quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

CURIOSIDADES

O que você gostaria de saber mas, por vezes, tem vergonha de perguntar:
Por que a gente Soluça?
Soluço é a contração involuntária do músculo doDiafragma, responsável pela respiração. O soluço geralmente é causado por uma irritação no Nervo frênico, responsável por ativar o diafragma Devido a um aumento do volume do estômago. E não é lenda a história de que um susto pode curar o"soluçante", pois libera adrenalina e ativa o nervo frênico, outra saída é a água gelada, que provoca o mesmo efeito.
Ihhh, Meu Pé Dormiu!
Isso acontece porque a compressão do fluxo sangüíneo (ao cruzar as pernas, por exemplo) interrompe o tráfego De impulsos nervosos. Ao restabelecer o fluxo, acontece uma espécie de"curto circuito" nos impulsos elétricos dos nervos, daí a sensação de formigamento".
Há até um problema conhecido como"paralisia dos amantes". O casal dorme junto e um deles fica em cima Do braço do outro. O fluxo sangüíneo pode ficar interrompido por horas, Comprometendo por meses ou até para sempre o músculo do braço". A saída para o formigamento restabelecer o fluxo sangüíneo, movimentando o músculo. Dependendo do caso, é necessário fazer fisioterapia.

Por que tenho vontade de Urinar quando entro na Piscina?
Não é mentira. Ao entrar na água, a pressão externa sobre o corpo Aumenta."Os líquidos componentes do plasma que estão fora dos Vasos são "empurrados" para dentro deles", com o aumento Do volume de sangue nos vasos - chamado volemia - vem aVontade de urinar. É como beber água. Por falar em água... é verdade que torneira aberta e Chuveiro despertam a vontade?"É psicológico, chamamos de reflexo da micção".

De onde vem a Caimbra?
Segundo o neurologista Acary Oliveira, da Unifesp, 95% da população já experimentou esse espasmo muscular, Em geral na barriga da perna."Após intensa atividade física, acaba a energia e a Musculatura se contrai e não relaxa". Para passar, o segredo é contrair o músculo oposto ao Que está doendo, como fazem os jogadores de futebol. Se a cãibra for na barriga da perna, por exemplo, Basta alongar os músculos da parte da frente, puxando a ponta do pé para cima, em direção a canela.
O que causa o Arroto?
Também chamado eructação, o arroto é causado pelo ato De engolir ar (aerofagia). "Falar ou comer muito rápido, engolindo ar, são as Causas mais comuns". Ingerir alguma substância que contenha gás, como Refrigerante, pode ser outra causa provável. A cura não é muito educada. Basta "eructar".
Por que, às vezes, meu Olho Treme?
O espasmo das pálpebras é causado pela contração domúsculo orbicular (músculo responsável pelo fechamento Das pálpebras). A causa mais provável é que seja provocado pelo cansaço Ou tensão."É como uma cãibra", explica o Oftalmologista PauloHenrique, da Unifesp. O músculo se movimenta rápido para fazer circular mais Sangue na região e dissipar o ácido lático, responsável Pela irritação na terminação nervosa.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cachinhos de Ouro - Adaptada por Juliana Araújo

