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sábado, 18 de setembro de 2010

Projeto Tarsila para crianças

Área do conhecimento: Artes
Turma: 2ºano (ens. Fund de nove anos)
Duração: 7 aulas

Justificativa: Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, “a Arte tem uma função tão importante quanto a dos outros conhecimentos no processo de aprendizagem. A área da Arte está relacionada com as demais áreas e tem suas especificidades (...) A educação voltada às manifestações artísticas e culturais, caracteriza um modo próprio de dar sentido à experiência humana – o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto no ato de expressar-se quanto na ação de apreciar, reconhecer e valorizar as formas produzidas por ele e pelos colegas, por diferentes culturas e pela própria natureza”.

Objetivos: Ampliação do universo cultural; apreciação e contato com obras da pintora Tarsila do Amaral; valorização da cultura brasileira; realização de atividades de alfabetização, leitura e interpretação de textos e imagens relacionados à obra da artista;

Etapas:

1ª aula: Apresentação do projeto e da artista Tarsila do Amaral

- Motivação Inicial: Perguntar aos alunos se eles já viram alguma obra de arte, onde viram, se sabem o nome de algum pintor, se já visitaram uma exposição, etc.
- Apresentação da artista (mostrando fotos, contando alguns fatos da vida de Tarsila, localizar a pintora no tempo e no espaço, mostrar no mapa seu local de nascimento e comparar com o local de nascimento dos alunos).
- Apreciação da obra “cartão postal”. A apreciação será feita em uma roda de conversa, na qual cada grupo irá sortear uma pergunta sobre a obra (as perguntas formuladas previamente pela professora terão como objetivo despertar nos alunos um olhar crítico sobre a obra, observando seus detalhes e imprimindo sua opinião pessoal) e responde-la para os colegas.
- Releitura da obra “cartão postal” utilizando folha sulfite e lápis de cor;

2ª aula: Apreciação da obra “Vendedor de frutas” e registro das informações sobre Tarsila do Amaral.

- Retomar as informações sobre a vida da artista Tarsila do Amaral (o professor será escriba de um texto contendo as informações resgatadas pelos alunos). Após, o professor irá digitar o texto e entregar para que os alunos colem o registro no caderno.
- Apreciação da obra “Vendedor de Frutas” – mostrar a obra aos alunos e questiona-los, direcionando o olhar aos detalhes da obra.
- Releitura da obra utilizando dobradura (barco) e retalhos de papel dobradura
- Caça-palavras contendo os elementos do quadro (pássaro, abacaxi, chapéu, igreja, etc)

3ª aula: Apreciação da obra “Operários”

- Interpretação da obra, chamando atenção para os rostos que são mostrados. Perguntar aos alunos quais rostos da obra parecem tristes, felizes, cansados, com medo, etc.
- Chamar os alunos à frente, pedir para que escolham um rosto do quadro e imitem as expressões faciais (registrar com fotos).
- Releitura da obra em grupos, utilizando cartolina e rostos recortados em revistas.
- Atividade de escrita: fazer uma lista das profissões que conhecemos


4ª aula: Apreciação da obra “Abaporu”

- Apresentar a obra e questionar o que os alunos acharam diferente, engraçado. Refletir com os alunos sobre o que a artista quis dizer quando pintou o Abaporu com grandes pés e cabeça pequena (levantar hipóteses).
- Releitura da obra utilizando papel cartão e massa de modelar
- Cruzadinha com elementos da obra “Abaporu"

5ª Aula: Apreciação da obra “Segunda classe”

- Utilizando como base a experiência de ter apreciado outras obras anteriormente, os alunos formularão perguntas uns para os outros para produzir um roteiro de apreciação da obra.
- Após formular as questões, cada aluno responderá a questão dos colegas, realizando assim a socialização das informações
- Releitura – os alunos serão divididos em pequenos grupos e, após realizar observação, farão uma “obra viva” do quadro que será registrada por meio de fotos


6ª Aula: Apreciação da obra “Manacá”

- Sugestões para motivação inicial: questionar os alunos sobre as sensações que o quadro transmite, se gostam das cores do quadro, que cores teriam usado se fossem a artista, falar os nomes das flores que conhecem.
- Relembrar os títulos das pinturas que estudamos e realizar atividade de escrita / adivinha dos nomes das obras.
- Releitura da obra utilizando cartolina tamanho A4 e tinta guache


7ª Aula: Impressões sobre o projeto

- Roda de socialização: Os alunos irão fazer uma análise sobre o trabalho realizado: o que mais gostaram, o que não gostaram, se gostaram ou não da pintura de Tarsila, o que foi mais fácil/difícil, etc.
- Escrita espontânea dos alunos contendo sua opinião sobre o projeto
- Produto final: exposição das releituras feitas pelos alunos

Fonte: Grupo Professores Solidários

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

PROJETO: CARNAVAL

INTRODUÇÃO

Quando pensamos em Brasil ou no povo brasileiro, quase sempre nos vem a imagem de um povo alegre e dançante. O carnaval é um grande exemplo disso. É uma manifestação popular que ocorre de diferentes formas em várias regiões do Brasil, dependendo do contexto histórico e sociocultural de cada lugar.
Entrelaçando as influências dos negros africanos, indígenas, nativos e europeus colonizadores, a cultura brasileira resultou em uma grande diversidade e riqueza de manifestações.

JUSTIFICATIVA

O Brasil é um país rico culturalmente, porém, o que sabemos dessa cultura limita-se ao que vivemos no dia-a-dia e ao que a TV nos mostra, muitas vezes, informações soltas, imagens que ficam muito distantes de nossa realidade ou de cunho comercial.
Pensando nisso, pretendemos, neste trabalho, propiciar atividades que ampliem o conhecimento das crianças sobre o carnaval no Brasil, levando em consideração suas influências e fazendo um paralelo temporal desde os antigos carnavais até hoje.

OBJETIVOS GERAIS

 Conhecer os aspectos culturais do carnaval que influenciaram na etnia brasileira.
 Reconhecer as manifestações carnavalescas dentro do contexto social.
 Conhecer as marchinhas carnavalescas.
 Conhecer, observar e acompanhar a evolução de gêneros carnavalescos como: música, blocos, fantasias e histórias.
 Estabelecer relação entre passado e moderno.

Procedimentos Metodológicos

 Fazer um baile de carnaval para que as crianças conheçam um pouco sobre essa manifestação popular.
 Levar para a sala de aula os elementos do carnaval através de imagens ou objetos.
 Executar músicas pertinentes ao universo carnavalesco.
 Fazer pinturas faciais nas crianças e disponibilizar diferentes roupas e adereços para que possam usar como fantasias.

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

 Confecção de painel com recortes e fotos carnavalescas.
 Trabalhar músicas carnavalescas
 Confeccionar máscaras carnavalescas com material de sucata.
 Listar as fantasias que as pessoas costumam usar em carnaval.
 Pular carnaval usando roupas e acessórios diversos como fantasia.

CULMINÂNCIA

 Desfile de fantasias.
 Exposição de painéis.
 Baile carnavalesco.

ANEXOS

MAMÃE EU QUERO

(Jararaca-Vicente Paiva - 1937)
Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar
Dá a chupeta, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebe não chorar

Dorme filhinho do meu coração
Pega a mamadeira
e vem entrar pro meu cordão

Eu tenho uma irmã que se chama Ana
De piscar o olho já ficou sem a pestana
Olho as pequenas mas daquele jeito
Tenho muita pena não ser criança de peito

Eu tenho uma irmã que é fenomenal
Ela é da bossa e o marido é um boçal

ABRE ALAS

(Chiquinha Gonzaga, 1899)

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar

AALLAH-LÁ-Ô

(Haroldo Lobo-Nássara, 1940)

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara
Viemos do Egito
E muitas vezes
Nós tivemos que rezar

Allah! allah! allah, meu bom allah!
Mande água pra ioiô
Mande água pra iaiá
Allah! meu bom allah

ME DÁ UM DINHEIRO AÍ

(Ivan Ferreira-Homero Ferreira-Glauco Ferreira, 1959)

Ei, você aí!
Me dá um dinheiro aí!
Me dá um dinheiro aí!

Não vai dar?
Não vai dar não?
Você vai ver a grande confusão
Que eu vou fazer bebendo até cair

Me dá me dá me dá, ô!
Me dá um dinheiro aí!

CACHAÇA

Mirabeau Pinheiro-Lúcio de Castro-Heber Lobato, 1953

Você pensa que cachaça é água
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
E água vem do ribeirão

Pode me faltar tudo na vida
Arroz feijão e pão
Pode me faltar manteiga
E tudo mais não faz falta não

Pode me faltar o amor
Há, há, há, há!
Isto até acho graça
Só não quero que me falte
A danada da cachaça

CABELEIRA DO ZEZÉ

João Roberto Kelly-Roberto Faissal, 1963

Olha a cabeleira do zezé
Será que ele é
Será que ele é

Será que ele é bossa nova
Será que ele é maomé
Parece que é transviado
Mas isso eu não sei se ele é

Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!

