sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sobre a Lição de Casa: conversando com os pais

ESTAS ORIENTAÇÕES FORAM PASSADAS PELO COLÉGIO ALMA MATER, ENTRETANTO O ASSUNTO É SEMPRE ABORDADO EM TODAS AS ESCOLAS E POR ESTE MOTIVO RESOLVI POSTAR NO BLOG POR ENTENDER QUE COLABORARÁ COM TODOS NÓS, PROFESSORES.


Para muitos pais, o momento da lição de casa dos filhos pode fazer surgir algumas indagações, tais como:
Preciso permanecer junto a eles nessa tarefa?
A impossibilidade de minha presença pode acarretar prejuízos?
Se eles não conseguem realizar a tarefa, como devo proceder?

Pensando nisso, decidimos apresentar este resumo para esclarecimento e compreensão dos objetivos e papel dos pais em relação ao assunto.

A prática de realização de tarefas de casa, de acordo com o tipo de lição, pretende promover situações para o aluno:
-arriscar-se em uma produção, com maior autonomia;
-reforçar os conceitos trabalhados, retomando conteúdos aprendidos;
-aprofundar conhecimento sobre algum assunto que está estudando;
-levantar questões sobre um assunto, estimulando-o para o tema que posteriormente será estudado em classe;
-incentivar a autonomia para buscar o conhecimento por conta própria;
-criar o hábito do estudo sistemático e agradável em casa.

A Família
A lição de casa possibilita à família compartilhar parte dos conhecimentos que seus filhos constroem ao longo dos trabalhos. Demonstrar interesse na vida escolar da criança marca, na formação do estudante, a importância que a família atribui aos estudos.

Em relação à lição de casa, cabe ressaltar que o aluno deve realizar sozinho essa tarefa. Há sempre um cuidado do Colégio em planejar atividades nas quais ele possa trabalhar com autonomia, além de um momento reservado na rotina escolar para a apresentação e explicação da proposta da tarefa a ser feita em casa.

Os pais devem acompanhar a realização das tarefas de casa no momento da execução das mesmas, ou reservar um tempo diário ou semanal para:
-verificar se a lição foi realizada, ou não, reforçando a atitude de cumprimento de responsabilidade;
-observar se está bem feita ou não (capricho, organização, limpeza etc.);
-elogiar, motivar e estimular seu esforço e realização, conversando sobre acertos e erros.

Orientações Gerais

-Dispor de um local bem arejado, ventilado e iluminado.
-Utilizar mesa e cadeira compatíveis com a altura da criança: os pés devem alcançar o chão ou dispor de um apoio para descansá-los.
-Incentivar seu(a) filho(a) a realizar a lição usando postura adequada: sentar-se em cadeira, sempre com a coluna ereta e os pés apoiados (evitar postura de corpo deitado no chão, no sofá ou debruçado sobre a mesa).
-Propiciar um ambiente reservado: silêncio, TV e som desligados, sem movimentação e conversas de pessoas por perto, para não distrair a atenção da criança.
-Criar um horário fixo para a realização da lição (organização do tempo, incorporado à rotina), se possível, respeitando o “relógio biológico” da criança, ou seja, hora em que está mais disposta mentalmente para poder render mais.
-Manter organizado o material necessário (lápis, papel, tesoura, cola, revistas etc.) e próximo à criança, evitando perda de tempo e de concentração para encontrá-lo.
-Reservar os fins de semana para o lazer de seus filhos com amigos e familiares.

Os pais devem ou não ajudar seus filhos na lição de casa?

O interesse, a participação e a ajuda que possibilita a criança a trabalhar cada vez mais autonomamente, são sempre bem-vindos!

Fonte: www.colegioalmamater.com.br/pais.htm

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Reunião de Pais: Lidando com Pais mal educados !

By Roseli Brito .

É sabido que cabe a família ensinar valores, boas maneiras, oferecer um ambiente adequado do ponto de vista material, emocional , moral e psicológico. No entanto cada vez mais a geração anterior transmite cada vez menos para a geração seguinte. Afinal ninguém pode dar o que não tem, e também não pode ensinar o que não aprendeu.

Infelizmente, o reflexo desta situação é visível na nossa sociedade e principalmente dentro das nossas salas de aula. São alunos que tratam os Professores de modo abusivo e desrespeitoso utilizando linguajar rude e ofensivo, e até, em muitos casos, partindo para a agressão física.

Mas, o que dizer quando somos tratados desse modo pelos próprios Pais ? Quando somos desrespeitados por uma criança ou adolescente já é por demais desgastante, o que dizer então quando é o próprio adulto, o responsável por esse aluno, a usar de sua autoridade (?) de pai/mãe e achar que pode desrespeitar e agredir um Professor ?

Adultos que agem desta forma chamo de pessoas tóxicas, pois contaminam o ambiente onde estão e infelizmente, se não forem chamadas a razão contaminam quem estiver a sua volta também. Isso é algo danoso, principalmente em uma Reunião de Pais. Quando o bimestre termina, muitos Professores já se consomem em pensar ter de lidar com esses pais “tóxicos”.

Por isso aqui vão algumas situações que esses pais criam e como contorná-las ou resolvê-las:

01. Pai chega antes da reunião começar e quer ser atendido naquele momento, pois tem um compromisso urgente e não pode ficar para a Reunião
Sugestão: Professor informa que tem uma pauta a cumprir, assim não será possível fazer uma reunião individual naquele momento, porém verificará durante a semana qual o dia e horário em que poderá disponibilizar para este atendimento e avisará o Pai/Mãe.

02. Pai fica instigando outros Pais durante a reunião para também fazerem reclamações.
Sugestão 1: Coloque a Pauta da Reunião no Quadro Negro e disponibilize um momento para perguntas, ou então esclareça que cada um terá um momento individual para fazer as colocações que precisarem.
Sugestão 2: Quando o Pai que está tumultuando começar a fazer as reclamações, corte no mesmo instante dizendo “ Por favor, aguarde que quando conversarmos em particular podemos abordar este assunto” ou ainda “ como não cabe a mim resolver esta questão, depois anotarei suas sugestões e enviarei a Coordenação que posteriormente lhe dará um retorno”.