Era uma linda menina chamada Cachinhos de Ouro.
Ela era muito curiosa. Costumava mexer em tudo que via pela frente.
Certo dia, a menina passeava pelo bosque, quando avistou uma bela casinha.
Entrou algo lhe chamou a atenção. Alguns objetos eram muito grandes, enquanto outros eram médios ou ainda pequeninos como ela.
Como tinha a mania de olhar e mexer em tudo, a menina foi à sala, onde encontrou novas surpresas:
- Por que há uma cadeira grande, uma média e uma pequena? - indagou a curiosa.
Sentou na cadeira grande e achou difícil de alcançar, sentou na média e achou dura e na pequenina disse:
- Desta eu gostei! - exclamou a menina, que de tanto mexer na cadeirinha, quebrou a coitadinha.
Chegando à cozinha, cachinhos de ouro encontrou três pratos cheios de mingau de mel.
- Oba, comida! Este passeio está me deixando com uma fome…
Provou um pouquinho do grande mas achou que tinha muito mingau, provou do médio e achou quente, provou do prato pequenino que e estava do jeitinho que ela queria. Então, ela comeu todo aquele delicioso mingau.
- Vou dormir. - resolveu a menina.
Chegando no quarto havia 3 camas. Uma grande e dura, uma média e macia de mais e uma pequenina, muito gostosa e confortável.
Quando o papai urso, a mamãe ursa e o seu filhinho chegaram em casa, uma desagradável surpresa os esperava:
Alguém entrou aqui e mexeu em tudo.
- Afirmou o papai.
- E quebraram minha cadeirinha!
- Choramingou o pequenino ursinho.
Chegando a cozinha, a família percebeu que alguém havia comido o mingau:
- Não deixaram nadinha no meu prato! - lamentou o filhote.
Quando subiram as escadas e foram ao quarto, mais surpresas;
- Silêncio! Na minha cama há uma garotinha, que ainda está dormindo. - observou o ursinho.
Cachinhos de ouro despertou com aquele falatório e, assustada, saiu em disparada. Ela nem ao menos se desculpou pelas travessuras ou agradeceu pela comida. Será que ela estava certa?

Curiosidades
“Cachinhos dourados e os Três Ursos” é uma história muito popular no mundo inteiro, teve sua origem no folclore europeu. Sua primeira versão publicada, ocorreu em 1837 pelo poeta Robert Southey em seu livro “ Os Doutores”. Nesta, os três ursos têm a casa invadida por uma senhora, e não por Cachinhos Dourados. Desde então, a história ganhou inúmeras versões, sendo as mais conhecidas, as protagonizadas por uma menina de cachinhos dourados.

Autoria:
- Ana Maria Machado
Retirado do grupo Professores Solidários

Alfabetização






Retirado do blog da Sil,

Incluindo os clássicos na Literatura Infantil

Esta foi uma comunicação que fiz na faculdade e agora partilho com vocês, não consegui colocar aqui dentro das normas da ABNT, tentei mas ao colocar no blog desconfigura.

INCLUINDO OS CLÁSSICOS NA LITERATURA INFANTIL
RESUMO

Apresento nesta comunicação resultados de pesquisa bibliográfica que tem como objetivo incentivar pais e professores a oferecerem leitura de clássicos de nossa literatura a seus pequenos filhos e/ou alunos. Ler esse tipo de texto para as crianças pode parecer estranho à primeira vista, mas é essa a proposta de Ana Maria Machado contida em seu livro Como e Por que ler os clássicos universais desde cedo (2007). O seu livro é uma fascinante viagem que se inicia entre gregos e troianos, passando pela Sagrada Escritura, pelas lendas do Rei Artur, pelas descobertas de ilhas e mundos, pelos encantos das fadas e enfim pelas histórias marítimas e aventuras sem fim, tão bem escritas e que nos fazem viver tão boas e exóticas experiências. Machado também argumenta que se familiarizarmos nossos pequenos com os clássicos desde cedo, além do prazer da leitura, eles estarão recebendo aos poucos, sem pressa, uma enorme riqueza cultural que para se aprender depois de grande, seria tarefa pesada e sem graça. A nossa linguagem está cheia de referências que necessitam de um conhecimento prévio para ser totalmente compreendida e contextualizada. Assim, quando dizemos que uma coisa é "bacana" ou falamos do "calcanhar de Aquiles", do "sonho de Ícaro" ou ainda de "separar o joio do trigo", "lavar as mãos" ou até mesmo fazermos uma "mesa redonda", estaremos nos referindo a algum deus, algum mito, parábola ou fato bíblico que só quem conhece os clássicos compreenderá. Negar isso às futuras gerações seria no mínimo um grande desperdício cultural.

