentos mil reais por danos morais e materiais. Cem mil para cada um daqueles malditos porcos. Também quem manda colocar o meu nome na lama por tanto tempo, fazendo com que gerações e mais gerações aprendessem uma história repleta de mentiras absurdas sobre o que aconteceu naquela manhã de setembro. Não nego que aprecio carne de porco. É um dos meus pratos prediletos, sobretudo se assado num fogão à lenha. Mas daí afirmar que eu queria comer aqueles três míseros porcos, isso já é demais. Primeiro porque o trio era muito amigo do meu filhote Wilber.
Os quatro viviam brincando pelas redondezas, inclusive lá em casa, onde, se eu realmente quisesse, facilmente os teria devorado sem que ninguém soubesse. Depois, porque o mais velho salvou a vida de um primo meu no verão passado, quando tentava atravessar a nado uma represa aqui perto. A partir daí fiquei amigo dos irmãos porcos, pelo menos até o dia em que inventaram aquela história de que eu tentei invadir suas casas para almoçá-los. Os autos do processo da ação indenizatória que ajuizei contra eles mostram outra versão dos fatos. Senão, vejamos.
Morávamos todos próximos uns dos outros, numa clareira localizada no extremo norte da Floresta Azul. Após três semanas sem chover na região, o verde da mata começou a dar lugar a uma folhagem seca, que, a qualquer sinal de fogo, poderia desencadear um incêndio devastador. Preocupado com a situação, resolvi estocar água e comida que fossem o suficiente para mim e meus filhotes passarmos, no mínimo, três meses sem sair de casa. Ainda tive a iniciativa de ajudar alguns vizinhos a fazer o mesmo, sobretudo os jabutis e as preguiças, por razões óbvias. E não deu outra. Um homem vindo da cidade andou cá por estas bandas, deixando cair da janela do seu possante (adivinha!) uma ponta de cigarro acessa. Algumas horas depois o fogo começou a tomar conta da parte leste da Floresta, matando tudo que era tipo de planta e bicho. Após uma hora, o incêndio chegou ao sul onde felizmente já estávamos de sobreaviso. Fui um dos primeiros a avistar a fumaça aproximando-se de nossas cabeças. Para piorar, o vento soprava barbaridade, ajudando a espalhar as chamas. Então resolvi ir de porta em porta avisar aos meus vizinhos da catástrofe que estava prestes a acontecer.
Tudo ia relativamente bem, até que, por infelicidade minha, resolvi bater na porta de Heitor. Não sei por cargas d’água, ao me ver pela fresta da porta, o porco mais novo e mais preguiçoso dos três começou a gritar. Para completar, a ventania que servia de combustível para o incêndio (e não o meu assopro que mal apaga vela de aniversário) abalou a frágil estrutura da sua casa, feita, a contragosto do irmão Prático, de palha, fazendo com que o leitão saísse correndo como um louco até a casa de Cícero, seu irmão mais novo.
Não percebi, entretanto, que aquela gritaria tivesse sido originada em razão da minha presença. Assim, corri atrás de Heitor, indo bater na porta do outro porco, pedindo – vejam só quanta ingenuidade de minha parte – para que procurassem um outro abrigo. Também ali o vento bateu forte, derrubando metade da casa de tábua em que se escondiam. Assustados, saíram em disparada até a sólida residência de Prático, o porco mais inteligente da família. Dando-me por vencido, resolvi voltar para minha toca, a fim de preparar meu filhote para fugir dali o quanto antes, quando, de repente, vi um lobo, ao que parecia bastante jovem, na casa de Prático, junto aos irmãos porcos. Imediatamente pensei: “Meu Deus! Wilber está aí dentro correndo perigo. Preciso fazer alguma coisa antes que seja tarde demais!”.
Desesperado, bati na porta da casa de Prático com toda a minha força, sem saber que os malditos porcos estavam também desesperados com a minha presença. Impedido de entrar para pegar meu filhote, resolvi dá uma de Papai Noel. Com muito esforço – já não era mais aquele jovem de outrora – subi telhado acima, para, em seguida, descer cuidadosamente pela chaminé da casa.
Acontece que os danados dos leitões colocaram um imenso caldeirão fervendo bem na descida da chaminé, onde eu caí e, por pouco, não morri afogado. Em seguida, com o couro pegando fogo, saí correndo feito um maluco porta a fora, gritando e pedindo por socorro.
A dor era tanta que só me lembro de ter olhado de soslaio a procura do meu filho e ter encontrado, para alívio meu, apenas um lobo de pelúcia. Minutos depois reencontrei Wilber, em nossa toca, chorando pela minha ausência. O fogo já havia se alastrado floresta adentro e estava a poucos metros de onde estávamos. Mesmo sem condições físicas, consegui colocar meu “bambino” nas costas (só de pensar me arrepio da dor que senti) e saí atrás de um lugar seguro.
Esse foi o maior incêndio da história da Floresta Azul. A fauna e a flora do local ficou em ruína. Das casas existentes, apenas uma ficou de pé: a do porco Prático. Graças a sua estrutura bem reforçada, ela continuou quase que inabalável depois do desastre. Temo, entretanto, que o seu dono tenha de vendê-la para pagar a indenização que ganhei na Justiça pelos danos suportados por mim e, principalmente, pelo meu filhote.
Hoje, cego e entrevado numa cadeira de rodas, não guardo qualquer mágoa dos três irmãos porcos. Nem fico triste quando ouço os adultos contando erroneamente a história que acabei de narrar. Só não gosto de ser chamado de “Lobo Mau”, já que eu nunca tive maldade em meu coração nem nas minhas atitudes. Como disse ao juiz na audiência, o ruim dessa história não sou eu nem os porcos que quase acabaram com a minha vida. Afinal de contas, não somos nós que colocamos fogo em nossas matas, destruindo frágeis ecossistemas, seja por descuido, como foi o presente caso, ou pelo dinheiro, como o é na maioria das vezes.