AURORA

Mário Lago-Roberto Roberti, 1940

Se você fosse sincera
Ô ô ô ô Aurora
Veja só que bom que era
Ô ô ô ô Aurora

Um lindo apartamento
Com porteiro e elevador
E ar refrigerado
Para os dias de calor

Madame antes do nome
Você teria agora
Ô ô ô ô Aurora

A JARDINEIRA

Benedito Lacerda-Humberto Porto, 1938

Ó jardineira porque estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu
Foi a camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu

Vem jardineira vem meu amor
Não fiques triste que este mundo é todo seu
Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu.

O TEU CABELO NÃO NEGA

Lamartine Babo-Irmãos Valença, 1931

O teu cabelo não nega mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega mulata
Mulata eu quero o teu amor

Tens um sabor bem do Brasil
Tens a alma cor de anil
Mulata mulatinha meu amor
Fui nomeado teu tenente interventor

Quem te inventou meu pancadão
Teve uma consagração
A lua te invejando faz careta
Porque mulata tu não és deste planeta

Quando meu bem vieste à terra
Portugal declarou guerra
A concorrência então foi colossal
Vasco da gama contra o batalhão naval

SACA-ROLHA

Zé da Zilda-Zilda do Zé-Waldir Machado, 1953)

As águas vão rolar
Garrafa cheia eu não quero ver sobrar
Eu passo mão na saca, saca, saca rolha
E bebo até me afogar
Deixa as águas rolar

Se a polícia por isso me prender
Mas na última hora me soltar
Eu pego o saca, saca, saca rolha
Ninguém me agarra ninguém me agarra.


Este projeto foi formulado por minha colega: SONIA REGINA UBEDA


Fonte: Blog Clara Libe http://vihema.blogspot.com/search/label/Carnaval

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

PROJETO BRINCADEIRAS DE OUTRORA

Introdução

Se perguntarmos para algumas crianças do que elas costumam e gostam de brincar, com certeza 99,9% vão responder que se divertem jogando no computador, no vídeo game e assistindo TV. Muitas pessoas dizem que tanto as brincadeiras quanto os brinquedos evoluíram. Mas, há quem discorde dessa afirmação.

Em pleno século XXI, a maioria das nossas crianças desconhecem, na prática, o real significado do que vem a ser brincar. Uma palavra tão pequena e ao mesmo tempo tão grandiosa para quem teve a oportunidade de se deliciar com brincadeiras simples, mas prazerosas. Realmente, as brincadeiras sofreram mutações, mas a essência de ser criança permanece. A infância passa rapidamente. E só nos cabe recordar essa época tão fascinante. Quando falamos em infância, o que vêm à sua memória? Você já parou para pensar o que as crianças de hoje vão ter para lembrar?

Vamos voltar um pouquinho no tempo... Que menina nunca brincou de pular elástico? Há alguns anos, isso era uma febre. Nem era preciso levar o tal elástico para a brincadeira. Cada uma tinha o seu. Mas, era só juntar a meninada, que sobrava elástico e muita diversão. As garotas de hoje não sabem nem o que fazer com um elástico. E nem vêem graça nesse tipo de brincadeira.

E pular amarelinha? Quantas vezes íamos e voltávamos pulando aqueles quadrinhos que nós mesmas rabiscávamos, utilizando pedaços de tijolos, nas portas de nossas casas, pracinhas etc.?

E pular corda, então?! Era uma delícia juntar as amiguinhas e ficar batendo, cantando e pulando até cansar.

Não podemos esquecer-nos do bambolê, que era rodado na cintura até perder forças e cair. Algumas meninas conseguiam passá-lo por todo o corpo sem parar de rodar e nem deixar cair!

Passávamos horas entretidas com bonecas enquanto isso, os meninos faziam a festa soltando pipas coloridas que enfeitavam o céu, principalmente no período de férias. Além disso, bolinhas de gude, jogos de botões, sem falar dos mais variados tipos de carrinhos. E as bicicletas? Nossa, a gente contava os dias para chegar o final de semana e podermos sair para pedalar em algum lugar tranqüilo.

E quem é que nunca jogou dama - não vale pela internet -, ou fez bolinhas de sabão com canudo de mamona e sabão em pó?!Era divertido demais soltar as bolinhas e acompanhá-las até estourarem no ar!

Nem víamos as horas passarem enquanto nos divertíamos brincando de: esconde-esconde, pega-pega, cabra-cega, telefone sem fio, passa anel, boca de forno, estátua, dança da cadeira, detetive, adedonha, queimada e rouba a bandeira. E a famosa brincadeira cai no poço - era pra ser cheia de malícia, mas a gente se esbaldava com muita inocência. Quantas boas lembranças de um tempo dourado!

Hoje, as crianças nem sabem que brincadeiras são essas citadas anteriormente. Talvez nem se interessem. Ou não sejam estimuladas a se interessarem. É muito mais conveniente, e muito mais sem graça também, deixar uma criança se entreter com jogos eletrônicos do que ensiná-la brincadeiras simples, mas sadias, como as que aprendemos com os nossos pais há alguns anos.

Nós, sim soubemos aproveitar. Éramos inocentes, simplesmente crianças. Vivíamos bem distantes da corrupção, de adulteração disso ou daquilo, de mensalão, de violência, de crueldade, etc. Apesar das críticas, não há o que reclamar. Tivemos uma infância feliz!!



Justificativa

Hoje, as crianças estão muito mais preocupadas em se adequar as novas tecnologias e não vêem que vivendo no mundo "virtual" em que se situam estão perdendo a melhor fase de suas vidas. Parece que nem mesmo os pais têm consciência disso. Acham que dando tudo do bom e do melhor, em termos de equipamentos eletroeletrônicos estão fazendo seus filhos mais felizes, mas não percebem que o que realmente traz felicidade é vivenciar cada época de nossas vidas, sem pular etapas. Crianças mais felizes, conseqüentemente, se tornam adultos mais felizes.

Para tanto, este projeto intitulado” Projeto Brincadeiras de Outrora” tem a finalidade resgatar as brincadeiras e jogos da nossa cultura popular inserindo essas brincadeiras, que são de suma importância para o desenvolvimento físico da criança. Estes jogos e brincadeiras são atividades que poderão ser compartilhadas até com seus familiares, colegas e amigos de sua comunidade.

O brincar e o jogar são atos indispensáveis à saúde física, emocional e intelectual e sempre estiveram presentes em qualquer povo desde os mais remotos tempos. Através deles, a criança desenvolve a linguagem, o pensamento, a socialização, a iniciativa e a auto-estima, preparando-se para ser um cidadão capaz de enfrentar desafios e participar na construção de um mundo melhor.

Este projeto envolverá um conjunto de fatores que devem existir para uma vida melhor e saudável. Isso é que para se ter uma boa qualidade de vida, é necessário mudança de comportamento, vivência de novos valores, disciplina, respeito mútuo, atenção a saúde, solidariedade, entre muitos outros.



Objetivo geral:

Resgatar valores, socializar brincadeiras que eram realizadas no passado, ampliar seu círculo de brincadeiras, tornar as crianças mais solidários e participativas, incentivar o trabalho de equipe.

Objetivos específicos:

• Reconhecer semelhanças e diferenças da criança de hoje e de outros tempos;
• Identificar o cotidiano de uma criança nos tempos atuais;
• Pesquisar com as crianças, quais brincadeiras que mais gostam;
• Descobrir as principais manifestações folclóricas em nosso país;
• Confeccionar de Pipas ( a mais engraçada, Original, Diferente );
• Identificar e reconhecer Músicas Folclóricas, cirandas;
• Utilizar Trava-Línguas, parlendas;
• Resgatar jogos, canções, danças de rodas e brincadeiras de antigamente.


Conteúdos:

• Uso da linguagem oral para conversar e expressar idéias e opiniões;
• Leitura de pequenos textos como: Trava-Línguas, Parlendas, Canções, etc.;
• Cantigas, danças de roda, brincadeiras antigas e brinquedos utilizados pelos nossos pais e avós;
• Participação em jogos, brincadeiras de antigamente;
• Participação nos jogos.


Metodologia e estratégias:

• Material didático
• Livros de histórias
• Gravuras e Cartazes
• Textos e leituras variadas
• Atividades xerocopiadas e dirigidas
• Criações diversas
• Vídeos
• Pesquisa com pais, familiares, vizinhança sobre brincadeiras/jogos do tempo deles em criança;
• Diálogos e relatos
• Músicas
• Recreações, jogos e brincadeiras
• Competições de brincadeiras ( Corrida do Saco, Corrida da batata na colher, Dança das cadeiras, Taco, Amarelinha, Batata Quente, Cabo de Guerra, Pé de Lata, Elástico, Peteca, Queimada, etc. );

Avaliação:

Acontecerá no decorrer do processo através da observação e execução das atividades aplicadas.

É através das crianças que se perpetuam as brincadeiras tradicionais, sendo, estas, preservadas e recriadas a cada nova geração. Portanto, resgatar a tradição das brincadeiras é uma forma de ampliar o universo lúdico e cultural das crianças, além de promover uma interação com outras gerações. Assim como nossos pais e avós, com certeza temos uma história pra contar sobre nossos brinquedos prediletos e uma brincadeira a ensinar.