Palavras-chave: clássicos infantis; literatura infantil; leitura.
INTRODUÇÃO

Esta comunicação é resultado de pesquisa bibliográfica e que tem como objetivo incentivar pais e principalmente professores, a oferecerem leitura de clássicos de nossa literatura a seus pequenos filhos e/ou alunos.
Os alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental, muitas vezes vêm de lares em que não existe o hábito de leitura. Às vezes é a figura do professor seu único modelo de leitor e por esse motivo o educador tem uma grande missão em suas mãos.
Ana Maria Machado é a autora do livro intitulado Como e por que ler os clássicos universais desde cedo (2002). Nesse livro ela defende o direito das crianças terem o primeiro contato com os grandes clássicos, desde pequenas.
É claro que não se espera que tenhamos crianças lendo extensos textos em sua forma original, mas ao menos proporcionar-lhes o contato com essas histórias através das adaptações feitas especialmente para elas e incentivadas a mais tarde, quando tiverem mais idade e o domínio completo da leitura, lerem também os originais.
Como ninguém deve ser obrigado a ler nada, pois ler não é dever e sim direito, é papel do professor despertar o desejo, criar as oportunidades para o gosto de se ler.
Alguém pode questionar o por que de se fazer uso de clássicos e não apenas dos conhecidos contos de fadas ou livros infantis. Os clássicos são livros eternos que não saem de “moda” e abrangem uma infinidade de paisagens, histórias e personagens que fazem parte da nossa vivência cultural. São viagens entre gregos e troianos, sagradas escrituras, lendas do Rei Artur, descobertas de ilhas e mundos, encantos das fadas, histórias marítimas e aventuras sem fim.

A IMPORTÂNCIA DE SE INCLUÍREM OS CLÁSSICOS NA LITERATURA INFANTIL

A nossa linguagem está cheia de referências que necessitam de um conhecimento prévio para ser totalmente compreendida e contextualizada, como registra Ana Maria Machado:
Quando dizemos que uma coisa é bacana, estamos fazendo alusão a Baco, o nome do romano deus do vinho. Se alguém recebe um presente de grego, isso é uma lembrança da guerra de Tróia. Se lança o pomo da discórdia, também é. Cada referência remonta a toda uma história. Falamos em ouvir o canto da sereia, em narcisismo, em complexo de Édipo, em caixa de Pandora, em calcanhar de Aquiles – e cada uma dessas expressões se refere a uma história grega diferente. (MACHADO, 2002, p.29)

Podemos lembrar também que as referências continuam nos nomes dos planetas: Júpiter, deus dos deuses; Marte, deus da guerra; Mercúrio, mensageiro dos deuses; Vênus, deusa do amor e da beleza; Saturno, pai de Júpiter e deus da agricultura; Urano, deus do céu e das estrelas; Netuno, deus do mar e Plutão, deus do inferno. Os meses do ano também apresentam essa influência, como por exemplo, Janeiro, que é referência ao deus Jano, considerado pelos romanos o “deus dos princípios”, o que “abria o ano”, o “porteiro do céu”. Se pesquisarmos a fundo, veremos que são infinitas as referências e que conhecer a mitologia greco-romana é fascinante.
Monteiro Lobato foi um gênio em adaptar a mitologia grega para as crianças em livros como Reinações de Narizinho, O picapau amarelo, O minotauro e Os doze trabalhos de Hércules. Ruth Rocha apresentou também um ótimo resumo de obras como Odisséia, e, há também outras adaptações como Presente de grego de Elenice Machado e Peripécias de Pilar de Flávia Lins e Silva.
Os clássicos, entretanto não se resumem à mitologia grega, há muito mais. A Sagrada Escritura proporciona também histórias lindíssimas, que independente de qual seja a crença religiosa do professor ou do aluno, é interessante conhecer, seja com uma visão religiosa ou crítica, mas que não podemos deixar de lado. A Bíblia apresenta narrativas variadas e para todos os gostos. Há a Arca de Noé, o nascimento de Moisés e sua vida no Egito, a passagem do mar Vermelho, a luta de David com o gigante Golias, o nascimento de Jesus e seus milagres e tantas outras histórias que enriquecem a cultura geral.
Também na linguagem, se nosso pequeno aluno conhecer esses relatos, entenderá:
[...] o que são tempos de vacas magras, e em que consiste vender a primogenitura por um prato de lentilhas. Ao transportar um bebê num moisés, saberá por que o cestinho tem esse nome. Quando encontrar expressões como “separar o joio do trigo”, “lavar as mãos”, “mudar da água para o vinho” ou “dar a outra face”, ou quando por acaso ler num jornal uma referência ao farisaísmo ou a sepulcros caiados, saberá exatamente a que o texto está fazendo alusão. (MACHADO, 2002, p.39)

