terça-feira, 11 de outubro de 2011

Artigo sobre violência nas escolas: O celular e o professor


Luiz Antonio Miguel Ferreira  [1]
Foi notícia, recentemente, o caso de violência praticada por um aluno contra uma professora, uma vez que a mesma o repreendeu pelo uso de aparelho celular, durante a aula. A professora foi agredida com chutes e agressões na cabeça, por semelhante conduta profissional. Depois de o celular tocar por quatro vezes, ela pegou o aparelho e o levou à diretoria, fato que motivou a agressão por parte do aluno. O adolescente foi suspenso das aulas por três dias e responderá pelo ato infracional praticado perante a Vara da Infância e da Juventude, podendo sofrer uma das medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Pobre professora, agredida, por desempenhar, de maneira exemplar, o seu mister e por fazer cumprir a lei. Sim, porque, no Estado de São Paulo, vigora a Lei nº 12.730, de 11 de outubro de 2007, que foi regulamentada pelo Decreto n. 52.625, de 15 de janeiro de 2008, estabelecendo a proibição, durante o horário das aulas, do uso de telefone celular por alunos das escolas do sistema estadual de ensino.
Na verdade, nem haveria a necessidade de tal lei, pois se trata de uma regra básica de educação, ou seja, não utilizar o aparelho celular durante as aulas, peças de teatros, cinemas, cultos e missas, palestras etc. No entanto, por carência de formação familiar, a lei vem reforçar a necessidade de se cumprir esta norma geral de convivência e disciplina.
A professora agiu dentro da maior legalidade possível. A retirada do aparelho celular, que esta sendo utilizado indevidamente, é um ato necessário e legal para o bom desempenho das atividades docentes. Não há como conciliar-se o desenvolvimento das aulas com o uso do aparelho celular, durante a realização das mesmas. Pode-se, num primeiro momento, retirá-lo e deixá-lo na própria sala de aula, onde o aluno poderá reavê-lo, quando do término das atividades. Em caso de reincidência, pode ser retirado e levado à diretoria, fazendo com que o aluno o retire após todas as aulas. E, na hipótese de continuidade de tal conduta, existe a possibilidade de retirada do aparelho e entrega, pela diretoria, somente a um dos pais ou responsáveis, que tomará, formalmente, ciência da conduta irregular do filho e da necessidade de intervir, para que a mesma não se repita.
O uso do aparelho celular durante as aulas configura-se um ato de indisciplina, que precisa ser devidamente coibido pela direção escolar. Para que isso ocorra, deve a direção da unidade escolar: I – adotar medidas que visem à conscientização dos alunos sobre a interferência do telefone celular nas práticas educativas, prejudicando seu aprendizado e sua socialização; II – disciplinar o uso do telefone celular fora do horário das aulas; III – garantir que os alunos tenham conhecimento da proibição (art. 2º do Decreto Estadual n. 52.625/08). Assim, antes de se tomarem medidas administrativas previstas no regimento escolar, os alunos têm que ter ciência da proibição da utilização do celular durante as aulas e a clareza de que o seu uso prejudica o desenvolvimento das atividades propostas, interferindo, negativamente, no direito à educação, que é garantido a todos.
Por sua vez, os pais, que são co-responsáveis pela efetividade do direito à educação (Constituição Federal, art. 205) e que fornecem o celular aos filhos, devem orientá-los da forma mais adequada de utilizá-los, contribuindo para a sua educação. Neste sentido, além das instruções básicas de como utilizar a tecnologia embutida no aparelho (fotos, redes sociais, mensagens etc.), têm que ser orientados sobre as regras fundamentais e essenciais de convivência de como, onde e quando pode utilizá-lo, no caso, o ambiente escolar. A omissão dos pais autoriza a escola, via professora, a tomar a atitude necessária para banir o uso do aparelho durante as aulas. E, em última hipótese, a conduta dos pais pode configurar uma infração administrativa prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 249), referente ao descumprimento dos deveres decorrentes do poder familiar.
Verifica-se, de todo o contexto, que esta questão se relaciona com a necessidade imperiosa de os pais estabelecerem limites aos filhos. Com efeito, se assim não procederem, outros agentes serão chamados a desempenhar esta função, no caso, a professora, que nada mais fez que impor um limite ao uso indevido do celular. E agora, como decorrência do ocorrido (ato infracional), o Poder Judiciário e o Ministério Público irão intervir, impondo outros limites, que se materializarão nas medidas socioeducativas.
O celular chegou a todas as classes sociais e faz parte da vida de crianças e adolescentes. É preciso enfrentar os problemas decorrentes de seu uso e isso requer o comprometimento dos pais, da escola e de todo o sistema de proteção dos direitos da criança e do adolescente, para evitar situações como à noticiada.