Referências
Livro “Brincadeira para Crianças de Todo Mundo.
KISHIMOTO, T.M. (Org). Jogos, Brinquedo, Brincadeira e a Educação. Ed. São Paulo, Cortez. Edição, 2007.

 
 
Fonte: Este projeto foi a contribuição da professora B. Sena do Grupo Professores Solidários.

Projetos de brincadeiras

PROJETO: BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS
DE ONTEM E HOJE

JUSTIFICATIVA:

Proporcionar as crianças momentos de convivência saudável, amiga, criativa e construtiva; pois através da brincadeira a criança atribui sentido ao seu mundo, se apropria de conhecimentos que a ajudarão a agir sobre o meio em que ela se encontra.



OBJETIVOS DO TRABALHO:

• Aumentar o repertório de brincadeiras infantil,
• Participar de situações de socialização,
• Participar de jogos que sejam trabalhadas regras em grupo,
• Construção de brinquedos com sucatas,
• Registrar de diferentes formas o brincar.


OBJETIVOS DIDÁTICOS:

- Ampliar as possibilidades expressivas nas brincadeiras, jogos e demais situações de interação.
- Explorar e identificar elementos da musica para se expressar, interagir com outros.
- Produzir trabalhos de arte utilizando a linguagem do desenho, da pintura, da colagem e da construção.
- Participar de variadas situações de comunicação oral.
- Participar de diversas situações de intercambio social.
- Estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico de seu grupo social e de outros grupos.


CONTEÚDOS:

Movimento:
• Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e em suas brincadeiras.
• Percepção de estruturas rítmicas para expressar – se corporalmente por meio de brincadeiras.


Natureza e Sociedade:
• Participação em brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outros grupos.


Música:
• Participação em situações que integrem músicas, canções e movimentos corporais.


Artes:
• Exploração dos espaços bidimensionais e tridimensionais na realização de seus projetos artísticos.
• Exploração e utilização de alguns procedimentos necessários para construção.


Linguagem Oral e Escrita:
• Uso da linguagem oral para conversar e brincar.
• Observação e manuseio de materiais impressos como livro e revistas.
• Valorização da leitura como fonte de prazer e entretenimento.
• Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita.


ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:

- Pesquisa junto às famílias sobre as brincadeiras da infância.
- Pesquisa em livros e na internet sobre a origem de alguns dos brinquedos e brincadeiras.
- Selecionar alguns brinquedos que possam ser construídos pelas crianças.(bilboquê, peteca, vai e vem, pião, cavalo de pau, e outros.).
- Coletar algumas sucatas para confecção dos brinquedos.



ETAPAS DO TRABALHO:

• Rodas de conversa (Quais os brinquedos preferidos?).
• Listar os brinquedos em cartaz.
• Roda de conversa (Qual a brincadeira preferida?).
• Listar as brincadeiras e escolher algumas para brincar.
• Pesquisar junto com as famílias sobre as brincadeiras e brinquedos do seu tempo de infância.
• Ler as pesquisas para as crianças e junto com as crianças selecionar algumas para brincamos.
• Propor para que as crianças desenhem algumas brincadeiras.
• Proporcionar oportunidade para que as crianças confeccionem alguns brinquedos.
• Escrever junto com as crianças regras de algumas brincadeiras para confecção de um livro de brincadeiras para acervo da escola. (texto coletivo).


PRODUTO FINAL:

- Exposição para os pais dos desenhos, pinturas e brinquedos confeccionados.
- Livro de brincadeiras.

PROJETO JOGOS & BRINCADEIRAS




Procedimentos para o desenvolvimento:
- Se for atividade para salas de aulas, o circuito deverá funcionar como uma gincana. Cada sala escolhe os elementos que vão participar de cada etapa do circuito. No final, somatória dos pontos ou missão cumprida sairá uma sala ou turma vencedora. O mesmo acontecendo se for organizada para uma sala somente, a etapa serão dividas entre os grupos de alunos.

- Em outros tipos de festas e comemorações divide-se o numero de criança que participará em grupos.

DESENVOLVIMENTO:

Em um cenário que reproduz uma floresta, circo, festa de aniversário, ou qualquer outra festa de comemoração, as crianças participam de atividades como: Ludo Gigante, Boliche, Arremesso de Bolas (derruba latas), Pescaria, Atelier de Transformação, Corrida do Saco, Corrida de Ovos (cozido de preferência), Desafio Cultural, Construção de Frases sugestivas (cartazes), Dicionário Musical.

1 - LUDO GIGANTE: Na brincadeira, as crianças arremessam os dados e começam a percorrer o circuito do jogo de Ludo.As mesmas se transformam em peças do um jogo. Cada casa deverá conter um número com uma missão, de acordo com o objetivo do circuito será as missões. vencerá quem primeiro chegar ao final.

2 - BOLICHE: Usando garrafas de Pet, a criança ira tentar derrubar o grupo de garrafas, cada garrafa deverá ter um numero e se fará a soma de pontos. Nesta brincadeira, também poderá conter dentro de cada garrafa uma pergunta de conteúdos trabalhados em historia, ciências e geografia.

3 - ARREMESSO DE BOLAS: A criança tem que arremessar a bola para derrubar o maior número possível de latas. O desafio é conseguir acertar o máximo de latas.

4 - PESCARIA: A pescaria resgata uma das mais tradicionais brincadeiras infantis, na qual as crianças usam uma varinha de pesca para tentar içar peixinhos enterrados na areia. cada peixinho deverá ter uma missão a ser cumprida. Algo simples e de conhecimento da criança. usar conteúdos trabalhado se for festa na escola.

5 - ATELIER DE TRANSFORMAÇÃO: Aqui a criança tem que se transformar. Pintando o rosto, vestindo-se de acordo com que foi pedido. No atelier deve conter fantasias, maquiagens sapatos, perucas etc. Essa é parte divertida da brincadeira, todos que se transformar ganham ponto.

6 - CORRIDA DE SACO: Outra brincadeira que resgata uma das mais tradicionais brincadeiras infantis, a criança dentro de uma saco deverá cumprir a missão de partir de um determinado lugar e correr pulando, para chegar onde foi estipulado. Será vencedor quem chegar primeiro.

7 - CORRIDA DE OVOS: Mais uma brincadeira que resgata um desafio tradicional infantil, as crianças se posicionarão em uma linha reta, e com uma colher na boca contendo um ovo, deverá levá-lo até determinado lugar. Marca ponto quem conseguir levar o ovo sem derrubá-lo.

8 - DESAFIO CULTURAL: Entre os mais intelectuais esta brincadeira é de puro prazer. Serão feitos sorteios de perguntas e respostas para os elementos participantes. Exemplo: Paulo pergunta para Pedro, se Pedro acertar ponto para o mesmo, se errar o ponto fica com o adversário. Poderão ser usadas perguntas de atualidades, de conteúdos trabalhados ou mesmo a tabuada.

9 - CONSTRUÇÃO DE FRASES: Os artistas gostam muito desta atividade. Deverão ser estipulados os temas ou mesmo uma mensagem e as crianças participantes colocam a imaginação para fluir. nesta atividade deverá ter cartolinas, lápis de cor, canetinhas, giz de cera, pincel atômico, e etc.

10 - DICIONÁRIO MUSICAL: Uma divertida brincadeira, escolhe-se algumas músicas, de preferência conhecida pelas crianças, uma a uma as músicas são tocadas e se faz uma parada, a criança deverá dizer sem erro a continuação da frase em que parou a música. Vence quem conseguir acertar maior numero de músicas

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS:

GANHAR OU PERDER:

A - Para que o ambiente do jogo permaneça agradável e sadio, para que não veicule mal-estar, o fato de perder não deve ser vivido como uma derrota, mas como uma experiência provisória que permite progredir em direção a uma vitória futura. Por outro lado, não se trata de desvalorizar o fato de ganhar, mas de levar a criança a uma aceitação dos resultados, sejam eles quais forem, a um equilíbrio de suas emoções e a uma cumplicidade com os outros jogadores, para que o jogo seja um jogo leve, alegre, sem maior importância do que o instante vivido e logo esquecido.O professor deverá influenciar positivamente nas atitudes da criança, em relação a que ganha, felicitando-a, ou em relação ao que perde, confortando-a e estimulando-a a continuar o jogo.

B - O professor poderá oferecer às crianças várias oportunidades de jogar e vencer, o que leva a minimizar os efeitos dos resultados do jogo. Muitas vezes as crianças encontram no próprio grupo o remédio para a decepção de perder, seja criando jogos em que a ação se dá por cooperação, não havendo necessariamente um vencedor, sendo o principal “é participar”.

C - O professor deverá estar sempre presente, promovendo conversas com as crianças antes e depois dos jogos (nunca durante a ação do jogo), para ajudá-las a se tornarem bons jogadores, levando em conta que o bom jogador deve ser capaz de:

*Do ponto de vista afetivo: de não se identificar com o resultado do jogo, seja ele qual for, e não considerá-lo como definitivo.