Também fazem parte dos grandes clássicos universais, os torneios, o rei Artur e sua espada Excalibur, a corte em Camelot, a magia de Merlim, as bruxas, as princesas, os reis, os mercados populares, os gigantes, as proezas dos cavaleiros do universo medieval,
As histórias de cavalarias deram origem a uma das obras-primas da literatura universal, um dos clássicos que foram mais fundo na análise do espírito humano, de forma emocionante e divertida ao mesmo tempo – Dom Quixote de La Mancha. (MACHADO, 2002, p.53)

Esse mundo mágico continua atual em nossos dias como, por exemplo, na obra de J. R. Tolkien com o Hobbit e na trilogia de O senhor dos anéis. Hollywood fez inúmeras versões das lendas de cavaleiros e de Robin Hood, a magia de Merlin com suas corujas retornam no grande sucesso Harry Potter.
Também na linguagem se estivermos familiarizados com esse mundo, compreenderemos bem o que significa fazer uma “mesa redonda”, mesmo que estejamos diante de uma quadrada ou retangular.
Outros clássicos que nos levam a tempos e mundos diferentes como por exemplo As viagens de Gulliver do irlandês Jonathan Swift, causam sempre grande prazer para o leitor. Assim também como a coletânea das histórias orientais As mil e uma noites que trazem famosas histórias como Ali Babá e os quarenta ladrões, Aladim e a lâmpada maravilhosa e As aventuras de Simbad, o marujo, agradarão sem dúvida a criançada.
Só a título de ilustração, pois não se propõe aqui que nossos pequenos leiam 1984, o conhecido programa da TV Big Brother, vem do livro de George Orwel. O personagem Big Brother era o grande olho que tudo vê, o grande ouvido que tudo ouve. Outros livros, entretanto, seriam apreciados pelos pequenos, pois trazem navegações, descobertas de outras terras, sonhos, naufrágios e muitas aventuras, como é o caso de Robinson Crusoé.
Passando agora para os clássicos encantos que constituem os contos de fadas, temos que deixar claro que apesar de ser tão contada e recontada para nossas crianças não foram escritas originalmente para elas. Vejamos o que Machado escreve sobre isso:
Só para darmos um exemplo: conhecia-se uma versão de Cinderela no antigo Egito e, na mesma história, o motivo do pé pequenino que seria o único a caber num sapatinho de cristal, muito provavelmente, vem da antiga China, onde existia o costume de comprimir os pés femininos para não crescerem, como ideal de beleza. (MACHADO, 2002, p.69)

Charles Perrault, em 1697, recolheu e publicou alguns desses contos e em 1802 outra coletânea foi feita pelos irmãos Grimm e já modificadas e amenizadas como podemos perceber claramente em Chapeuzinho vermelho. Na versão de Perrault a personagem não tem chance alguma, ela não segue os conselhos da mãe e acaba morrendo devorada pelo lobo mau, já na versão dos Grimm, mesmo com a desobediência, ela é salva pelo caçador.
Na Dinamarca, algumas décadas depois, surge outra antologia de contos, mas que diferente de Perrault e dos Grimm, não é recolhida do povo e sim criada por Hans Christian Andersen. Entre suas histórias podemos citar O patinho feio, O soldadinho de chumbo, A nova roupa do Imperador e tantas outras.
Nas telas, Walt Disney também tornou conhecidos alguns contos de Andersen, apesar de ter modificar os originais, exemplo disso é A pequena sereia.
Sem dúvida os contos de fadas são clássicos a serem conhecidos desde cedo, pois sua linguagem poética é simbólica, suas histórias refletem anseios, medos, conflitos e sonhos de nossos pequenos leitores, e com a certeza de que mesmo passando pelos maiores apuros, tudo acabará bem, o mal será punido e os bons viverão felizes para sempre.