[1] Promotor de Justiça, Coordenador da área de Educação do Centro de Apoio Cível do Ministério Público do Estado de São Paulo. Mestre em educação. Autor do livro: O Estatuto da Criança e do Adolescente e o professor (Cortez, 2010). Membro do Conselho Consultivo da Fundação Abrinq

Fonte: http://www.educacao.sp.gov.br/noticias/o-celular-e-o-professor


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Frases para gravarmos na memória


1 – “Deus não escolhe pessoas capacitadas, Ele capacita os escolhidos.”

2 – “Um com Deus é maioria.”

3 – “Devemos orar sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que possamos ouvir a Deus.”

4 – “Nada está fora do alcance da oração, exceto o que está fora da vontade de Deus.”

5 – “O mais importante não é encontrar a pessoa certa, e sim ser a pessoa certa.”

6 – “Moisés gastou: 40 anos pensando que era alguém; 40 anos aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um NINGUÉM.”

7 – “A fé ri das impossibilidades.”

8 – “Não confunda a vontade de DEUS, com a permissão de DEUS.”

9 – “Não diga a DEUS que você tem um grande problema. Mas diga ao problema que você tem um grande DEUS.”



Fonte: http://www.rota83.com/frases-para-gravar-na-memoria.html
Fonte: 

sábado, 1 de outubro de 2011

DESABAFO DE QUEM TEM MAIS DE 50 ANOS...

Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.

Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo.

Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.

Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias.

Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.

Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época.

Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, por que a atual geração fala tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
 Fonte: Recebido por email.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Os três desejos de Alexandre…


Os três desejos de Alexandre…
Por isso que ele era chamado de “O Grande”
1 - Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2 - Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistado como prata, ouro, e pedras preciosas;
3 - Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões desses pedidos e ele explicou:
1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.
Pense nisso…


Fonte: http://www.rota83.com

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sem postagens

Esclarecimento:

Estou sem publicar porque estou temporariamente sem internet.

terça-feira, 5 de julho de 2011

CHAPEUZINHO VERMELHO NA VERSÃO DA VOVÓ

CHAPEUZINHO VERMELHO NA VERSÃO DA VOVÓ

Queridos amigos, há muito tempo vocês ouvem falar da história de Chapeuzinho Vermelho. Pois bem, aqui quem vos fala é a vovó. Cansei de escutar conversinhas, coisas que inventaram a meu respeito, a respeito do lobo e de Chapeuzinho Vermelho, por isso, resolvi contar-lhes toda a verdade.

Bom, o lobo cuidava muito bem da floresta e tentava mantê-la sempre limpa, mas tão limpa, a ponto de não querer que ninguém passasse por lá.

A minha netinha a Chapeuzinho Vermelho era uma criança muito mal-criada, e sempre que vinha para minha casa, não seguia as recomendações de sua mãe, que pedia pra ela não vir pela estrada da floresta, mas sim pela estrada do rio.

Chapeuzinho Vermelho nem ligava para os conselhos da mãe, teimava e vinha, dizia não ter medo do Lobo.

Em certo dia, ele estava lá, tranqüilo, quando ela passa cantarolando. O Lobo, que não gostava de ver pessoas transitando por lá, chamou-a:

− Hei! O que queres aqui? − perguntou o lobo.

− Vou para a casa da minha avó, seu lobo bobão!

− Olha o respeito menina! Tu bem sabes que não quero ninguém em minha floresta, por que não foste pela estrada do rio?

− Porque quis vir por aqui, e quer saber? Saia da minha frente. E saiba que só não lhe dou com esta cesta na cabeça porque estou levando doces para a vovozinha − finalizou Chapeuzinho toda espevitada.