03. Pai contesta tudo o que o Professor diz, testando a paciência do Professor
Sugestão: O Professor deve manter-se calmo e controlado e sugerir ao Pai o seguinte “ Já que o senhor/senhora apresenta muitas dúvidas referente a muitos assuntos, é melhor que seja agendado um horário fora desta reunião para esclarecermos estas questões”, ou ainda “ As respostas para estas questões já foram abordadas em reuniões anteriores, como observei que o senhor não compareceu, ficarei feliz em agendar um outro horário para esclarecer”.

04. Pai que esbraveja e se nega a falar com Professor, só aceita falar com o Diretor ou Coordenador, demonstrando que o Professor não tem o preparo para resolver.
Sugestão: O Professor deve permanecer calmo, olhar fixamente para o pai e dizer educadamente “ Como o senhor está alterado no momento, deixaremos para resolver esta questão em outra hora, com sua licença “, vire as costas e atenda outro Pai, ou ainda “ Este assunto quem responde sou eu, no entanto como o senhor está alterado no momento, agendarei uma data para conversarmos, se após a nossa conversa o senhor ainda achar que o assunto não foi solucionado então levarei o caso até a Coordenação”.

05. Pai leva a criança, e na frente do filho desautoriza as ações do Professor, fazendo-o passar por incompetente.
Sugestão : Corte logo a fala do pai com a seguinte frase: “ Não é adequado fazer essas colocações na frente do seu filho, assim, sugiro conversarmos outra hora a sós, onde poderei esclarecer todos os fatos. Terça feira às 10 horas está bom para a senhora? ”

06. Pai que usa a Reunião para expor o problema do filho e mostrar seu descontentamento com o Professor, atribuindo-lhe toda a responsabilidade da questão.
Sugestão: O Professor deve deixar claro logo no início da Reunião de Pais que a reunião tratará do rendimento escolar do aluno, e que questões particulares envolvendo indisciplina, comportamento, etc deverão ser tratadas individualmente em outro dia e horário, bastando para isso que o pai faça o agendamento com o Professor e/ou Coordenação.
Tomando esta precaução o Professor não deixa abertura para que determinados Pais monopolizem a Reunião com os seus problemas particulares, dando assim a todos, a chance de participarem.

07. Pai que chega atrasado na Reunião e quer passar na frente de todos, e toma todo o tempo da Reunião
Sugestão: Logo no início da Reunião deixe claro que o atendimento individual obedecerá a ordem de chegada. Assim se você tem 35 alunos, faça cartões numerados de 1 a 35 e vá entregando para cada pai que entrar na sala. Desta forma fica justo o atendimento, pois o Professor está apenas seguindo a ordem. Se o pai insistir, sugira que ele agende outro horário.

08. Pai que ao ouvir algum comentário negativo do filho, logo vem com quatro pedras na mão usando de alegações depreciativas ou infundadas para com o Professor, pois não aceita que o filho seja chamado a atenção.
Sugestão: Quanto as alegações depreciativas você pode responder com a seguinte frase: “ Estou lhe tratando educadamente, assim não há motivos para que eu seja tratada com desrespeito, quando a senhora se acalmar e desejar pedir desculpas, ficarei feliz em agendar um horário para conversarmos”.
Quanto as alegações infundadas a frase ideal é: “ Como a senhora está levantando acusações muito graves, o ideal é em outro momento reunirmos todos os envolvidos para confrontarmos essas afirmações “ . Dito isso você pode sugerir um dia e horário, ou verificar junto a Coordenação e depois informar para os pais.

09. Pai que usa a Reunião para fazer comparações entre a Professora atual e a Professora anterior.
É mais comum do que se imagina os Pais lançarem farpas durante uma Reunião para desestabilizar o equilíbrio e a harmonia do ambiente, geralmente fazem isso atacando a competência do Professor fazendo comparações com outros Professores.
Sugestão 1: A saída mais elegante e incisiva é concordar e discorrer sobre as suas credenciais profissionais. “ De fato, a senhora tem razão a Professora Joana é muito competente e experiente. Sendo assim, é meu dever relatar um pouco da minha trajetória profissional para que vocês possam conhecer-me melhor e o tipo de trabalho que desenvolvo com os alunos “
Sugestão 2: Levar para a reunião dinâmicas visando trabalhar que no mundo não há nenhuma pessoa igual a outra, cada um tem sua individualidade, talentos e jeito de ser. E essa diversidade faz bem, pois nós adultos, as crianças e jovens aprendemos a lidar com situações novas e com isso amadurecemos nos nossos relacionamentos.
Sugestão 3: Mostre aos Pais o Portfólio do aluno com atividades de Antes e Depois . Assim se o Joãozinho estava com dificuldades em Matemática, mostre que você criou algumas abordagens e atividades diferenciadas e o Joãozinho conseguiu superar. Assim os Pais verão que você, assim como a Professora anterior, também se importa e já está ajudando os alunos.

10. Pai que chega quando faltam 5 minutos para a reunião terminar e quer ser atendido de qualquer maneira.
Sugestão: Se você puder atender, deixe claro até que horário você poderá ficar: “ Sr.João, como o senhor chegou no final da reunião, só poderei atender por mais 10 minutos, após este horário tenho compromisso”
Ou ainda “ Sr.João a reunião já está finalizando e não teremos tempo suficiente para conversar, assim sugiro agendarmos nossa conversa para 2ª. feira as 9 horas, tudo bem para o senhor ? “

Lembre-se: jamais aceite ser tratada de forma desrespeitosa por quem quer que seja, jamais, entre no chamado bate-boca com confrontações verbais ou físicas. Educadamente, deixe claro seu desprezo por atitudes desse tipo e recuse-se a ouvir impropérios. Seja por telefone ou pessoalmente ,deixe claro que você só voltará a discutir o assunto quando todos os envolvidos estiverem calmos e contidos, pois com os ânimos exaltados a conversa nunca é civilizada e o bom senso sempre fica comprometido.

Retirado de S.O.S. PROFESSOR:
http://www.sosprofessor.com.br/blog/?p=369

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Filme: DÚVIDA

FILME: Dúvida, dirigido por John Patrick Shanley, com Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman, 2008.