A CONTRIBUIÇÃO DO MÉTODO RECEPCIONAL NA FORMAÇÃO DE FUTUROS LEITORES

Levando em consideração todos os motivos acima mencionados e partindo das etapas do Método Recepcional e dos estudos realizados pelo Grupo de Pesquisa Literatura e Ensino, da Universidade Estadual do Norte Pioneiro (UENP), Campus da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Jacarezinho, sob a liderança da professora Hiudéia Tempesta Rodrigues Boberg, foi elaborado um roteiro de atividade e aplicado em uma segunda série de zona rural.
O método recepcional foi sistematizado pelas pesquisadoras Maria da Glória Bordini e Vera Teixeira Aguiar no livro Literatura: a formação do leitor: alternativas metodológicas, e consta de cinco etapas que pretendem levar em consideração as necessidades e também as preferências dos alunos: determinação do horizonte de expectativas, atendimento do horizonte de expectativas, ruptura do horizonte de expectativas, questionamento do horizonte de expectativas e ampliação do horizonte de expectativas. O grupo de pesquisa citado propôs uma readaptação do método na etapa da “ruptura do horizonte de expectativas” incluindo a transversalidade nesse momento. Vejamos como ficou:
1ª Determinação do horizonte de expectativas – nesse momento é a sala que expõe o que eles já conhecem e gostam. Para determinar esse horizonte foi colocado, em painel, várias gravuras de personagens como Chapeuzinho vermelho, A pequena sereia, Dom Quixote, Gulliver, Robin Hood, Jesus, Noé e a sua arca, Romeu e Julieta, entre outros, e perguntado à classe se eles os conheciam. A grande maioria conhecia bem os personagens dos contos de fadas e alguns bíblicos, mas desconheciam totalmente Dom Quixote ou Gulliver.
2ª Atendimento do horizonte de expectativas – Os alunos puderam contar algumas daquelas histórias que conheciam e para as que não se lembravam bem, esteve à disposição livrinhos para serem lidos e escutados. Também puderam desenhar as histórias e pintar os personagens.
3ª Ruptura do horizonte de expectativas – O que caracteriza esta etapa é a novidade, foram retomados aqueles personagens que eles desconheciam e convidados a conhecerem as histórias das quais eles fazem parte. A recepção foi ótima e a leitura inicial foi Ali Babá e os quarenta ladrões na adaptação feita por Edson Rocha Braga. A leitura foi feita em capítulos como em novelas. No início a proposta era de se ler um capítulo por dia a cada início de aula, mas houve vezes em que os apelos para se fazer a leitura de mais um capítulo ao final da aula foram tão grandes que isso acabou acontecendo. A transversalidade acontecia através de perguntas direcionadas de acordo com a leitura feita, por exemplo, no capítulo em que o irmão de Ali Babá descobre que ele tem moedas de ouro escondidas e sente inveja – “Existe muita gente invejosa assim como Cassim? A inveja faz bem? Como deve ser o relacionamento entre irmãos? Como é esse relacionamento em sua casa?”
As palavras mágicas “Abre-te, sésamo!” foi outro ponto de partida que aproveitado para questionar se hoje em dia existem palavras mágicas. As crianças demoraram um pouco, mas descobriram que sim: “Por favor, obrigado e desculpe” - foram as eleitas, pois com palavrinhas simples como essas, podem ser evitadas grandes confusões.
Outro livro que lido nessa etapa foi Dom Quixote numa adaptação feita por Alexandre Barbosa de Souza, coleção Recontar, da Escala Educacional.
4ª Questionamento do horizonte de expectativas – Nesse momento deve acontecer uma comparação entre as etapas anteriores, ou seja, o aluno deve ser levado a refletir se ele conhece mais do que conhecia no início. É claro que uma classe dos primeiros anos do ensino fundamental não percebe estar passando por etapas de um método, mas puderam verificar que agora já eram capazes de identificar mais personagens daquele painel comentado no início e mesmo que alguns não consigam recontar as novas histórias, as conhecem.
5ª Ampliação do horizonte de expectativas – Como são pequenos alunos, muitos ainda sem dominar a escrita e a leitura convencionais, a proposta aqui foi continuar a série de clássicos como Gulliver, Teseu e o Minotauro, Os três mosqueteiros e Pinóquio em forma de quadrinhos de uma coleção já extinta da Editora Escala. Sempre deixando-se claro que há muito mais para se contar e descobrir e que eles mesmos devem buscar mais pra frente, conhecer a fundo essas grandes histórias.