*Do ponto de vista social: de compreender que é preciso compartilhar a vitória e a derrota e de compreender o ponto de vista do outro.


" O jogo dá oportunidade à criança de se livrar progressivamente do egocentrismo, para adotar o ponto de vista do outro e poder prever suas reações..."



Autoria: Profª. Ana Lúcia F. Tessari Silva





 PROJETO BRINCADEIRAS


Alunos atendidos: 1ª série
Orientação: Multiplicadores

Descrição do projeto

Como professora alfabetizadora, a minha maior preocupação é conseguir alfabetizar os meus alunos em menor tempo possível. Mas nem sempre eu consigo atingir os meus objetivos com todos os alunos.
No decorrer deste ano, eu trabalhei com os alunos que apresentavam muita dificuldade em aprender a ler e a escrever. Entre esses alunos eu encontrei alunos que estavam em fases bem diferentes, o que dificulta ainda mais o acompanhamento de tudo nas atividades propostas e a minha assistência para com eles.
Quanto a escrita, encontrei alunos em fases pré-silábica, silábica, silábica-alfabética e apenas um em fase alfabética.
De acordo com Telma Weisz, para que uma criança possa representar a escrita ela precisa construir construir respostas para duas questões:
O que a escrita representa?
Qual a estrutura do modo de representação da escrita?
A escola considera que a escrita é uma representação dos sons da fala. Mas não é. De início a criança supõe que a escrita é uma forma de desenhar as coisas. Ao se dar conta das características formais sobre a escrita, a criança constrói então hipóteses que vão acompanhá-la por algum tempo no processo de alfabetização:
De que é preciso um número mínimo de letras, entre duas e quatro para que esteja escrito alguma coisa; e que é preciso um mínimo de variedades de letras que "sirva para ler".
Antes de supor a escrita como representação da fala, a criança faz várias tentativas para construir uma escrita parecida com a do adulto. Essas tentativas são chamadas hipóteses. Um exemplo é a hipótese silábica, onde a criança emprega valor sonoro para cada conjunto de letras emitidos por ela e indicadas como sílaba da palavra.
A partir do momento que passei a observar e entender como os meus alunos aprendiam, resolvi recorrer a meios que possibilitassem uma melhor aprendizagem e que despertassem interesse nos alunos.Resolvi buscar temas que estimulassem a leitura e escrita.
Após observar as reações e conversar entre os alunos, definimos como tema para o Projeto Brincadeiras, pois é um dos acontecimentos mais comuns na vida de muitas crianças e também porque existem crianças na sala que não costumam brincar com outras crianças, a não ser na escola. Muitos desconhecem brincadeiras e brinquedos. Fiz, então a proposta aos alunos de que iríamos trabalhar esse assunto em sala de aula e que futuramente poderíamos estar trabalhando o mesmo interligado com a informática.
Partimos, então para o preenchimento do Quadro de Cognição.
O que sabemos? O que queremos saber? Como vamos fazer?
O projeto será realizado no decorrer de 2001, podendo existir uma continuidade de acordo com a disposição da turma no próximo ano letivo.
Estando no mês de outubro, percebi que não havia atingido o que eu esperava. Dos 25 alunos que tenho eu não conseguir alfabetizar oito, eles apresentam alguns avanços, mas muito pouco. E quanto ao restante eu espero que eles avancem mais na leitura e escrita e, que sejam mais completos em suas idéias.
Acredito que através de um tema que faz parte de suas vidas e juntamente com a proposta de trabalhar no computador as suas produções, os alunos fiquem mais motivados e passe a produzir mais.Para os alunos que já escrevem e lêem textos, quero poder está fazendo intervenções na leitura e escrita para que eles reflitam e construam uma escrita mais aproximada da convencional e para os que ainda não conseguem ler, eu espero que a informática sirva de estímulo para construir a escrita e que leiam pelo menos um pouco até o final do projeto.

Objetivos gerais

-Desenvolver um trabalho de alfabetização adequado às necessidades de aprendizagem dos alunos, acreditando que todos são capazes de aprender, brincando.
-Resgatar jogos, brincadeiras, cantigas históricas que fazem parte da cultura e que são esquecidos com o tempo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

-Despertar o interesse dos alunos na leitura e escrita, buscando na brincadeira meios que favoreça a aprendizagem.
-Construir a escrita e leitura através de desafios propostos por meio da informática e de atividades lúdicas.
-Identificar diferenças e semelhanças entre as brincadeiras.
-Reconhecer o valor dos brinquedos na vida de cada criança.

JUSTIFICATIVA DO PROJETO

Diante dos problemas já descritos, que se referem a alunos que não lêem e não escrevem muito bem e os que não fazem convencionalmente, acredito que a informática possa influenciar na aprendizagem desses alunos.
Espero que o projeto possam expor melhor suas idéias refletindo assim sobre a construção da escrita, envolvendo brincadeiras que foram citadas por eles no quadro de cognição como produção de textos envolvendo o tema assim como formação de palavras e que conheçam mais sobre sua cultura e de outros povos.

Desenvolvimento

Para desenvolver este trabalho, partir primeiro pelo tema que despertasse um maior interesse na turma e que trouxesse resultados eficientes naquilo que eu esperasse que melhorasse: a escrita e leitura de meus alunos. Depois da escolha do tema partimos para o preenchimento do quadro de cognição o qual foi preenchido com a colaboração dos alunos.

O desenvolvimento das atividades foi feito respondendo as questões:
O que queremos saber? Como vamos fazer?

Em respostas as questões partimos para escrever a lista das brincadeiras que gostaríamos de aprender como: amarelinha; pique- fruta; garrafa venenosa; dominó; baralho; carrinho; capoeira; dado e no computador, baseando em pesquisas feitas com a família; colegas; professoras; livros; comunidade e no computador.
As brincadeiras que alguns colegas já conhecem serão ensinadas aos demais com a ajuda da professora de Ed. Física: P. E., para que os ainda que não conhecem possam conhecer.
Durante o desenvolvimento das brincadeiras, eles serão chamados a atenção para observar as regras e procedimentos de cada uma. Entre as brincadeiras que os colegas possam aprender com o outro estão: amarelinha, pique- fruta, garrafa venenosa, carrinho, brincadeira de roda.
Após participar de cada brincadeira, passamos a escrever sobre a brincadeira que mais achou interessante. Para os alunos com dificuldade, que montem o nome de brincadeiras com o alfabeto móvel, sendo que o número de letras já serão definidas para montar as palavras.
Depois de realizar a produção de texto em sala e feita as intervenções pela professora, os texto serão digitados no programa Word pelos próprios alunos. E para os alunos que montarem as palavras com os nomes das brincadeiras, haverá uma atividade idêntica para que ele forme as palavras.
Uma brincadeira que será tema de pesquisa mais profunda para os alunos é a capoeira, pois envolve informações muito importantes que serão muito válidas para que os alunos conheçam. Pretendo trazer para a escola um grupo de capoeira que ofereça aos alunos respostas as questões levantadas por eles. Outro meio de enriquecer o conhecimento sobre a capoeira é fazer leituras sobre o assunto em livros, jornais, etc.
Como toda informação nova que apareça, após a apresentação e explicação sobre a capoeira, será feita uma sistematização coletivas de todas as informações adquiridas pelos alunos. Depois da sistematização será proposta uma produção escrita individual de tudo que aprendeu. O professor fará as intervenções necessárias na hora da escrita. Todas essas produções escritas serão levadas pelos alunos à sala de informática para a digitação feita por elas.

E os alunos com dificuldade?
Mesmo com dificuldade na escrita e na leitura, faremos uma tentativa em está propondo a eles que escrevam sobre a capoeira, tanto na sala de aula quanto no computador observando os avanços em relação a escrita e a leitura.
Em outro momento chamado "Oficina Pedagógica", estaremos confeccionando brinquedos como dominó, baralho, quebra- cabeça, dado, carrinho, boneca. Algumas brincadeiras serão elaboradas nos programas de computador como: Word e Paint com a utilização de figuras ou nomes de brinquedos confeccionados pelos alunos e com atividades que desafiam o raciocínio dos alunos como: acróstico, forca, charadas, produções escritas.
Em todos os momentos do desenvolvimento do Projeto, estaremos articulando as nossas produções aos programas do computador como: Paint para a utilização de desenhos e atividades que ofereçam desafios para as crianças como montar um brinquedo com as figuras geométricas que tem no programa, desenhos dos brinquedos que mais gostam.
As produções escritas e alguns desafios serão feitos no programa Word, de acordo com as atividades propostas. E se necessário recorreremos a Internet para completar alguma informação que convier.

Pretendemos atingir o maior número de áreas de conhecimento possível:
• Conhecer, reforçar as brincadeiras que fazem parte da cultura de um povo.
• Produção escrita e desenvolvimento oral.
• Reflexão sobre a leitura e a escrita.
• Observar que a brincadeira deve fazer parte de todas as crianças como elemento essencial para sua formação e história de vida.
• Criatividade nas produções artísticas.