A HISTÓRIA: Em 1964, no bairro novaiorquino do Bronx, uma escola católica se divide entre a rigidez da diretora, irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), e o carisma libertário do padre Flynn (Philip Seymour Hoffman), que também atua como professor na instituição. A partir de pistas incertas, a religiosa começa a suspeitar que ele tenha cometido abuso sexual contra um novo aluno, o primeiro negro a estudar no colégio. A dúvida entre a culpa ou inocência do padre também atinge a jovem irmã James (Amy Adams), que não consegue escolher qual dos colegas deve ajudar.



QUEM INDICA: O crítico de cinema Rubens Ewald Filho. "É uma grande polêmica. [A pedofilia] ganhou um tom mais pesado, muito dramático. No que se refere à Educação, é um filme sobre sistemas educacionais, no caso o católico tradicional. O grande momento são as cenas com a mãe do aluno [que supostamente sofreu abuso sexual], que tenta preservar a integridade do filho. É um conflito terrível que ela sofre."



POR QUE VER: "A lição é que a escola não se realiza sem o estudante e temos muito que aprender com esses que estão chegando hoje a nossas salas de aula. Porque um dia é de um jeito e no outro ano não é o mesmo adolescente que está começando”, opina Laurindo Cisotto, assessor psicopedagógico do Ensino Médio no Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo. Ele complementa dizendo que é preciso “sair do campo coletivo e ter um olhar para as subjetividades que estão se formando. Elas estão cada vez mais presentes no espaço escolar. Já estavam, mas a norma escondia. Hoje isso está muito mais visível, apesar do preconceito."



QUE BOM EXEMPLO TIRAR: Repare nas cenas da irmã James em sala de aula. Essa é a dica de Ascânio João Sedrez, diretor educacional do Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo. "Têm momentos em que estamos tão pessoalmente envolvidos no trabalho que a gente vai ficando irritado. Você como ser humano está ali nessa relação com adolescentes e pré-adolescentes que vão te fustigando. O cuidado e a capacidade de pedir perdão aos estudantes é algo que cria um vínculo muito significativo. Se não tenho afeto pelos estudantes, a coisa não rola, a educação não acontece", avalia o gestor, que é mestre em Ciências da Religião.


Fonte: Educar para Crescer
http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/duvida-filme-420143.shtml

Entenda a lei 11 645 e veja o que a escola do seu filho tem feito dentro e fora das salas de aula para cumpri-la

Se você ainda acha que o Brasil foi descoberto em 1500, precisa rever seus conceitos. A história e a cultura deste pedaço de terra à leste de Tordesilhas começou bem antes da chegada das naus portuguesas. E é esta consciência de que o Brasil é anterior a Pedro Álvares Cabral que a escola precisa discutir. É o que prevê a lei 11 645 , que obriga o estudo da história e cultura indígenas em todas as escolas nacionais de Ensino Fundamental e Médio, desde 2008.

A lei 11.645 acrescentou a obrigatoriedade do ensino da cultura e história indígena à lei 10.639, de 2003, responsável por inserir a história afro-brasileira e africana nos currículos escolares. A intenção é fazer com que as questões indígenas e afro-brasileiras sejam abordadas em disciplinas como Educação Artística, Literatura e, claro, História do Brasil.

Sabendo da existência e da importância da lei 11.645, vale ficar de olho no que as instituições de ensino estão fazendo para cumpri-la. Veja abaixo o que a escola do seu filho pode fazer para abordar o conteúdo nas salas de aula e como você, pai, pode contribuir com o processo.

1. Por que a lei 11 645 é relevante?


Por que ela mostra a importância dos indígenas para a construção da identidade brasileira. Apesar serem hoje poucos no país, os indígenas influenciaram - e muito - a cultura de todos os brasileiros. "Ninguém vive isolado absolutamente, fechado entre muros de uma fortaleza. Em qualquer caso, os povos se influenciam mutuamente", diz o professor José Ribamar Bessa Freire, coordenador do Programa de Estudos dos Povos Indígenas da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, sobre a chamada interculturalidade brasileira. E o que é a interculturalidade? É justamente o resultado da relação entre culturas, como aconteceu no Brasil entre os indígenas, os africanos e os europeus.

2. Quantos são os indígenas no Brasil de hoje?


Segundo o Censo 2000, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem no Brasil mais de 734 mil índios. "A estimativa é de que, atualmente, tenha no país cerca de um milhão de indígenas; aproximadamente 0,5 % da população brasileira", diz o professor José Ribamar Bessa Freire, coordenador do Programa de Estudos dos Povos Indígenas da UERG. Esses índios se distribuem entre quase 230 povos, que falam 188 línguas diferentes. Os números espantam quando se considera os quase 6 milhões de indígenas que existiam em nosso país antes da chegada dos colonizadores.

3. E por que é preciso preservar a história indígena?


Porque ela diz respeito à história de todos os brasileiros. Como já dissemos, apesar de serem relativamente poucos no Brasil, os indígenas tiveram grande influencia na cultura do país. "Grande parte da população brasileira carrega o sangue indígena em sua formação familiar. Além disso, vivemos diariamente as influências indígenas em nossas vidas; nas brincadeiras, nos tipos de alimentos que comemos etc", diz a professora Andrea Sales, pedagoga e colaboradora do núcleo de pesquisas Proíndio da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Portanto, preservar a história indígena é manter viva parte da história do povo brasileiro. E é importante reconhecer as origens culturais do Brasil de maneira pedagógica. Garantir esses temas na educação básica permite uma aprendizagem baseada no respeito e na valorização das diferentes culturais.

4. Como exigir a aplicação da lei na escola do seu filho?


Uma das formas é participar do Conselho Escolar e opinar no projeto pedagógico da instituição junto com os professores e gestores de ensino. Fique atento: a lei 11 645 diz que os conteúdos referentes à história e cultura indígena e afro-brasileira devem ser ministrados em todo currículo escolar. Especialmente nas disciplinas de Educação Artística, Literatura e História Brasileira. Em caso de negligência da escola, é indicado entrar em contato com a Secretaria Municipal ou Estadual da Educação de sua região.