CONCLUSÃO

Outras adaptações estão nas estantes de nossas bibliotecas escolares, à espera de serem apresentadas a nossos pequenos alunos. Com certeza serão bem vindas com todos seus encantamentos e aventuras e enriquecerão os sonhos e a cultura de nossos alunos, além de fazerem, a nós professores, retomar essas viagens maravilhosas, percebendo novos pontos antes não vistos, pois reler um clássico é navegar e as águas nunca são as mesmas, sempre se renovam.

REFERÊNCIAS


MACHADO, Ana Maria. Como e por que ler os clássicos universais desde cedo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.



BIBLIOGRAFIA CONSULTADA


aGUIAR, Vera Teixeira de; BORDINI, Maria da Glória. Literatura: a formação do leitor. Porto Alegre: Global, 1993.

ALI BABÁ E OS QUARENTA LADRÕES. Adaptação de Edson Rocha Braga. São Paulo: Scipione, 2000. (Série Reencontro Infantil).

AS MAIS BELAS HISTÓRIAS INFANTIS. São Paulo: Escala, [19??]

CERVANTES, Miguel de. Dom Quixote. Adaptado por Alexandre B. de Souza. São Paulo: Escala Educacional, 2004.


Lan houses de escolas estaduais fazem seleção para 840 empregos

Clipping Educacional - do Agora
A Secretaria de Estado da Educação abre inscrições na quinta-feira para 840 vagas do programa Acessa Escola. Poderão se candidatar, até o dia 16 de março, estudantes do 1º e 2º ano do ensino médio de escolas estaduais de Bragança Paulista (85 km da capital paulista), Itu (101 km), Jacareí (84 km), Jundiaí (58 km), São Roque (66 km) e Sorocaba (99 km).
De acordo com a Secretaria da Educação, o salário oferecido será de R$ 340, mais auxílio para transporte, por jornada de quatro horas diárias (sempre no turno inverso ao dos estudos).
Também vai ser exigido que o aluno tenha 16 anos completos até a data em que será contratado. A inscrição poderá ser feita pelo site www.fundap.sp.gov.br, e a taxa é de R$ 12. A seleção será feita por meio de prova objetiva, que avaliará raciocínio lógico e familiaridade com o assunto.Os estudantes selecionados trabalharão de manhã (8h às 12h), à tarde (12h às 16h) ou à noite (16h às 20h). O estágio será de até 12 meses, mas poderá ser prorrogado por mais 12 meses, se for necessário.O programa Acessa São Paulo oferece capacitação aos adolescentes que, para virar monitores, passarão por treinamento sobre informática, em seis módulos.
Os estagiários serão supervisionados por assistentes técnico-pedagógicos das diretorias de ensino. No caso de escolas que não tenham candidatos, alunos da escola mais próxima serão chamados, seguindo ordem de classificação, conforme informou a secretaria.
O programa oferece salas equipadas com computadores (18 unidades, em média, por sala), impressora e internet banda larga. Com o programa, as salas ficam abertas nos três períodos letivos: manhã, tarde e noite.Nas escolas que abrem aos finais de semana, as salas ficarão disponíveis para ser utilizadas pelos moradores do bairro.
fonte:http://www.agora.uol.com.br

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Macacos


Nesse picasa maravilhoso, há desenhos de muitos animais, e de la vc entra em outras coleções. Imperdível pra quem gosta de desenhos.