Recursos:
• Alfabeto Móvel
• Dominó
• Cd Rom "O pequeno pensador"
• Fita de vídeo (Coleção "A pessoa mais importante" Vol. 1 e 2)
• CD Musical

 
 BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS
DE ONTEM E HOJE


Faixa etária: 5 anos
Professora: S. N. Silva

ÁREAS: Movimento, Natureza e sociedade, Artes, Música e Linguagem Oral e Escrita.

JUSTIFICATIVA:

-Proporcionar as crianças momentos de convivência saudável, amiga, criativa e construtiva; pois através da brincadeira a criança atribui sentido ao seu mundo, se apropria de conhecimentos que a ajudarão a agir sobre o meio em que ela se encontra.


OBJETIVOS DO TRABALHO:

• Aumentar o repertório de brincadeiras infantil,
• Participar de situações de socialização,
• Participar de jogos que sejam trabalhadas regras em grupo,
• Construção de brinquedos com sucatas,
• Registrar de diferentes formas o brincar.


OBJETIVOS DIDÁTICOS:

- Ampliar as possibilidades expressivas nas brincadeiras, jogos e demais situações de interação.
- Explorar e identificar elementos da musica para se expressar, interagir com outros.
- Produzir trabalhos de arte utilizando a linguagem do desenho, da pintura, da colagem e da construção.
- Participar de variadas situações de comunicação oral.
- Participar de diversas situações de intercambio social.
- Estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico de seu grupo social e de outros grupos.

CONTEÚDOS:

Movimento:
• Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e em suas brincadeiras.
• Percepção de estruturas rítmicas para expressar – se corporalmente por meio de brincadeiras.

Natureza e Sociedade:
• Participação em brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outros grupos.

Música:
• Participação em situações que integrem músicas, canções e movimentos corporais.

Artes:
• Exploração dos espaços bidimensionais e tridimensionais na realização de seus projetos artísticos.
• Exploração e utilização de alguns procedimentos necessários para construção.

Linguagem Oral e Escrita:
• Uso da linguagem oral para conversar e brincar.
• Observação e manuseio de materiais impressos como livro e revistas.
• Valorização da leitura como fonte de prazer e entretenimento.
• Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:

- Pesquisa junto às famílias sobre as brincadeiras da infância.
- Pesquisa em livros e na internet sobre a origem de alguns dos brinquedos e brincadeiras.
- Selecionar alguns brinquedos que possam ser construídos pelas crianças.(bilboquê, peteca, vai e vem, pião, cavalo de pau, e outros.).
- Coletar algumas sucatas para confecção dos brinquedos.

ETAPAS DO TRABALHO:

• Rodas de conversa (Quais os brinquedos preferidos?).
• Listar os brinquedos em cartaz.
• Roda de conversa (Qual a brincadeira preferida?).
• Listar as brincadeiras e escolher algumas para brincar.
• Pesquisar junto com as famílias sobre as brincadeiras e brinquedos do seu tempo de infância.
• Ler as pesquisas para as crianças e junto com as crianças selecionar algumas para brincamos.
• Propor para que as crianças desenhem algumas brincadeiras.
• Proporcionar oportunidade para que as crianças confeccionem alguns brinquedos.
• Escrever junto com as crianças regras de algumas brincadeiras para confecção de um livro de brincadeiras para acervo da escola. (texto coletivo).

PRODUTO FINAL:

- Exposição para os pais dos desenhos, pinturas e brinquedos confeccionados.
- Livro de brincadeiras.



 


Fonte: Contribuição de L. Rodrigues no Grupo Professores Solidários

sexta-feira, 22 de maio de 2009

PROJETO -SEMEANDO A LEITURA da Clara Libe


DURAÇÃO : todo o ano letivo de 2009

SÉRIE: 3º ano

APRESENTAÇÃO
Há muito é sabido do prazer que é sentar em roda e ouvir uma gostosa história. O sabor remonta a passados longínquos e, apesar das inovações tecnológicas, é sempre com renovado anseio e deleite que nos dispomos a ouvir uma história... Todos nós, adultos e crianças.
Além de traduzir-se em um elemento facilitador do processo de interrelação, de sociabilização (a roda, ouvir a história, comentar a história, recontar a história etc.), por intermédio do qual se aprende (e apreende-se) o senso de coletividade, a ouvir o outro, a falar, a expressar-se...

JUSTIFICATIVA
Estou enfrentando dificuldades em relação ao interesse das crianças pela leitura. Pensando nisso, resolvi trabalhar com eles um projetinho chamado SEMEANDO A LEITURA, o diferencial deste projeto, esta em levar para a casa do aluno, um material adequado à sua leitura, com isto fazer com que os pais também se envolvam com a atividade, este projeto visa proporcionar momentos agradáveis a toda a família, e espero motivar a leitura em família. Do ponto de vista prático, acredito poder contribuir com alguns apontamentos.

OBJETIVO
Oferecer ao aluno uma bela caixa enfeitada para levar para casa, onde a criança deverá juntamente com a sua família escolher uma historia. A atividade dessa área tem com objetivo levar a criança a interpretar o que ouve, responder de maneira lógica ao que lhe é perguntado e desenvolver o pensamento lógico e sua expressão. Além disso, a linguagem oral permite às crianças ampliar seu vocabulário e seus conhecimentos sobre os diversos assuntos abordados,bem como estimular sua participação verbal no grupo e desenvolver a capacidade critica , contribuindo para o bom êxito da aprendizagem.
METODOLOGIA
Uma pasta contendo os seguintes itens:·
1 gibi ( TURMA DA MÔNICA );·
1 Cd de musicas infantis; ( SITIO DO PICA PAU AMARELO, XUXA, MARA MARAVILHA , PATATI E PATATA ,ELIANA E CANTIGAS FOLCLORICAS )·
1 LIVRO DE HISTORIA INFANTIL ( CONTOS DE FADA )·
1 REVISTA AMIGUINHO·
1 FICHINHA ( TEXTO INSTRUTIVO – DOBRADURA, MONTAGEM DE ALGUMA COISA – RECORTE OU COLAGEM , RECEITA, ETC)·
1 FANTOCHE(animais, meios de transportes, ser humano, personagens de historias, objetos, elementos da natureza, entre outros )·
1 CADERNO ( REGISTRO DA ATIVIDADE )

· Esta pasta será entregue ao aluno sempre obedecendo à ordem alfabética, sendo distribuído da seguinte forma: a cada três dias, eles terão que ler confeccionar o que esta na fichinha e após a confecção da dobradura ( ou outra coisa) ele devera colar esta dobradura no caderno que esta dentro da pasta e por fim realizar uma produção de texto.· Ao mandar a pasta estarei direcionando as atividades e os textos a serem lidos (da fichinha ), mas o aluno terá uma variedade razoável de atividades para realizar em três dias , pois após este prazo a pasta tem que retornar a sala e ser repassada a outro colega, o aluno terá que escolher um texto ( gibi, revista , historia , ou a própria produção )para ler em voz alta no momento da leitura compartilhada.· Dentro da caixa além das fichas e demais itens relacionados acima, ainda de vez em quando serão acrescentados fantoches confeccionados com palitos de sorvete, as mais variadas figuras (animais, meios de transportes, personagens de historias, objetos, elementos da natureza, entre outros...)· Vale lembrar que ao trazer a pasta esta tem que estar bem cuidada;· Para controle dessa atividade, haverá um painel com o nome dos alunos e cada vez que o aluno realizar todas as atividades propostas o aluno recebera um ponto positivo e um ponto negativo caso o aluno não concluir as atividades .

CLARA LIBE

quinta-feira, 14 de maio de 2009

PROJETO: ALIMENTAÇÃO, CULTURA E QUALIDADE DE VIDA




JUSTIFICATIVA: A família sofreu e ainda vem sofrendo profundas transformações. Entre elas destacamos a necessidade da mulher buscar seu espaço no campo de trabalho. Muitas vezes tendo uma jornada dupla (trabalho,cuidados do lar e família) a mulher precisa cada vez mais usar alimentos industrializados para preparar as refeições. Isso vem gerando muitos problemas de saúde, carência de vitaminas e nutrientes e, principalmente, obesidade.
Além desses problemas que afetam o indivíduo há outro em âmbito maior, que afeta a toda a sociedade: a população cresceu num ritmo acelerado e a produção de alimentos não acompanhou esse crescimento. Outro grande problema é o desperdício e o consumismo desenfreado. Poucos têm muito e muitos sobrevivem de migalhas, de restos. A desnutrição assola os países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Faz-se necessário uma reflexão seguida de ação. Precisamos rever nossos conceitos e preconceitos. Muitos alimentos são jogados enquanto a fome assola o povo. Muitas vezes esse desperdício ocorre por ignorância. Então, é necessário repensar a alimentação e buscar novos caminhos. Os alimentos alternativos se encaixam como solução para o problema da fome e da miséria.
Através dos hábitos e costumes de um povo, entre eles a alimentação, podemos desvendar os principais traços culturais, entender o passado, analisar o presente e vislumbrar o futuro. Pelo viés da alimentação é possível aprender História e Geografia de forma divertida e interessante.
OBJETIVO:
Gerar a reflexão sobre o consumo sustentável, aproveitamento dos alimentos e seus nutrientes, alimentação saudável e equilibrada .
Que o aluno seja capaz de refletir sobre saúde e alimentação sendo capaz de buscar as informações necessárias de forma autônoma e responsável.
Entender o processo histórico pelo viés da cultura, no caso específico, dos hábitos alimentares.
Identificar os alimentos saudáveis e os alimentos industrializados.
Valorizar a alimentação oferecida na escola.
Educar os alunos sobre a importância dos tributos pagos ou recolhidos e o retorno destes benefícios para a população proporcionando uma melhoria na qualidade de vida.