5. Como você, pai, pode colaborar?


A família tem muito a contribuir para a formação dos alunos juntamente com os princípios da lei 11 645. Afinal, se o conteúdo tratado nas escolas não for valorizado dentro de casa, parte do aprendizado do seu filho sobre o assunto poderá ficar comprometida. No Colégio Friburgo, de São Paulo, o procedimento é mandar cartas para os pais explicando a atuação da escola, antes mesmo da abordagem de determinados temas. Segundo a coordenadora da escola, Eni Spimpolo, muitos pais dão retorno. "Uma vez, um pai que já tinha ido ao Parque Nacional do Xingu [reserva indígena, no Mato Grosso do Sul] pegou os materiais que tinha trazido da viagem e veio à escola dar uma palestra sobre o tema para as crianças", conta. O exemplo é aprovado por educadores. Muitos recomendam a colaboração dos pais com sugestões e disponibilização de conteúdos próprios para a escola do filho.

6. Que programas são legais?


Saídas a campo são alternativas mais ousadas para abordar a história e a cultura indígena de maneira diferenciada. Além de teatros e museus, que tal conhecer diretamente a cultura indígena? Confira os lugares recomendados pelos especialistas.

- Centro de Lazer e Cultura Toca da Raposa
O Centro de Lazer e Cultura Toca da Raposa, em Juquitiba, São Paulo, foi fundado há 15 anos e tem a intenção de abordar temas ambientais sobre a Mata Atlântica no Brasil. No espaço, durante os meses de abril e maio, acontece um intercâmbio cultural entre os indígenas e estudantes para celebrar o mês do Dia do Índio (19). A partir da visita, os alunos aprendem um pouco da cultura dos indígenas entrando em contato com instrumentos de caça desse povo e assistindo a uma apresentação dos indígenas em uma aldeia cenográfica. Em São Paulo, os alunos do Colégio Friburgo experimentaram o passeio. Os estudantes aprenderam com profundidade sobre a tribo dos Kuikuros do Parque Nacional do Xingu, no estado do Mato Grosso. "As crianças participam de danças típicas e aprendem novas palavras de origem indígena presentes no português. Kuikuiro, por exemplo, é 'peixinho pequeno'", conta Eni Spimpolo, coordenadora do Ensino Fundamental do colégio. As escolas interessadas devem ligar para o Centro e agendar as visitas.

Toca da Raposa Centro de Lazer e Cultura - Rodovia Régis Bittencourt Km 323 - Bairro das Senhorinhas, Juquitiba - SP - Telefone: (11) 4681-2854
Ingresso: R$ 75,00 (visitação para escolas - café da manhã + almoço+ lanche e monitoria em tempo integral); R$ 40, 00 (a partir dos cinco anos); R$ 30,00 (crenças de três a quatro anos. Crianças até dois anos de idade não pagam a entrada

Horário: Segunda a sexta-feira (apenas visitação escolar), das 8h30 às 16h30. Sábados, domingos e feriados o Centro de Lazer e Cultura Toca da Raposa é abertos a todos os públicos
Temporada: de 27de março a 22 de maio
Site: www.tocadaraposa.com.br

- Museu do Índio - CICI (Centro de Informação da Cultura Indígena) - São Paulo
No Museu do Índio - CICI (Centro de Informação da Cultura Indígena), em Embu das Artes, São Paulo, as crianças podem ter contato com objetos usados pelos indígenas das regiões Centro-Oeste e amazônica, como brinquedos, adornos, utensílios domésticos e uma zarabatana (instrumento artesanal indígena) com mais de 4 metros de comprimento. O Museu é resultado de 42 anos de pesquisa do artista Walde Mar de Andrade e Silva, de 78 anos. "Após lei de 2008, as escolas passaram a incentivar mais a vinda dos alunos ao Museu", conta o fundador. As visitas podem ser feitas com ou sem monitoramento. Há também a opção de agendamento de uma palestra para os alunos como parte do passeio. Os preços variam conforme os pacotes.

Museu do Índio - Rua da Matriz, 54, Centro de Embu das Artes, São Paulo - Telefone: (11) 4704-3278 Ingresso: R$ 3 (visita simples); R$ 8 (visita monitora) e R$ 15 (visita monitorada + palestra) Horário: terça-feira a domingo, das 10h às18h

- Museu do Índio Funai - RJ
Esse é o museu oficial do indígena no Brasil. Foi criado em 1953, pelo famoso antropólogo Darci Ribeiro. Hoje, compreende um dos maiores acervos da América Latina sobre a história e cultura das sociedades indígenas contemporâneas. São mais de 68 mil documentos audiovisuais e mais de 125 mil textuais. Escolas públicas, instituições filantrópicas e ONGs não pagam ingresso. Para obter a gratuidade é preciso apresentar um ofício de identificação no dia da visita. O site do Museu oferece um sistema de Pesquisa Escolar que permite a professores, alunos e pais ter acesso a conteúdos específicos sobre questões indígenas. Vale conferir!

Museu do Índio - Rua das Palmeiras, 55, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ - Telefones: (21) 3214-8702; (21) 3214-8705; (21) 3214-8729 ou (21) 3214-8730
Ingresso: R$ 3,00 (terça-feira a sábado). Aos domingos, a visitação é gratuita. Estudantes da rede pública e pessoas acima de 65 anos têm entrada franca
Horário: Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30
Site: www.museudoindio.gov.br
E-mail: atividade@museudoindio.gov.br

7. Como o tema pode ser abordado nas aulas?


O professor pode partir da curiosidade dos estudantes sobre o assunto, por exemplo. Será que eles sabem das marcas que as línguas indígenas deixaram no português do dia a dia? Explorar a diversidade linguística - a chamada glotodiversidade - pode ser divertido e curioso. Palavras como carioca (casa de branco) e ipanema (rio de pouco peixe) terão novos valores para os estudantes. "Segundo um lingüista do IEL [Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp], o 'R' que falamos no 'linguajar caipira' - chamado pelos pesquisadores de 'R' retroflexo-, por exemplo, é um som que tem origem em uma língua indígena falada no interior de São Paulo", conta o professor-coordenador do Programa de Estudos dos Povos Indígenas da UERG, José Ribamar Bessa Freire.