Chapeuzinho saiu cantando para debochar do lobo. Ele, já bastante irritado, resolveu dar uma lição naquela menina mal-criada, pegou um atalho, e veio até minha casa.

Chegando aqui, conversamos sobre Chapeuzinho Vermelho e concordei em dar-lhe uma lição.

Fiquei escondida debaixo da cama enquanto o lobo vestiu meu vestido e se deitou.

Minutos depois, escutamos batidas na porta. Não batidas delicadas, batidas de menina encrenqueira. Era Chapeuzinho:

− Toc, toc, toc, abre logo essa porta,coroa! − disse Chapeuzinho, com seu linguajar moderno.

− Entre minha netinha, é só empurrar! − disse o Lobo disfarçando a voz.

Ela entrou, jogou a cesta em cima da mesa e jogou-se na cama, resmungando:

− Credo Vovó! Não sei como a senhora agüenta morar dentro do mato! È tudo tão longe...

O lobo rosnou de raiva, e Chapeuzinho notou algo diferente:

− O que foi vovó? Sua voz está estranha!

− É que peguei um resfriado minha netinha.

− Ah! Sim! Mas a senhora está toda esquisita. Olha como os seus olhos estão grandes!

− É pra te ver melhor minha netinha!

− E esse nariz enorme? Vai dizer que é pra me cheirar melhor? − ironizou a menina.

O Lobo já estava super irritado, mas conteve-se:

− Não minha netinha, é por causa da gripe, eu assuo muito o nariz, sabe?

− AH!... Mas e essa boca enorme, com estes dentes maiores ainda? Sem contar com o mau hálito. − disse Chapeuzinho tapando o nariz.

O Lobo não agüentou mais:

− Quer saber mesmo?

− Quero.

−Mesmo, mesmo?

− Fala vovó.

− É pra te comer!

Então, o desmiolado do Lobo começou a correr atrás de Chapeuzinho, que gritava escandalosamente na frente. Eu saí debaixo da cama o mais depressa possível, mas meu pé engatou na colcha de renda, fazendo com que eu caísse por cima do Lobo, que, sem sorte, engatou as unhas na colcha fazendo aquela confusão.

Neste momento, o lenhador apareceu na porta e Chapeuzinho Vermelho começou a gritar que o Lobo estava me atacando. O lenhador deu uma paulada que pegou na cabeça do Lobo (para minha sorte). Fazendo com que o Lobo, de imediato, pulasse direto para a janela, indo embora gritando e correndo.

E Eu só aceitei essa história de Lobo Mau, por que ele rasgou o meu vestido favorito, mas, estou arrependida.

O coitadinho é inocente e além de tudo, é vegetariano.


Fonte: Infelizmente perdi a fonte, só sei que retirei da internet.

Chapeuzinho e Borralheira segundo Perrault

Luzinha, atendendo a seu pedido estou disponibilizando a versão de Chapeuzinho e de Gata Borralheira segundo Charles Perrault.