ESTRATÉGIA:
Num primeiro momento alunos e professor conversarão sobre a importância da alimentação. Através de diferentes fontes de pesquisa deverão pesquisar sobre alimentação saudável e necessária para o nosso corpo.

Na segunda etapa iremos conversar sobre a alimentação oferecida na escola. Valorização da merenda oferecida. De que forma é preparada, e os nutrientes que compõe a alimentação. Da onde vem e quem paga a merenda oferecida na escola.
A última etapa do projeto é a finalização do projeto onde haverá elaboração de cardápios de baixo custo e saudável.
Cartazes com diferentes tipos de alimentação.
Quadro comparativo de alimentos saudáveis e alimentos industrializados.
Música: Planeta Azul.
Filme: Tainá: Uma aventura na Amazônia.

AVALIAÇÃO:
A avaliação será constante. O professor estará atento ao interesse, participação, colocação de opiniões, colaboração... Mas, a melhor avaliação se dará a longo prazo, ou seja, quando o aluno colocar em prática tudo que aprendeu.


Créditos a PROF.ª: LUCIMARA MARTINS BARZAN

segunda-feira, 2 de março de 2009

PROJETO: CHAPEUZINHO VERMELHO


JUSTIFICATIVA
O trabalho com contos clássicos torna a aula mais atrativa, dinâmica e mais próxima da realidade dos alunos.
Valoriza a língua como veículo de comunicação e expressão das pessoas e dos povos, abrangendo o desenvolvimento da linguagem, da leitura e da escrita.


OBJETIVOS:

-Recuperar as histórias da primeira infância;
-Preparar a criança para a aprendizagem da leitura e da escrita, de maneira lúdica e criativa;
-Trabalhar com a narração, com o corpo e a gesticulação, entonação e preparação do espaço a ser utilizado pelas crianças, ampliando os vários sentidos da narrativa;
-Garantir ainda uma relação mais afetiva entre professores e alunos e facilitar uma melhor integração no ambiente escolar;
-Refletir sobre os princípios éticos, morais e culturais apresentados no vídeo, interligando-os com a realidade atual, desenvolvendo a habilidade da argumentação;
-Produzir textos diversos coletivamente (narrativos, descritivos, bilhete, receitas, anúncios,);
-Explorar a linguagem oral e escrita.

MATERIAL

Fita de vídeo: Chapeuzinho Vermelho;

Televisão e vídeo;

CD da história Chapeuzinho Vermelho - Clássicos Inesquecíveis;

Diversos (sulfite, lápis de cor, giz de cera, cartolina,...).

DESENVOLVIMENTO
1) Apresentação do livro: capa, material, título, editora, ilustrações.
2) Ler a história toda e mostrar as figuras;
3) Ouvir o CD Clássicos Inesquecíveis;
4) Interpretação oral: os alunos contam a história, identifica os personagens, o tempo, o espaço que acontece a história (Onde? Quando?);
5)Contar diferentes obras de diversos autores fazendo a comparação.
6) Dramatização;

7) Atividades orais e/ou escritas tais como:
· Escrita de palavras com letras móveis
· Caça-personagens
· Cruzadinha
· Receita
· Seqüência com tarjas (música)
· Reescrita coletiva do texto
· Você já desobedeceu a sua mãe alguma vez? Se você nunca desobedeceu, conte alguma história de alguém que já tenha desobedecido.
· Escreva um bilhete para a mãe de Chapeuzinho avisando que a vovó não estava muito bem de saúde. (DIRIGIDA)


TEMAS TRANSVERSAIS
Ética: Diálogo, respeito mútuo, responsabilidade, cooperação, organização, solidariedade. Trabalho coletivo, compartilhar descobertas.
Pluralidade Cultural: Educação – Diferentes formas de transmissão de conhecimento: práticas educativas e educadores nas diferentes culturas; Cidadania: Direitos e deveres individuais e coletivos. Literatura e tradição: línguas, dialetos, variantes e variação lingüística.


HISTÓRIA – GEOGRAFIA – CIÊNCIAS
ATIVIDADES: (DIRIGIDAS, ILUSTRADAS E/OU ORALMENTE).
TEMA: FAMÍLIA, CASA, ANIMAIS, ALIMENTOS, ZONA RURAL E URBANA,...
1) Diga sim ou não nas características do lobo: (Oralmente)
feroz, mamífero, carnívoro, doméstico, quadrúpede, manso, herbívoro, corpo coberto de pêlos, selvagem, bípede.
2) O lobo é um animal quadrúpede, mamífero e tem o corpo coberto de pêlos. Escreva o nome de mais cinco animais que têm as mesmas características. 3) Qual é o tipo de alimentação dos lobos? (Oralmente)
4) De onde vem a água que os animais bebem? (Oralmente)
5) Escreva nomes de plantas que servem de alimentação para o homem. 6) Entre os doces que Chapeuzinho levou para a vovó tinha um bolo de milho. O milho é matéria-prima que serve de alimento para o homem e animais. Ele pode ser transformado em vários produtos industrializados. Diga o nome de alguns. (Oralmente)
7) Diga o nome de alguns produtos industrializados para cada matéria-prima. (Oralmente)
Leite, carne, tomate, couro, cana-de-açúcar8) Quais os cuidados que devemos ter com os animais? (Oralmente)
9) Você tem cachorro em casa? Quais os cuidados que você deve ter com ele? (Oralmente)
10) Como deve ser o local onde os animais vivem? (Oralmente)
11) Em que zona do município acontece a história do Chapeuzinho Vermelho? (Oralmente)
12) Em qual zona você mora? (Oralmente)
13) Qual zona do município é melhor morar? (Oralmente)
14) Quais os alimentos que utilizamos que vem do campo? (Oralmente)
15) Chapeuzinho Vermelho usou algum meio de transporte para visitar sua avó? (Oralmente)
16) Quando você vai visitar sua avó, qual o meio de transporte que você usa? (Oralmente)
17) Você obedece a sua avó? Como você trata seus avós? (Oralmente)
18) Desenhe os meios de transporte que você conhece: Terrestre Aquático Aéreo
19) Em qual estação do ano você acha que aconteceu a história? Por quê? (Oralmente)
20) Você sabe quais são as estações do ano? (Desenhe-as). 21) Vamos recordar onde moramos: (Oralmente)
Planeta, Continente, país, região, estado, capital, município,

MATEMÁTICA (DIRIGIDA)
1) A mãe de Chapeuzinho fez um bolo de milho para vovó. Ela usou 5 espigas de milho e outros ingredientes. Se ela fizesse dois bolos, quantas espigas usaria? (Desenhar as espigas de milho).

2) Chapeuzinho levou também brigadeiro. Para fazer brigadeiro precisa de uma lata de leite condensado. O preço da lata é R$ 2,00. Se ela fizesse o dobro de brigadeiro, quanto gastaria? (Representar o dinheiro através de cédulas ou moedas).

3) Se eu trouxesse 25 brigadeiros para distribuir entre os alunos, quantos brigadeiros cada aluno iria receber? (Desenhar o número de alunos e os doces. Depois ligar um ao outro).

PRODUTO FINAL: Confecção de livrinhos de receitas para o “Dia das Mães”


AVALIAÇÃO:
Os alunos serão avaliados no desempenho das habilidades e competências utilizadas nas atividades escritas e orais.

Chapeuzinho Vermelho

Era uma vez uma linda menina, que morava com sua mãe em uma bela casinha. Ela sempre usava uma capa com um chapeuzinho bem vermelho. Certo dia sua mãe pediu que ela fosse levar uma cestinha cheia de doces para sua vovó:

__ Chapeuzinho! Chapeuzinho! Vá levar essa cestinha de doce para a vovó, mas evite o caminho da floresta que é perigoso, vá pelo bosque e não fale com estranhos.

__ Está bem mamãe. Tchau. Chapeuzinho adorava sua avó, e saiu em disparada cantando de alegria:. “Pela estrada afora eu vou bem sozinha...”. Queria fazer uma surpresa para a vovó e começou a colher as flores que encontrava pelo caminho. A menina estava tão distraída com as flores quando deu de cara com o lobo mau. Ela não sabia que ele era o Lobo malvado, mas não se assustou e nem sentiu medo.