Além disso, a abordagem de políticas públicas de inclusão e proteção aos povos oprimidos também é uma boa alternativa. Um ponto de partida, conta a coordenadora do Colégio Friburgo, Eni Spimpolo, é o estudo da atuação dosirmãos Vilas Boas no país - sertanistas que contribuíram com a criação de postos de assistência aos índios, na região central do Brasil, durante a década de 1940. "Falamos com aos alunos sobre as transformações culturais que os povos indígenas sofreram a partir do contato com o 'homem branco'", diz Eni, provando que a contextualização do conteúdo é importante para o aprendizado.

A música também é uma ótima estratégia para o aluno memorizar conteúdos. E quanto mais novo for o estudante, mais fácil a memorização. No Colégio Vértice, os alunos utilizam instrumentos típicos de tribos indígenas nas aulas de música. "Exploramos também a arte, a comida, a roupa, o tipo de trabalho e o lazer dos indígenas", conta Ana Maria Gouveia Bertoni, diretora pedagógica da escola.

8. Quais as dificuldades de aplicação da lei 11 645 na sala de aula?


A diferença de recursos entre escolas públicas e particulares, a falta de formação de professores sobre o tema tratado pela lei e a abordagem por vezes estereotipada da história e cultura indígena nos livros didáticos são algumas das dificuldades apontadas por educadores para a real implantação da lei 11645 nas escolas. O MEC (Ministério da Educação) reconhece esses empecilhos e divulga que o documento final da I Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, realizada em 2009, recomenda algumas medidas para mudar esse quadro. Segundo as resoluções, o Ministério e as Secretarias de Educação devem garantir e ampliar recursos financeiros para a produção, avaliação, publicação e distribuição de materiais específicos relacionados à lei. Entretanto, ainda não se tem notícias da elaboração das "Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Indígena", como ocorreu com o conteúdo afro-brasileiro e africano a partir da lei 10 639.
 
9. Como preparar os professores para que cumpram a lei 11 645?


A dificuldade para uma resposta exata a essa pergunta ocorre por conta da formação dos professores brasileiros. Sabe-se que a maioria deles não tem experiência profunda no ensino da história e da cultura indígena. Apesar disso, segundo a professora Rachel de Oliveira, especialista em relações raciais na educação da Universidade de Santa Cruz, na Bahia, o Estatuto da Pedagogia diz que o professor é obrigado a saber ensinar conteúdos sobre questões étnicas. "O professor deve repensar sua prática em sala de aula. Não se deve incentivar, por exemplo, apenas festas em que os alunos se pintem de 'índio' e saiam dançando como 'índio'", diz Rachel. Ela alerta para que os professores fiquem atentos à utilização de expressões pejorativas, como isso "parece coisa de índio" em sala.
 
10. Como encontrar o material adequado para trabalhar com os alunos?


As DCNs (Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação) têm a função de orientar e obrigar o ensino de temas específicos nas escolas. Mas, até o momento, o MEC não divulgou Diretrizes Curriculares relacionadas ao ensino da cultura e história indígena. Para José Ribamar Bessa Freire, professor-coordenador do Programa de Estudos dos Povos Indígenas da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é necessário elaborar uma documentação ampla sobre o ensino indígena para a orientação dos educadores. Como alternativa, o professor indica a Referencia Curricular Nacional para Escolas Indígenas produzida pelo MEC. Apesar do documento ser direcionado para escolas que educam os jovens índios, o seu conteúdo pode servir de exemplo para as demais instituições de ensino. "O que os índios estão fazendo com a escola pode ajudar o sistema nacional de educação a rever um pouco a prática da lei 11 645", diz Freire. Muitos educadores reclamam da falta de livros didáticos para a abordagem do que se exige nas leis 11 645 e 10 639. "O governo precisa assumir que ter acesso a materiais literários sobre esses temas é tão fundamental quanto a própria alfabetização", opina Rachel de Oliveira, especialista em relações raciais na educação da Universidade de Santa Cruz, na Bahia. Segundo ela, a produção de livros independentes de literatura indígena vem crescendo no Brasil - e essa pode ser uma boa alternativa para as aulas. Para momentos difíceis em sala, a professora indica a abordagem de questões como a solidariedade e a opressão sobre o outro, base da chamada Pedagogia do oprimido de Paulo Freire .
 