O CHAPEUZINHO VERMELHO
Charles Perrault


Havia, numa cidadezinha, uma menina que todos achavam muito bonita. A mãe era doida por ela e a avó mais ainda. Por isso, sua avó lhe mandou fazer um pequeno capuz vermelho que ficava muito bem na menina. Por causa dele, ela ficou sendo chamada, em toda parte, de Chapeuzinho Vermelho.
Um dia em que sua mãe tinha preparado umas tortas, disse para ela:
 – Vai ver como está passando tua avó, pois eu soube que ela anda doente. Leva uma torta e um potezinho de manteiga.
Chapeuzinho Vermelho saiu em seguida para ir visitar sua avó que morava em outra cidadezinha.
Quando atravessava o bosque, ela encontrou compadre Lobo que logo teve vontade de comer a menina. Mas não teve coragem por causa de uns lenhadores que estavam na floresta.
O Lobo perguntou aonde ela ia. A pobrezinha, que não sabia como é perigoso parar para escutar um Lobo, disse para ele:
  – Eu vou ver minha avó e levar para ela uma torta e um potezinho de manteiga que minha mãe está mandando.
– Ela mora muito longe? – perguntou o Lobo.
– Oh! sim, – respondeu Chapeuzinho Vermelho. – É pra lá daquele moinho que você está vendo bem lá embaixo. É a primeira casa da cidadezinha.
– Pois bem, – disse o Lobo, – eu também quero ir ver sua avó. Eu vou por este caminho daqui e você vai por aquele de lá. Vamos ver quem chega primeiro.
O Lobo pôs-se a correr com todo sua força pelo caminho mais curto. A menina foi pelo caminho mais longo, distraindo-se a comer avelãs, correndo atrás das borboletas e fazendo ramalhetes com as florzinhas que encontrava.
O Lobo não levou muito tempo para chegar à casa da avó. Bateu na porta: toc, toc.
– Quem está aí?
– É sua neta, Chapeuzinho Vermelho – disse o Lobo, mudando a voz. Eu lhe trago uma torta e um potezinho de manteiga que minha mãe mandou pra você.
A bondosa avó, que estava na cama porque não passava muito bem, gritou:
– Puxe a tranca que o ferrolho cairá.
O Lobo puxou a tranca e a porta se abriu. Ele avançou sobre a pobre mulher e devorou-a num instante, pois fazia mais de três dias que não comia. Em seguida, fechou a porta e foi se deitar na cama da avó. Ficou esperando Chapeuzinho Vermelho que, um pouco depois, bateu na porta: toc, toc.
– Quem está aí?
Chapeuzinho Vermelho, ao escutar a voz grossa do Lobo, teve medo, mas pensando que a voz de sua avó estava diferente por causa do resfriado, respondeu:
– É sua neta, Chapeuzinho Vermelho, que traz uma torta pra você e um potezinho de manteiga que minha mãe lhe mandou.
O Lobo gritou para ela, adocicando um pouco a voz:
– Puxe a tranca que o ferrolho cairá.
Chapeuzinho Vermelho puxou a tranca e a porta se abriu.
O Lobo, vendo que ela tinha entrado, escondeu-se na cama, debaixo da coberta, e falou:
– Ponha a torta e o potezinho de manteiga sobre a caixa de pão e venha se deitar comigo.
Chapeuzinho Vermelho tirou o vestido e foi para a cama, ficando espantada de ver como sua avó estava diferente ao natural. Disse para ela:
– Minha avó, como você tem braços grandes!
– É pra te abraçar melhor, minha filha.
– Minha avó, como você tem pernas grandes!
– É pra correr melhor, minha menina.
– Minha avó, como você tem orelhas grandes!
– É pra escutar melhor, minha menina.
– Minha avó, como você tem olhos grandes!
– É pra ver melhor minha menina.
– Minha avó, como você tem dentes grandes!
– É pra te comer.
E dizendo estas palavras, o Lobo saltou pra cima de Chapeuzinho Vermelho e a devorou.

MORAL

Vimos que os jovens,
Principalmente as moças,
Lindas, elegantes e educadas,
Fazem muito mal em escutar
Qualquer tipo de gente,
Assim, não será de estranhar
Que, por isso, o lobo as devore.
Eu digo o lobo porque todos os lobos
Não são do mesmo tipo.
Existe um que é manhoso
Macio, sem fel, sem furor.
Fazendo-se de íntimo, gentil e adulador,
Persegue as jovens moças
Até em suas casas e seus aposentos.
Atenção, porém!
As que não sabem
Que esses lobos melosos
De todos eles são os mais perigosos.