Desenhos

Gosto muito de desenhos e encontrei este aqui no picasa MFP Desenhos 1. O endereço é http://picasaweb.google.com.br/mfp.desenhos1/Borboletas#



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

CRIANÇA PRECISA DE LIMITES QUE A PROTEJAM.

DAR LIMITES É...
-Ensinar que os direitos são iguais para todos.
-Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo.
-Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros.-Dizer "sim" sempre que possível e "não" sempre que necessário.
-Só dizer "não" aos filhos quando houver uma razão concreta.
-Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas.-Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as única coisas que contam).
-Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que o chefe dê um parecer sobre sua promoção).
-Desenvolver a capacidade de adiar satisfação (se não conseguir emprego hoje, continuará a lutar sem desistir ou, caso não tenha desenvolvido esta habilidade, agirá de forma insensata ou desequilibrada, partindo, por exemplo, para a marginalidade, o alcoolismo ou a depressão).
-Evitar que seu filho cresça achando que todos no mundo têm de satisfazer seus mínimos desejos e, se tal não ocorrer (o que é mais provável), não conseguir lidar bem com a menor contrariedade, tornando-se, aí sim, frustrado, amargo ou, pior, desequilibrado emocionalmente.
-Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo.
-Compreender que direito à privacidade não significa falta de cuidado, descaso, falta de acompanhamento e supervisão às atividades e atitudes dos filhos, dentro e fora de casa.
-Ensinar que a cada direito corresponde um dever e, principalmente:Dar exemplo! Quem quer ter filhos que respeitem a lei e os homens tem de viver seu dia-a-dia dentro desses mesmos princípios, ainda que a sociedade tenha poucos indivíduos que agem dessa forma.

DAR LIMITES NÃO É...
-Bater nos filhos para que eles se comportem.
-Quando se fala em limites, muitas pessoas pensam que significa aprovação para dar palmadinhas, bater ou até espancar.
-Fazer só o que vocês, pai ou mãe, querem ou estão com vontade fazer.
-Ser autoritário, dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com seu próprio interesse, da forma que lhe aprouver, mesmo que a cada dia sua vontade seja inteiramente oposta à do outro dia, por exemplo.
-Deixar de explicar o porquê das coisas, apenas impondo a "lei do mais forte".
-Gritar com as crianças para ser atendido.-Deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado.
-Invadir a privacidade a que todo ser humano tem direito.-Provocar traumas emocionais, humilhações e desrespeito à criança.
-Toda criança tem capacidade de compreender um "não" sem ficar com problemas, desde que, evidentemente, este "não" tenha razão de ser e não seja acompanhado de agressões físicas ou morais.
-O que provoca traumas e problemas emocionais é, em primeiro lugar, a falta de amor e carinho, seguida de injustiça, violência física.
-Bater nos filhos é uma forma comum de violência física, que, em geral, começa com a palmadinha leve no bumbum.
Texto extraído livro Limites Sem Trauma (Construindo Cidadãos), de Tânia Zagury.