__ Bom Dia, Chapeuzinho Vermelho.

__ Bom Dia!

__ Aonde você está indo?

__ Vou visitar minha vovozinha, que está muito doente.

__ Por que você não vai pela floresta, que é bem mais perto?

__ Será que é mesmo? Minha mãe disse para eu ir pelo bosque.

__ Claro que é mais perto pela floresta, sua mãe está enganada.

__ Muito obrigada Senhor Lobo, tchau.

Enquanto Chapeuzinho seguia pelo caminho da floresta, o Lobo rapidamente seguiu pelo bosque, cantando e correndo: “ Eu sou o Lobo Mau, Lobo mau....”O Lobo chegou na casa da vovozinha e bateu na porta:

__ Tum, tum! Vovó, vovozinha?

__ Quem está aí?

__ Sou eu, Chapeuzinho Vermelho - disse o Lobo disfarçando a voz.

__ Entre minha netinha, a porta está aberta.O Lobo que era muito rápido, foi entrando e de uma só vez engoliu a vovozinha. Depois vestiu as roupas dela, e ficou esperando Chapeuzinho Vermelho. Chegando na casa da vovó:

__ Tum, tum! Vovó, vovozinha?

__ Entre querida.

__ Vovó! Por que suas orelhas estão tão grandes?

__ É pra te ouvir melhor.

__ Vovó! Para que esses olhos tão grandes?

__ É para te ver melhor.

__ Credo vovó, por que a senhora está com essa boca tão grande?

__ É para te comer!!!Dizendo isso, o Lobo começou a correr atrás de Chapeuzinho. Depois de algum tempo ele tropeçou e caiu no chão.Enquanto isso a menina se escondeu dentro de um velho armário.O Lobo resolveu dar uma cochilada e começou a roncar. Uns caçadores que passavam escutaram:

__ Que ronco esquisito é esse?

__ Pois é, também estou ouvindo.

__ Vamos ver o que é?

__ Ah! É o Lobo!

__ Será que ele comeu a vovó?

Ouvindo isso, Chapeuzinho apareceu e contou toda a história:

__ Senhores o Lobo me enganou, chegou aqui antes de mim e deve ter comido minha vovozinha. Ele queria me comer também.

__ Então, o que vamos fazer? – disse um caçador.

__ Vamos cortar a barriga dele.Aproveitando que ele está dormindo cortaram sua barriga, e tiraram a vovozinha de dentro. As duas se abraçaram muito felizes.

__ E agora o que faremos com esse malvado?

__ Vamos encher a barriga dele com pedras. – disse um dos caçadores. Quando o Lobo acordou, tentou fugir, mas ele caiu e nunca mais levantou.Todos ficaram aliviados e felizes. Os caçadores foram embora, e as duas foram sentar na varanda e saborear os doces.

__ Vovó, eu prometo nunca mais desobedecer minha mamãe.

__ Isso mesmo, os filhos não devem desobedecer suas mães, elas sempre querem o melhor para seus filhinhos.


MÚSICA

PELA ESTRADA A FORA, EU VOU BEM SOZINHA

LEVAR ESSES DOCES PARA A VOVOZINHA

ELA MORA LONGE, O CAMINHO É DESERTO

E O LOBO MAU PASSEIA AQUI POR PERTO

MAS À TARDINHA, AO SOL POENTE

JUNTO À MAMÃEZINHA DORMIREI CONTENTE.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Incluindo os clássicos na Literatura Infantil

Esta foi uma comunicação que fiz na faculdade e agora partilho com vocês, não consegui colocar aqui dentro das normas da ABNT, tentei mas ao colocar no blog desconfigura.

INCLUINDO OS CLÁSSICOS NA LITERATURA INFANTIL
RESUMO

Apresento nesta comunicação resultados de pesquisa bibliográfica que tem como objetivo incentivar pais e professores a oferecerem leitura de clássicos de nossa literatura a seus pequenos filhos e/ou alunos. Ler esse tipo de texto para as crianças pode parecer estranho à primeira vista, mas é essa a proposta de Ana Maria Machado contida em seu livro Como e Por que ler os clássicos universais desde cedo (2007). O seu livro é uma fascinante viagem que se inicia entre gregos e troianos, passando pela Sagrada Escritura, pelas lendas do Rei Artur, pelas descobertas de ilhas e mundos, pelos encantos das fadas e enfim pelas histórias marítimas e aventuras sem fim, tão bem escritas e que nos fazem viver tão boas e exóticas experiências. Machado também argumenta que se familiarizarmos nossos pequenos com os clássicos desde cedo, além do prazer da leitura, eles estarão recebendo aos poucos, sem pressa, uma enorme riqueza cultural que para se aprender depois de grande, seria tarefa pesada e sem graça. A nossa linguagem está cheia de referências que necessitam de um conhecimento prévio para ser totalmente compreendida e contextualizada. Assim, quando dizemos que uma coisa é "bacana" ou falamos do "calcanhar de Aquiles", do "sonho de Ícaro" ou ainda de "separar o joio do trigo", "lavar as mãos" ou até mesmo fazermos uma "mesa redonda", estaremos nos referindo a algum deus, algum mito, parábola ou fato bíblico que só quem conhece os clássicos compreenderá. Negar isso às futuras gerações seria no mínimo um grande desperdício cultural.

Palavras-chave: clássicos infantis; literatura infantil; leitura.
INTRODUÇÃO

Esta comunicação é resultado de pesquisa bibliográfica e que tem como objetivo incentivar pais e principalmente professores, a oferecerem leitura de clássicos de nossa literatura a seus pequenos filhos e/ou alunos.
Os alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental, muitas vezes vêm de lares em que não existe o hábito de leitura. Às vezes é a figura do professor seu único modelo de leitor e por esse motivo o educador tem uma grande missão em suas mãos.
Ana Maria Machado é a autora do livro intitulado Como e por que ler os clássicos universais desde cedo (2002). Nesse livro ela defende o direito das crianças terem o primeiro contato com os grandes clássicos, desde pequenas.
É claro que não se espera que tenhamos crianças lendo extensos textos em sua forma original, mas ao menos proporcionar-lhes o contato com essas histórias através das adaptações feitas especialmente para elas e incentivadas a mais tarde, quando tiverem mais idade e o domínio completo da leitura, lerem também os originais.
Como ninguém deve ser obrigado a ler nada, pois ler não é dever e sim direito, é papel do professor despertar o desejo, criar as oportunidades para o gosto de se ler.
Alguém pode questionar o por que de se fazer uso de clássicos e não apenas dos conhecidos contos de fadas ou livros infantis. Os clássicos são livros eternos que não saem de “moda” e abrangem uma infinidade de paisagens, histórias e personagens que fazem parte da nossa vivência cultural. São viagens entre gregos e troianos, sagradas escrituras, lendas do Rei Artur, descobertas de ilhas e mundos, encantos das fadas, histórias marítimas e aventuras sem fim.

A IMPORTÂNCIA DE SE INCLUÍREM OS CLÁSSICOS NA LITERATURA INFANTIL

A nossa linguagem está cheia de referências que necessitam de um conhecimento prévio para ser totalmente compreendida e contextualizada, como registra Ana Maria Machado:
Quando dizemos que uma coisa é bacana, estamos fazendo alusão a Baco, o nome do romano deus do vinho. Se alguém recebe um presente de grego, isso é uma lembrança da guerra de Tróia. Se lança o pomo da discórdia, também é. Cada referência remonta a toda uma história. Falamos em ouvir o canto da sereia, em narcisismo, em complexo de Édipo, em caixa de Pandora, em calcanhar de Aquiles – e cada uma dessas expressões se refere a uma história grega diferente. (MACHADO, 2002, p.29)

Podemos lembrar também que as referências continuam nos nomes dos planetas: Júpiter, deus dos deuses; Marte, deus da guerra; Mercúrio, mensageiro dos deuses; Vênus, deusa do amor e da beleza; Saturno, pai de Júpiter e deus da agricultura; Urano, deus do céu e das estrelas; Netuno, deus do mar e Plutão, deus do inferno. Os meses do ano também apresentam essa influência, como por exemplo, Janeiro, que é referência ao deus Jano, considerado pelos romanos o “deus dos princípios”, o que “abria o ano”, o “porteiro do céu”. Se pesquisarmos a fundo, veremos que são infinitas as referências e que conhecer a mitologia greco-romana é fascinante.
Monteiro Lobato foi um gênio em adaptar a mitologia grega para as crianças em livros como Reinações de Narizinho, O picapau amarelo, O minotauro e Os doze trabalhos de Hércules. Ruth Rocha apresentou também um ótimo resumo de obras como Odisséia, e, há também outras adaptações como Presente de grego de Elenice Machado e Peripécias de Pilar de Flávia Lins e Silva.
Os clássicos, entretanto não se resumem à mitologia grega, há muito mais. A Sagrada Escritura proporciona também histórias lindíssimas, que independente de qual seja a crença religiosa do professor ou do aluno, é interessante conhecer, seja com uma visão religiosa ou crítica, mas que não podemos deixar de lado. A Bíblia apresenta narrativas variadas e para todos os gostos. Há a Arca de Noé, o nascimento de Moisés e sua vida no Egito, a passagem do mar Vermelho, a luta de David com o gigante Golias, o nascimento de Jesus e seus milagres e tantas outras histórias que enriquecem a cultura geral.
Também na linguagem, se nosso pequeno aluno conhecer esses relatos, entenderá:
[...] o que são tempos de vacas magras, e em que consiste vender a primogenitura por um prato de lentilhas. Ao transportar um bebê num moisés, saberá por que o cestinho tem esse nome. Quando encontrar expressões como “separar o joio do trigo”, “lavar as mãos”, “mudar da água para o vinho” ou “dar a outra face”, ou quando por acaso ler num jornal uma referência ao farisaísmo ou a sepulcros caiados, saberá exatamente a que o texto está fazendo alusão. (MACHADO, 2002, p.39)