Cinderela; ou A Pequena Sandália de Cristal

por Charles Perrault


Havia um cavalheiro que se casou, pela segunda vez, com a mulher mais orgulhosa e arrogante já vista. Ela tinha, de seu marido anterior, duas filhas que eram, de fato, exatamente como ela em tudo. Ele também tinha, de sua outra esposa, uma jovem filha, mas de uma bondade e doçura de temperamento sem paralelo, que ela havia herdado de sua mãe que fora a melhor criatura do mundo.
Nem bem terminaram as cerimônias do casamento e a madrasta começou a mostrar sua verdadeira face. Ela não conseguia suportar as qualidades desta bela garota, até porque elas faziam suas próprias filhas parecerem ainda mais odiosas. Ela a colocou nos piores trabalhos da casa. Ela lavava as louças, mesas, etc., e limpava os quartos da madame e de suas donzelas, as filhas dela. Ela dormia em um triste sótão, em uma miserável cama de palha, enquanto suas irmãs dormiam em bons quartos, com um piso todo ornado, em camas que estavam na última moda, e onde elas tinham espelhos tão grandes que podiam se ver inteiras, da cabeça aos pés.
A pobre menina suportava tudo pacientemente, e não ousava dizer a seu pai, que a teria censurado já que sua esposa o dominava completamente. Quando terminava seu trabalho, ela costumava ir para o canto da chaminé e sentar-se junto às cinzas. Por isso a chamavam de rameira das cinzas. Só sua irmã mais jovem, que não era tão rude e incivilizada como a mais velha, a chamava de Cinderela, que quer dizer garota das cinzas. Entretanto, a Cinderela, não obstante suas vestes grosseiras, era cem vezes mais bonita que suas irmãs, mesmo elas sempre estando ricamente vestidas.
Aconteceu que o filho do rei ofereceu um baile, e convidou todas as pessoas de estilo a irem. Nossas jovens donzelas também foram convidadas porque formavam uma grande figura entre os de qualidade. Elas estavam deliciadas com este convite, e maravilhosamente ocupadas escolhendo os vestidos, anáguas e penteados que melhor cairiam nelas. Isto era mais uma dificuldade para a Cinderela; é que era ela quem passava o linho de suas irmãs e dobrava suas pregas. Elas só falavam, o dia todo, de como deveriam se vestir.
"De minha parte", disse a mais velha, "vou usar meu conjunto de veludo vermelho com enfeites franceses".
"E eu", disse a mais nova "devo usar meu saiote; mas então, para compensar, vou pôr minha capa com flores de ouro, e meu cinto com diamantes, que está longe de ser o mais comum do mundo."
Elas mandaram chamar o melhor cabeleireiro que conseguiram para fazer seus penteados e enfeites, e elas usaram suas escovas vermelhas da Madame de la Poche.
Elas também consultaram a Cinderela sobre todas estas questões já que ela tinha excelentes idéias , e seus conselhos eram sempre bons. De fato, ela até ofereceu seus serviços para consertar seus cabelos, o que elas aceitaram com prazer. Enquanto ela estava ajudando elas disseram para ela "Cinderela, você não gostaria de ir ao baile?"
"Ah!" ela disse, "vocês só estão zombando de mim; até parece que eu iria a um lugar como este."
"Você está muito certa", elas responderam. "Todos iriam rir de ver uma rameira das cinzas em um baile".
Qualquer um teria deixado seus cabelos tortos, um menos a Cinderella, ela era muito boa e os arrumou perfeitamente bem. Elas estavam tão excitadas que não tinham comido nada por quase dois dias. Então elas arrebentaram mais de uma dúzia de espartilhos tentando apertar firme o suficiente para lhes dar uma bela forma esbelta. Elas estavam continuamente em frente a seus espelhos. Finalmente o dia feliz chegou. Elas foram para a corte e a Cinderela as seguiu com seus olhos o quanto pôde. Quando ela as perdeu de vista começou a chorar.
Sua madrinha, que a viu em prantos, perguntou qual era o problema.
"Eu queria tanto. Eu queria tanto". Ela não era capaz de dizer o resto porque era interrompida por suas lágrimas e soluços.
Esta madrinha dela, que era uma fada, disse para ela, "Você gostaria de poder ir ao baile, não é verdade?"
"Sim", disse Cinderela, com um grande suspiro.
"Bem", disse sua madrasta, "apenas seja uma boa garota, e eu vou arrumar um jeito para você ir". Então ela a levou para seu quarto e disse a ela "Corra para o jardim e me traga uma abóbora."
Cinderela foi imediatamente buscar a melhor que pôde encontrar e a trouxe para sua madrinha, mesmo sem ser capaz de imaginar como esta abóbora poderia ajudá-la a ir ao baile. Sua madrinha jogou fora todo o conteúdo, não deixando nada além da casca. Tendo feito isto, ela bateu na abóbora com sua varinha e ela se transformou instantaneamente em uma boa carruagem, toda ornada em ouro.