 
Fonte: Educar para Crescer
 

Portfólio

              O portfolio (do inglês) é uma modalidade de avaliação retirada do campo das artes e que aparece com o objetivo de criar novas formas de avaliação para o desenvolvimento das inteligências artísticas. (ALVES, Leonir Pessate)
              O portfólio começou a difundir-se em espaço escolar na década de 90, com ênfase nos Estados Unidos. O portfólio vem sendo evidenciado como um dos mais novos subsídios para uma avaliação dinâmica e eficiente do ensino. O portfólio com variada terminologia distingui-se de acordo com sua intenção, como: porta-fólios, processo-fólios, diários de bordo, dossiê. “Reflete a crença de que os estudantes aprendem melhor, e de uma forma mais integral, a partir de um compromisso com as atividades que acontecem durante um período de tempo significativo e que se constrói sobre conexões naturais com os conhecimentos escolares”. (Kátia Stocco Smole)
               A construção dos portfólios, através dos CD ROOMS, caracteriza os Webfólios, que podem guardar toda a história escolar de um indivíduo desde a Educação Básica até a Educação Superior, e servirá como processo de ressignificação de suas aprendizagens e colaboração no processo de avaliação tanto formativa, como somativa dos procedimentos escolares. Esse portfólio construído ao longo da vida acadêmica, pode ser utilizado para ilustrar o desempenho no desenrolar de sua trajetória escolar. O portfólio é usado como ferramenta de acompanhamento, desenvolvimento e qualidade do ensino/aprendizagem. Os conhecimentos são registrados, enfatizando a finalidade, as competências e práticas adquiridas no processo de ensinagem.
                No Estágio Supervisionado e na Educação Infantil a utilização do portfólio é feita com a finalidade de documentar ações e reflexões. O portfólio é usado como ferramenta que facilita a ressignificação do processo de ensinagem e aprendizagem ao longo de um momento de ensino. Sua preparação apresenta a propriedade de ponderar sobre a melhoria e qualidade da aprendizagem dos estudantes, e concomitantemente propicia inserir reelaborações de ações indispensáveis para o sucesso do processo de ensinagem.
              De acordo com HERNÁNDEZ, Fernando (2000, p.166) o portfólio é : ...” um continente de diferentes tipos de documentos (anotações pessoais, experiências de aula, trabalhos pontuais, controles de aprendizagem, conexões com outros temas fora da escola, representações visuais, etc) que proporciona evidências do conhecimento que foram sendo construídos, as estratégias utilizadas para aprender e a disposição de quem o elabora para continuar aprendendo”.
               Portfólios são trabalhos ilustrativos dos alunos. Representam o seu pensamento, sentimento, a sua maneira de agir; as suas competências e habilidades e a maneira como colocou em prática o seu trabalho acadêmico. Essa ferramenta a serviço da educação tem como finalidade primordial proporcionar uma visão integral do conhecimento formal do educando e sua atuação na aprendizagem das diferentes áreas curriculares, assim como o seu desenvolvimento no campo comportamental e sua evolução na área pessoal e educacional.
              Os portfólios permitem uma avaliação de cooperação e participação , havendo interação do professor e aluno. Ambos escolhem os trabalhos mais expressivos do educando, através da criticidade e reflexão, estabelecendo padrões em busca da qualidade e assertividade. Há também um processo interdisciplinar com professores de outras áreas , que opinam em relação ao trabalho do aluno, fornecendo opiniões e depoimentos relativos à melhoria e qualidade do ensino/aprendizagem.
               Existe uma gama enorme de registros em portfólios, tais como: desenhos; fotos, artes, exposição de documentos; avaliação acadêmica de desempenho; registro de entrevistas; comentários e documentários de eventos musicais, de dança , de canto; lista de livros lidos; registro de leituras; correspondências; atuações gravadas em vídeo e áudio, etc.
              Os portfólios são registros produzidos em períodos de aprendizagem, e para isso podemos usar a fotografia como documento desse momento, não como cristalização, mas como comentários abertos, através de uma evolução histórica do acontecimento, completados e avaliados sempre, procurando buscar de maneira metódica e ordenada a melhor atuação do aluno dentro do seu desenvolvimento acadêmico.


Autora: Amelia Hamze
Educadora
Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos

Fonte: http://profmediador.blogspot.com/2010/05/portfolio.html

terça-feira, 12 de abril de 2011

SECRETARIA ABRE INSCRIÇÕES PARA CONCURSO DE REMOÇÃO DE DOCENTES

Os professores interessados em mudar de escola a partir de 2012 têm até a próxima segunda-feira (18/04) para indicar a unidade escolar em que gostaria de atuar

Os professores, titulares de cargo, da rede estadual que estiverem interessados em mudar de escola em 2012 podem se inscrever no concurso de remoção a partir das 9h desta terça-feira (12/04). O cadastramento deve ser feito via internet, até as 23h59 da próxima segunda-feira (18/04), pelo sistema GDAE - Gestão Dinâmica de Administração Escolar do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação (http:/drhunet.edunet.sp.gov.br/PortalNet/), acessando o link relativo ao concurso e seguindo as instruções ali contidas. O candidato que não tiver ou se esqueceu do login e senha para acesso do sistema GDAE deverá clicar em “Manual Para Acesso ao Sistema” e seguir as orientações.

A inscrição está condicionada à indicação de pelo menos uma unidade escolar. As indicações são feitas no ato do cadastro e o candidato que não indicar nenhuma escola não terá a inscrição efetuada. A relação das vagas iniciais está disponível no site da secretaria (www.educacao.sp.gov.br), mas o docente poderá indicar qualquer unidade escolar, mesmo que não apresente vagas iniciais, pois pode concorrer às vagas potenciais (quando há a saída de um outro docente).

O candidato poderá se inscrever para concorrer por títulos ou por união de cônjuges. No cadastramento, serão utilizados os dados constantes no cadastro funcional da Secretaria da Educação.

Mesmo efetuando a inscrição pela internet, o professor deverá apresentar ao diretor da escola em que atua toda a documentação comprobatória dos títulos para a classificação (doutorado, mestrado, especialização ou aperfeiçoamento) e dos documentos relacionados para a comprovação da inscrição por união de cônjuge (certidão de casamento ou escritura pública de declaração de convivência marital e atestado do cônjuge original).

O professor que não estiver com jornada constituída (adido), que estiver com jornada parcialmente constituída ou aquele que constitui jornada em mais de uma unidade escolar poderá inscrever-se no concurso na modalidade remoção/reserva. Assim, se o professor, concorrendo entre seus pares, não for atendido na remoção, poderá, se houver, ter aulas reservadas na escola na qual tem o cargo classificado.

Não poderá participar do concurso o docente em condição de readaptado ou ingressante estágio probatório que tenha sido nomeado mediante concurso regionalizado. Também será eliminado aquele que optar pela remoção por união de cônjuges, mas que tenha sido transferido nesta modalidade há menos de cinco anos, exceto se o seu cônjuge foi removido “ex ofício” (transferência obrigatória) ou vier a prover novo cargo em outro município, apresentando o comprovante ao seu superior imediato.

Uma vez inscrito no processo, o candidato não mais poderá desistir da mudança de escola e nem alterar, incluir ou excluir unidades escolares que vier a indicar para a remoção. A conclusão do concurso de remoção está prevista para dezembro e os professores somente assumirão a nova escola no próximo ano.

Em caso de dúvidas, os professores interessados podem entrar em contato com a Central de Atendimento da Secretaria de Estado da Educação, por meio do telefone 0800-7700012 ou pelo e-mail centralgdae@edunet.sp.gov.br.
São Paulo, 12 de abril de 2011

Secretaria de Estado da Educação
Assessoria de Imprensa
Mais informações à imprensa: (11) 3218.2020/8879/2062

sábado, 19 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Reposição de aula da greve dá bônus integral

Cristiane Gercina

Clipping Educacional - Educacional - do Agora

Os professores da rede estadual que participaram da greve da categoria em 2010 e repuseram as aulas poderão receber o bônus integral. O benefício será pago pelo Estado no próximo dia 31 e as faltas repostas não deverão contar na hora de calcular o valor.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação, as ausências não serão computadas apenas para os docentes que fizeram a reposição das aulas. "No caso das aulas repostas, as faltas serão, sim, retiradas do prontuário", afirmou ontem o órgão. Anteontem, a informação foi de que as faltas não seriam retiradas.