O cavalo e a borboleta



Esta é a história de duas criaturas que viviam numa floresta distante, há muitos anos atrás.
Eram elas, um cavalinho e uma borboleta.
Na verdade, não tinham praticamente nada em comum, mas em certo momento de suas vidas se aproximaram e criaram um elo.
A borboleta era livre, voava por todos os cantos da floresta enfeitando a paisagem.
Já o cavalinho, tinha grandes limitações, não era bicho solto que pudesse viver entregue à natureza.
Nele, certa vez, foi colocado um cabresto por alguém que visitou a floresta e a partir daí sua liberdade foi cerceada.
A borboleta, no entanto, embora tivesse a amizade de muitos outros animais e a liberdade de voar por toda a floresta, gostava de fazer companhia ao cavalinho, agradava-lhe ficar ao seu lado e não era por pena, era por companheirismo, afeição, dedicação e carinho.
Assim, todos os dias, ia visitá-lo e lá chegando levava sempre um coice, depois então um sorriso.
Entre um e outro ela optava por esquecer o coice e guardar dentro do seu coração o sorriso.
Sempre o cavalinho insistia com a borboleta que lhe ajudasse a carregar o seu cabresto por causa do seu enorme peso.
Ela, muito carinhosamente, tentava de todas as formas ajudá-lo, mas isso nem sempre era possível por ser ela uma criaturinha tão frágil.
Os anos se passaram e numa manhã de verão a borboleta não apareceu para visitar o seu companheiro.
Ele nem percebeu, preocupado que ainda estava em se livrar do cabresto.
E vieram outras manhãs e mais outras e outras, até que chegou o inverno e o cavalinho sentiu-se só e finalmente percebeu a ausência da borboleta.
Resolveu então sair do seu canto e procurar por ela.
Caminhou por toda a floresta a observar cada cantinho onde ela poderia ter se escondido e não a encontrou.
Cansado se deitou embaixo de uma árvore.
Logo em seguida um elefante se aproximou e lhe perguntou quem era ele e o que fazia por ali.
- Eu sou o cavalinho do cabresto e estou a procura de uma borboleta que sumiu.
- Ah, é você então o famoso cavalinho?

- Famoso, eu?

- É que eu tive uma grande amiga que me disse que também era sua amiga e falava muito bem de você. Mas afinal, qual borboleta que você está procurando?

- É uma borboleta colorida, alegre, que sobrevoa a floresta todos os dias visitando todos os animais amigos.
- Nossa, mas era justamente dela que eu estava falando. Não ficou sabendo? Ela morreu e já faz muito tempo.
- Morreu? Como foi isso?

- Dizem que ela conhecia, aqui na floresta, um cavalinho, assim como você e todos os dias quando ela ia visitá-lo, ele dava-lhe um coice. Ela sempre voltava com marcas horríveis e todos perguntavam a ela quem havia feito aquilo, mas ela jamais contou a ninguém. Insistíamos muito para saber quem era o autor daquela malvadeza e ela respondia que só ia falar das visitas boas que tinha feito naquela manhã e era aí que ela falava com a maior alegria de você.
Nesse momento o cavalinho já estava derramando muitas lágrimas de tristeza e de arrependimento.
- Não chore meu amigo, sei o quanto você deve estar sofrendo. Ela sempre me disse que você era um grande amigo, mas entenda, foram tantos os coices que ela recebeu desse outro cavalinho, que ela acabou perdendo as asinhas, depois ficou muito doente, triste e sucumbiu e morreu.
- E ela não mandou me chamar nos seus últimos dias?

- Não, todos os animais da floresta quiseram lhe avisar, mas ela disse o seguinte: "Não perturbem meu amigo com coisas pequenas, ele tem um grande problema que eu nunca pude ajudá-lo a resolver. Carrega no seu dorso um cabresto, então será cansativo demais pra ele vir até aqui."


Terminada essa história pare para pensar, quantas vezes em sua vida e no dia a dia, você tem sido o cavalo e quantas tem sido a borboleta?

Quantas vezes com as mesmas pessoas que nos relacionamos somos por vezes um e por vezes outro lado?

Mas é sempre mais fácil nos considerarmos a borboleta que é boazinha e foi sacrificada e nunca o cavalo que mesmo não sendo ruim foi insensível ao carinho e amor da borboleta e a matou por isso. Porém o mais importante seria sendo o cavalo ser consciente e receptivo ao amor por mais singelo que seja e sendo a borboleta entender o momento ruim do cavalo e não insistir tanto ao ponto de nos ferir com o não entendimento de nosso amor e carinho.

Para o Dia da Mulher