Ela então foi olhar em sua ratoeira, onde ela encontrou seis ratinhos, todo vivos, e ordenou que a Cinderela levantasse um pouco a porta da ratoeira. Ela deu para cada ratinho, conforme saíam, uma batidinha com sua varinha e os ratinhos iam se transformando na hora em belos cavalos, que juntos compunham um conjunto de seis cavalos salpicados de lindas pintas cinzas da cor dos ratinhos.
Só está faltando o cocheiro, disse a Cinderela, "Eu vou ver se não há um ratinho na ratoeira que possa ser transformado em um cocheiro."
"Isso mesmo", disse a madrinha, "Vá dar uma olhada".
A Cinderela trouxe a ratoeira para ela, e dentro havia três grandes ratos. A fada escolheu o que tinha a maior barba e o tocou com a varinha, transformando-o em um cocheiro gordo e feliz, que tinha os bigodes mais elegante jamais vistos.
Depois disso, ela lhe disse, "Vá novamente ao jardim, e você encontrará seis lagartos atrás do regador. Traga-os para mim."
Nem bem ela os tinha trago e a madrinha os tornou em seis criados, que saltaram imediatamente para trás do cocheiro, com suas fardas enfeitadas com ouro e prata, e juntaram-se tão próximos uns aos outros que era como se eles nunca tivessem feito outra coisa em suas vidas. A fada então disse para a Cinderela, "Bem, temos aqui um tudo o que você precisa para ir ao baile; você não está feliz com isso?"
"Ah, sim" ela disse; "mas eu tenho que ir com estes trapos nojentos?"
Sua madrinha então a tocou com sua varinha e, no mesmo instante, suas roupas se tornaram de ouro e prata, decoradas com suas jóias. Isto feito, ela entregou a ela um par de sandálias, as mais bonitas de todo o mundo. Estando toda elegante, ela subiu na carruagem; mas sua madrinha, acima de tudo, ordenou que ela não demorasse além da meia noite, dizendo a ela, ao mesmo tempo, que se ela ficasse um momento a mais, a carruagem voltaria a ser uma abóbora, seu cavalos, ratos, seu cocheiro um rato, seus criados lagartos, e aquelas suas roupas voltariam a ser como eram.
Ela prometeu a sua madrinha sair do baile antes da meia noite; e então saiu. Ela mal podia se conter de tanta alegria. O filho do rei, que tinha sido avisado de que uma grande princesa, que ninguém conhecia, tinha chegado, correu para recebê-la. Ele deu a ela sua mão para que desembarcasse da carruagem e a levou para o foyer, em meio a todos os convidados. Houve imediatamente um profundo silêncio. Todos pararam de dançar. Os violinos cessaram de tocar. Todos estavam deslumbrados com a singular beleza da recém chegada.
Não se escutava nada além de um cochichos confusos de, "Como ela é linda! Como ela é linda!"
O próprio rei, velho como era, não conseguia parar de olhar para ela, e disse à rainha docemente que fazia muito tempo que ele não via uma criatura tão bonita e amável.
Todas as senhoras estavam ocupadas estudando suas roupas e penteados, com a esperança de que fazer para si no dia seguinte outros com o mesmo padrão, se conseguissem encontrar materiais tão finos e mão tão habilidosas.
O filho do rei deixou para ela o mais honroso dos assentos, e depois a retirou para dançar com ele. Ela dançou tão graciosamente que eles a admiravam mais e mais. Um belo jantar foi servido, mas o jovem príncipe não comeu nem um bocado de tanto que estava ocupado fitando ela.
Ela foi se sentar com suas irmãs, demonstrando mil e uma cortesias, dando parte das laranjas e mixiricas com as quais o príncipe a havia presenteado, o que as surpreendeu muito, porque não a reconheceram. Enquanto a Cinderela estava assim entretendo suas irmãs, ela ouviu o relógio bater onze e quarenta e cinco, pelo que ela imediatamente fez uma cortesia a sua companhia e apressou-se a sair tão rápido quanto pôde.
Chegando em casa ela correu para procurar sua madrinha e, após a ter agradecido, ela disse que não podia evitar pedir, de todo coração, que pudesse ir novamente ao baile no dia seguinte, porque o filho do rei a havia convidado.
Enquanto ela estava contando avidamente a sua madrinha tudo o que tinha acontecido no baile, suas duas irmãs bateram na porta. Cinderela correu e abriu.
"Vocês ficaram tanto tempo!" ela disse, bocejando, roçando seus olhos e se esticando como se estivesse dormindo; ela não tinha, entretanto, tido qualquer intenção de dormir enquanto elas estiveram fora de casa.
"Se você tivesse estado no baile", disse uma de suas irmãs, "você não teria se cansado dele. A mais fina princesa estava lá, a mais bonita em que qualquer mortal já pôs os olhos. Ela nos fez mil e uma cortesias e nos deu laranjas e mixiricas."