Têm direito ao bônus o professores das escolas que atingirem as metas do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) e do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo).

fonte: http://www.agora.uol.com.br

STF retoma hoje julgamento do piso nacional dos professores

Clipping Educacional - Agência Brasil

Lei determina piso de R$ 950 a docentes com carga horária de 40 horas semanais. Estados questionam a constitucionalidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (17) o julgamento da lei que criou o piso nacional do magistério. Há dois anos, a Corte negou pedido de liminar a cinco governadores que questionaram a constitucionalidade da lei que determinou um piso de R$ 950 a professores da educação básica da rede pública com carga horária de 40 horas semanais. Falta agora o julgamento do mérito da matéria, aguardado com ansiedade pela categoria.

A suspensão da análise da matéria pelo STF criou um clima de “insegurança jurídica”, alega a secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marta Vanelli. Segundo a entidade, alguns prefeitos se valem do imbróglio para não pagar o piso, atualizado em 2011 para R$ 1.187,14. Não existe um levantamento oficial sobre as redes de ensino que cumprem a lei.

“Quando o prefeito ou o governador diz que não vai pagar porque a lei ainda não foi julgada constitucional, é muito difícil a gente fazer com que ele assuma o compromisso. Com certeza a conclusão da análise da lei será muito positiva”, afirma. Entretanto, Marta acredita que é “difícil” que o julgamento comece hoje, já que a ação é o 11° item da pauta do dia. O relator da matéria é o ministro Joaquim Barbosa.

A ação foi impetrada em 2008, mesmo ano de sua sanção, pelos governadores de Mato Grosso do Sul, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e do Ceará. Além da constitucionalidade da norma, também foram questionados pontos específicos da lei como a regra de que um terço da carga horária do professor deverá ser reservada para atividades extraclasse como planejamento de aula e atualização. Esse dispositivo foi suspenso pelos ministros do Supremo à época e pode voltar a ser discutido hoje.

Outra divergência está no entendimento de piso como remuneração mínima. Para os professores, o valor estabelecido pela lei deveria ser entendido como vencimento básico: as gratificações e outros extras não poderiam ser incorporados na conta do piso. Mas os ministros definiram, ainda no julgamento da liminar, que o termo “piso” deve ser entendido como remuneração mínima a ser recebida. Esse entendimento também pode ser reavaliado durante o julgamento de mérito da ação.

Para Marta, será uma “frustração geral” caso o Supremo mantenha o entendimento de piso como remuneração mínima. “Incluir um monte de penduricalhos no contra-cheque é uma prática que se consolidou nas redes públicas estaduais e municipais. Mas precisamos de um plano de carreira com estrutura. Quando a gente diz que o piso é o vencimento básico significa que aquele deve ser o valor pago quando o profissional ingressa na rede. A partir disso você estabelece um plano para que ele tenha perspectiva de crescimento na carreira”, argumenta.

fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/
 
Extraído do blog Coordenadores pedagógicos blogados na rede
http://profcoordenadorpira.blogspot.com/2011/03/stf-retoma-hoje-julgamento-do-piso.html

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sobre a Vírgula

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais:
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À
SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
 * Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...


Leia mais: http://vancriskarteira.blogspot.com/#ixzz1Gnxz6oDR

terça-feira, 15 de março de 2011

SP terá proposta de reformulação do ensino médio


Cinthia Rodrigues,
Clipping Educacional - iG São Paulo

SP terá proposta de reformulação do ensino médio
Secretário de Educação disse que principal ideia é integrar etapa de ensino ao curso técnico e quer ouvir outras da rede

São Paulo deverá apresentar nos próximos meses proposta de reformulação do ensino médio com aumento da integração com cursos técnicos. A informação foi dada pelo secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald, que falou no tema pela primeira vez nesta sexta, em Ribeirão Preto, após reunião com professores e gestores da rede estadual para debater propostas de mudança.

Desde o início do ano, a Secretaria de Educação tem debatido com funcionários mudanças no sistema de ensino paulista. A proposta é ter um documento com novas diretrizes no final do semestre para que comece a ser implantado em 2012. A reunião deste dia 11 foi a primeira em que se falou em ensino médio.

De acordo com Voorwald, até o momento, a principal proposta é oferecer um ensino médio de quatro anos em que há um curso técnico integrado. Questionado se poderia haver cursos em período integral para garantir a integração, ele disse que é a ideia é nova, mas também poderia ser avaliada.

O ensino médio passa por reformulação em todo o País e o Conselho Nacional de Educação (CNE) vai apresentar uma proposta de diretriz aos secretários estaduais em reunião em Brasília agendada para os próximos dias 30 e 31. O relator da comissão com as propostas iniciais, José Fernandes de Lima, e pedem ênfase nas disciplinas ligadas a trabalho, cultura e ciências.

Voorwald assumiu a secretaria com o novo governo Alckmin, deixando o cargo de reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e tendo como principal bandeira o diálogo com os docentes. Desde o mês passado, ele já visitou seis regionais para ouvir quais são os problemas apontados por professores e gestores e ainda visitará outras nove até o final do semestre.

As discussões têm avançado principalmente no sentido de rever os ciclos da progressão continuada. Atualmente, os alunos só podem ser reprovados ao final do 5º e do 9º ano do ensino fundamental o que deve mudar para, pelo menos, três vezes.

fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

Voorwald: progressão é rediscutida, mas não será extinta

O secretário estadual da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, disse hoje, em Ribeirão Preto, que a extinção da progressão continuada na rede está totalmente descartada. "Essa é a grande questão-chave, que a própria rede coloca, não no sentido de eliminá-la, mas de rediscuti-la sob a ótica de torná-la eficiente e viabilizar que os estudantes saiam efetivamente alfabetizados e com o conteúdo aprendido durante a sua formação", disse.

Segundo ele, são discutidas ainda com os profissionais da educação propostas de mudanças do atual ciclo de avaliação do ensino fundamental, uma nova política salarial e o Ensino Médio Integrado (aumentaria de três para quatro anos, dando ao estudante a possibilidade de optar por um curso técnico profissionalizante simultâneo).

Voorwald e seu secretário-adjunto João Cardoso Palma Filho participaram hoje na cidade do interior paulista da sexta reunião com professores e profissionais da rede de ensino do Estado, debatendo as propostas de reorganização da educação. Ao todo, eles farão o encontro nos 15 pólos do Estado, dialogando com a categoria, formada por cerca de 5,3 mil escolas.

Voorwald informou que a secretaria preparou um documento, intitulado 'Por Uma Educação de Qualidade', passado às escolas, que respondem sobre a progressão continuada. A meta não é encerrar o que está acontecendo, mas construir a nova proposta. A secretaria propõe a mudança dos atuais dois ciclos de avaliação, que é de 5 e 4 anos (na prática, no quinto e no nono ano), para um de três, ou seja, 3, 2 e 4 anos. "Nossa proposta é consolidada na garantia da recuperação logo", avisa o secretário.

Porém, nas reuniões de trabalho dos polos, surgiu outra alternativa: um quarto ciclo de avaliação (3, 2, 2 e 2). "Qualquer que seja o número de ciclos, o mais importante é que o estudante aprenda", disse Voorwald, citando que nenhum pólo falou em extinção, mas em melhoria da progressão continuada. A definição só valerá a partir de 2012.

Fonte: http://educacao.uol.com.br

sábado, 12 de março de 2011

Quadrinhas

Não dou meu coração,
Porque não posso tirar.
Eu, tirando, sei que morro,
Depois não posso te amar.

Sexta-feira faz um ano
Que meu coração fechou.
Quem morreu dentro dele
Pegou a chave e levou.

Palavras com x - ch

Nome: Xavier Seixas.
Local de nascimento: Xique-Xique, na Bahia.
Ocupação: ciaxa de banco.
Nos feriados: olha o repuxo da praça, ouve o canto do rouxinol.
No carnaval: puxa samba.
Cor preferida: roxo.
Comidas preferidas: peixe, ameixa, ovos mexidos.
O que mais o irrita: lixo fora do lixo.
Defeitos físicos: um pouquinho coxo e não enxerga bem.

Laura Goes, Livro de leitura 2. São Paulo: Quinteto Editorial, 1990.


O MENINO CHANG

É um menino chamado Chang.
Olhinhos puxados,
cabelo cor de piche,
mora na China,
adora os bichos.
Também gosta de chá
mas acha uma chatice
ter que deixar
o jogo de xadrez
pra puxar riquixá,
trabalhar na enxada
ou estudar chinês.
Porém, Chang não chora,
não chia nem se queixa.
Calça os chinelos,
come uma ameixa,
faz tudo com capricho.

Angela Leite de Souza. O médico mágico. São Paulo: FTD, 1985.

O que é riquixá?
Transporte de tração humana em que uma pessoa puxa uma carroça de duas rodas onde acomodam-se uma ou duas pessoas.


SINGULAR E PLURAL

Leia e responda à pergunta:

UM GATO, DOIS PATOS,
TRÊS SAPOS, UM LEITÃO,
TRÊS GALOS, DOIS RATOS,
UM PORCO E UM LEÃO.
QUANTOS BICHOS EU TENHO ENTÃO?


Os substantivos gato, leitão, porco e leão estão no singular.
Os substantivos patos, sapos, galos e ratos estão no plural.
O singular indica apenas um ser.
O plural indica dois ou mais seres.

MULHER RENDEIRA

Olê! Mulher rendeira.
Olê! Mulher rendá.
Tu me ensina a fazer renda,
que eu te ensino a namorar.

As moças da vila Bela
não têm mais ocupação
e só vivem na janela,
namorando Lampião!

Lampião desceu a serra,
deu um baile em Cajazeira.
Botou as moça donzela
pra cantar Mulher Rendeira.



AS NOVE FILHAS

Era uma velha que tinha nove filhas;
foram todas fazer biscoito.
Deu o tangoronomango numa delas
e das nove ficaram oito.

Essas oito, meu bem, que ficaram,
foram todas jogar confete.
Deu o tangoronomango numa delas

e das oito ficaram sete.

Essas sete, meu bem, que ficaram,
foram todas aprender francês.
Deu o tangoronomango numa delas

e das sete ficaram seis.

Essas seis, meu bem, que ficaram,

foram todas comprar um brinco.
Deu o tangoronomango numa delas
e das seis ficaram cinco.


Essas cinco, meu bem, que ficaram,

foram todas pintar um quadro.
Deu o tangoronomango numa delas
e das cinco ficaram quatro.

Essas quatro, meu bem, que ficaram,

foram todas jogar xadrêz.
Deu o tangoronomango numa delas
e das quatro ficaram três.

Essas três, meu bem, que ficaram,

foram todas correr às ruas.
Deu o tangoronomango numa delas
e das três ficaram duas.

Essas duas, meu bem, que ficaram,

foram ambas pra Inhaúma.
Deu o tangoronomango numa delas
e das duas ficou só uma.

Essa uma, meu bem, que ficou,
foi parar na correção.
Deu o tangoronomango ali nela
e acabou-se a geração.

RESULTADO EXATO

A minha professora Lurdinha me passou um exercício com resultado preciso.
- Menino, este exercício exige exatidão! Se você colocar onze besouros, mais doze bezerros, mais treze coelhos, sem cometer erros, na jaula de um leão, quantos bichos teremos então?
-Zero, sem lero-lero professora.
-ZERO???
-Professora, eu sou jeitoso e até teimoso e o resultado é mais do que exato. Não posso somar, multiplicar e muito menos dividir. O que resta? Subtrair! Eis a minha conclusão, baseada na confusão criada pelo leão! A senhora pode examinar a sua própria conclusão tirar. Resposta exata: MORREU, NA SUA JAULA, UM LEÃO COM INDIGESTÃO. Estou certo ou não?