A Cinderela parecia muito indiferente sobre isso. De fato, ela perguntou a elas o nome da princesa; mas elas disseram que não sabiam, e que o filho do rei estava muito intrigado com ela e daria tudo no mundo para saber quem ela era. Com isto a Cinderela respondeu sorrindo, "Ela deve, então, ser mesmo muito bonita; como vocês tiveram sorte! Será que eu poderia vê-la? Ah, querida Charlotte, me empresta aquele seu vestido amarelo que você usa todos os dias."
"Sim, é claro!" disse Charlotte; "emprestar minhas roupas para uma rameira das cinzas como você! Só se eu fosse muito tola."
A Cinderela, de fato, bem que esperava uma resposta assim, e estava feliz com a recusa; porque ela o vestiria com tristeza se sua irmã tivesse emprestado o que ela tinha pedido de brincadeira.
No dia seguinte as duas irmãs estavam no baile, bem como a Cinderela, mas vestida de uma forma ainda mais magnífica que antes. O filho do rei estava sempre do lado dela, e seus elogios e palavras doces a ela nunca cessavam. Tudo isto era tudo, menos cansativo, para ela e, de fato, ela até se esqueceu daquilo que sua madrinha havia dito. Ela pensava que não passava das onze quando ela contou o relógio bater doze. Ela saltou e fugiu, ágil como uma gazela. O príncipe a seguiu, mas não conseguiu alcançá-la. Ela deixou uma de suas sandálias de cristal, que o príncipe pegou com o maior dos cuidados. Ela chegou em casa, mas sem fôlego e em suas roupas sujas, não tendo nada mais de seus adornos senão uma de suas sandálias, o par daquela que ela havia deixado cair.
Os guardas no portão do palácio foram perguntados se não viram uma princesa sair. Eles responderam que não haviam visto ninguém a não ser uma jovem, muito esfarrapada, e que tinha mais a aparência de uma pobre camponesa do que de uma nobre.
Quando as duas irmãs voltaram do baile a Cinderela perguntou a elas se elas tinham se divertido, e se a bela dama havia estado lá.
Disseram que sim, mas que ela fugiu imediatamente quando bateu meia-noite, e com tanta pressa que deixou cair uma de suas pequenas sandálias de cristal, a mais bonita de todo o mundo, que o filho do rei pegou; que ele não fez nada além de olhar para ela durante todo o baile, e que certamente ele estava muito apaixonado pela bela pessoa que era dona da sandália de cristal.
O que elas disseram era verdade; porque alguns dias depois o filho do rei fez que se proclamasse, com o som de trombetas, que ele se casaria com aquela cujo pé servisse perfeitamente àquela sandália. Eles começaram a experimentar com as princesas, então as duquesas e toda a côrte, mas em vão; a sandália foi trazida às duas irmãs, que fizeram tudo o que puderam para forçar seus pés a entrar na sandália, mas não conseguiram.
A Cinderela, que viu tudo isto, e sabia que era sua sandália, disse a elas, rindo, "Deixe-me ver se não me serve".
Suas irmãs caíram na gargalhada e começaram a zombar dela. O nobre que fôra enviado para experimentar a sandália olhou a sério para a Cinderela e, achando-a muito simpática, disse que não era senão justo que ela também tentasse, e que ele tinha ordens para deixar que todas experimentassem.
Ele fez com que a Cinderela se sentasse e, colocando a sandália em seu pé, descobriu que calçava muito facilmente, servindo nela como se tivesse sido feita de cera. Suas duas irmãs ficaram atônita, mas o ficaram ainda mais quando a Cinderela tirou de seu bolso a outra sandália, e pôs no outro pé. Então entrou sua madrinha e tocou com sua varinha as roupas da Cinderela, tornando-as mais ricas e magníficas do que aquelas que ela tinha vestido antes.
E agora suas duas irmãs descobriram ser ela aquela fina e bela dama que elas tinham visto no baile. Elas se atiraram a seus pés implorando seu perdão por todo o mau tratamento que tinham imposto sobre ela. Cinderela as levantou e, abraçando-as, disse que as perdoava de todo o coração, e que queria que sempre a amassem.
Ela foi levada ao jovem príncipe, vestida como estava. Ele a achou ainda mais encantadora do que antes e, alguns dias depois, casou-se com ela. A Cinderela, que era tão boa quanto bonita, deu a suas duas irmãs apartamentos no palácio, e naquele mesmo dia as apresentou a dois grandes senhores da corte.
Moral: A beleza de uma mulher é um tesouro raro que sempre será admirado. A graciosidade, entretanto, não tem preço e é de valor ainda maior. É isto que a madrinha da Cinderela deu a ela quando a ensinou que deveria se comportar como uma rainha. Jovens mulheres, para ganhar o coração é mais importante a graciosidade do que um penteado bonito. É um verdadeiro presente das fadas. Sem isso nada é possível; com isso pode-se qualquer coisa.
Outra moral: Sem dúvida é uma grande vantagem ter inteligência, coragem, boas maneiras e bom senso. Estes e talentos similares vêem apenas dos céus, e é bom tê-los. Entretanto, mesmo estes podem falhar em lhe trazer sucesso sem a bênção de uma madrinha ou padrinho.


sábado, 2 de julho de 2011

Hospital psiquiátrico – O teste da banheira





Durante a visita a um hospital psiquiátrico, um dos visitantes perguntou ao diretor:
- Qual é o critério pelo qual vocês decidem quem precisa ser hospitalizado aqui?
Respondeu o diretor:
- Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher, um copo e um balde e pedimos que a esvazie.
De acordo com a forma que ele decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não.
- Entendi – disse o visitante – uma pessoa normal usaria o balde, que é maior que o copo e a colher.
- Não – respondeu o diretor – uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo.
O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria?
Dedicado a todos que escolheram o balde.

“A vida tem muito mais opções…
E muitas das vezes são tão óbvias como o ralo, só falta enxergarmos…”


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Sacolas de supermercados - Os animais salvam o Planeta




Fonte: http://www.akatu.org.br/Videos#

Florestas e Homens




Fonte: http://www.akatu.org.br/Videos#

A arte de julgar os outros


A arte de julgar os outros

  A arte de julgar os outros Eram dois vizinhos. Um deles comprou um coelho para os filhos. Os filhos do outro vizinho também quiseram um animal de estimação. E os pais desta família compraram um filhote de pastor alemão. Então começa uma conversa entre os dois vizinhos: 
- Ele vai comer o meu coelho! 
- De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos "pegar" amizade! 
E, parece que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se tornaram amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes com os dois animais. Eis que o dono do coelho foi viajar no fim de semana com a família, e o coelho ficou sozinho. 
No domingo, à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche tranqüilamente, quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra e morto. Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo, o cão levou uma tremenda surra! Dizia o homem: 
- O vizinho estava certo, e agora? Só podia dar nisso! 
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora? Todos se olhavam. O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos. 
- Já pensaram como vão ficar as crianças? 
Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível: 
- Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na sua casinha. E assim fizeram. 
Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças. 
Logo depois eles ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças. 
- Descobriram! 
Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma. 
- O que foi? Que cara é essa? 
- O coelho, o coelho... 
- O que tem o coelho? 
- Morreu! 
- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem. 
- Morreu na sexta-feira! 
- Na sexta? 
- Foi. Antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora reapareceu! 

A história termina aqui. O que aconteceu depois fica para a imaginação de cada um de nós. Mas o grande personagem desta história, sem dúvida alguma, é o cachorro. Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre seu amigo coelho morto e enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando o fizessem ressuscitá-lo. E o ser humano continua julgando os outros. 
Outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu. Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade? Histórias como essa, são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos. Às vezes fazemos o mesmo.