Também fazem parte dos grandes clássicos universais, os torneios, o rei Artur e sua espada Excalibur, a corte em Camelot, a magia de Merlim, as bruxas, as princesas, os reis, os mercados populares, os gigantes, as proezas dos cavaleiros do universo medieval,
As histórias de cavalarias deram origem a uma das obras-primas da literatura universal, um dos clássicos que foram mais fundo na análise do espírito humano, de forma emocionante e divertida ao mesmo tempo – Dom Quixote de La Mancha. (MACHADO, 2002, p.53)

Esse mundo mágico continua atual em nossos dias como, por exemplo, na obra de J. R. Tolkien com o Hobbit e na trilogia de O senhor dos anéis. Hollywood fez inúmeras versões das lendas de cavaleiros e de Robin Hood, a magia de Merlin com suas corujas retornam no grande sucesso Harry Potter.
Também na linguagem se estivermos familiarizados com esse mundo, compreenderemos bem o que significa fazer uma “mesa redonda”, mesmo que estejamos diante de uma quadrada ou retangular.
Outros clássicos que nos levam a tempos e mundos diferentes como por exemplo As viagens de Gulliver do irlandês Jonathan Swift, causam sempre grande prazer para o leitor. Assim também como a coletânea das histórias orientais As mil e uma noites que trazem famosas histórias como Ali Babá e os quarenta ladrões, Aladim e a lâmpada maravilhosa e As aventuras de Simbad, o marujo, agradarão sem dúvida a criançada.
Só a título de ilustração, pois não se propõe aqui que nossos pequenos leiam 1984, o conhecido programa da TV Big Brother, vem do livro de George Orwel. O personagem Big Brother era o grande olho que tudo vê, o grande ouvido que tudo ouve. Outros livros, entretanto, seriam apreciados pelos pequenos, pois trazem navegações, descobertas de outras terras, sonhos, naufrágios e muitas aventuras, como é o caso de Robinson Crusoé.
Passando agora para os clássicos encantos que constituem os contos de fadas, temos que deixar claro que apesar de ser tão contada e recontada para nossas crianças não foram escritas originalmente para elas. Vejamos o que Machado escreve sobre isso:
Só para darmos um exemplo: conhecia-se uma versão de Cinderela no antigo Egito e, na mesma história, o motivo do pé pequenino que seria o único a caber num sapatinho de cristal, muito provavelmente, vem da antiga China, onde existia o costume de comprimir os pés femininos para não crescerem, como ideal de beleza. (MACHADO, 2002, p.69)

Charles Perrault, em 1697, recolheu e publicou alguns desses contos e em 1802 outra coletânea foi feita pelos irmãos Grimm e já modificadas e amenizadas como podemos perceber claramente em Chapeuzinho vermelho. Na versão de Perrault a personagem não tem chance alguma, ela não segue os conselhos da mãe e acaba morrendo devorada pelo lobo mau, já na versão dos Grimm, mesmo com a desobediência, ela é salva pelo caçador.
Na Dinamarca, algumas décadas depois, surge outra antologia de contos, mas que diferente de Perrault e dos Grimm, não é recolhida do povo e sim criada por Hans Christian Andersen. Entre suas histórias podemos citar O patinho feio, O soldadinho de chumbo, A nova roupa do Imperador e tantas outras.
Nas telas, Walt Disney também tornou conhecidos alguns contos de Andersen, apesar de ter modificar os originais, exemplo disso é A pequena sereia.
Sem dúvida os contos de fadas são clássicos a serem conhecidos desde cedo, pois sua linguagem poética é simbólica, suas histórias refletem anseios, medos, conflitos e sonhos de nossos pequenos leitores, e com a certeza de que mesmo passando pelos maiores apuros, tudo acabará bem, o mal será punido e os bons viverão felizes para sempre.

A CONTRIBUIÇÃO DO MÉTODO RECEPCIONAL NA FORMAÇÃO DE FUTUROS LEITORES

Levando em consideração todos os motivos acima mencionados e partindo das etapas do Método Recepcional e dos estudos realizados pelo Grupo de Pesquisa Literatura e Ensino, da Universidade Estadual do Norte Pioneiro (UENP), Campus da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Jacarezinho, sob a liderança da professora Hiudéia Tempesta Rodrigues Boberg, foi elaborado um roteiro de atividade e aplicado em uma segunda série de zona rural.
O método recepcional foi sistematizado pelas pesquisadoras Maria da Glória Bordini e Vera Teixeira Aguiar no livro Literatura: a formação do leitor: alternativas metodológicas, e consta de cinco etapas que pretendem levar em consideração as necessidades e também as preferências dos alunos: determinação do horizonte de expectativas, atendimento do horizonte de expectativas, ruptura do horizonte de expectativas, questionamento do horizonte de expectativas e ampliação do horizonte de expectativas. O grupo de pesquisa citado propôs uma readaptação do método na etapa da “ruptura do horizonte de expectativas” incluindo a transversalidade nesse momento. Vejamos como ficou:
1ª Determinação do horizonte de expectativas – nesse momento é a sala que expõe o que eles já conhecem e gostam. Para determinar esse horizonte foi colocado, em painel, várias gravuras de personagens como Chapeuzinho vermelho, A pequena sereia, Dom Quixote, Gulliver, Robin Hood, Jesus, Noé e a sua arca, Romeu e Julieta, entre outros, e perguntado à classe se eles os conheciam. A grande maioria conhecia bem os personagens dos contos de fadas e alguns bíblicos, mas desconheciam totalmente Dom Quixote ou Gulliver.
2ª Atendimento do horizonte de expectativas – Os alunos puderam contar algumas daquelas histórias que conheciam e para as que não se lembravam bem, esteve à disposição livrinhos para serem lidos e escutados. Também puderam desenhar as histórias e pintar os personagens.
3ª Ruptura do horizonte de expectativas – O que caracteriza esta etapa é a novidade, foram retomados aqueles personagens que eles desconheciam e convidados a conhecerem as histórias das quais eles fazem parte. A recepção foi ótima e a leitura inicial foi Ali Babá e os quarenta ladrões na adaptação feita por Edson Rocha Braga. A leitura foi feita em capítulos como em novelas. No início a proposta era de se ler um capítulo por dia a cada início de aula, mas houve vezes em que os apelos para se fazer a leitura de mais um capítulo ao final da aula foram tão grandes que isso acabou acontecendo. A transversalidade acontecia através de perguntas direcionadas de acordo com a leitura feita, por exemplo, no capítulo em que o irmão de Ali Babá descobre que ele tem moedas de ouro escondidas e sente inveja – “Existe muita gente invejosa assim como Cassim? A inveja faz bem? Como deve ser o relacionamento entre irmãos? Como é esse relacionamento em sua casa?”
As palavras mágicas “Abre-te, sésamo!” foi outro ponto de partida que aproveitado para questionar se hoje em dia existem palavras mágicas. As crianças demoraram um pouco, mas descobriram que sim: “Por favor, obrigado e desculpe” - foram as eleitas, pois com palavrinhas simples como essas, podem ser evitadas grandes confusões.
Outro livro que lido nessa etapa foi Dom Quixote numa adaptação feita por Alexandre Barbosa de Souza, coleção Recontar, da Escala Educacional.
4ª Questionamento do horizonte de expectativas – Nesse momento deve acontecer uma comparação entre as etapas anteriores, ou seja, o aluno deve ser levado a refletir se ele conhece mais do que conhecia no início. É claro que uma classe dos primeiros anos do ensino fundamental não percebe estar passando por etapas de um método, mas puderam verificar que agora já eram capazes de identificar mais personagens daquele painel comentado no início e mesmo que alguns não consigam recontar as novas histórias, as conhecem.
5ª Ampliação do horizonte de expectativas – Como são pequenos alunos, muitos ainda sem dominar a escrita e a leitura convencionais, a proposta aqui foi continuar a série de clássicos como Gulliver, Teseu e o Minotauro, Os três mosqueteiros e Pinóquio em forma de quadrinhos de uma coleção já extinta da Editora Escala. Sempre deixando-se claro que há muito mais para se contar e descobrir e que eles mesmos devem buscar mais pra frente, conhecer a fundo essas grandes histórias.

CONCLUSÃO

Outras adaptações estão nas estantes de nossas bibliotecas escolares, à espera de serem apresentadas a nossos pequenos alunos. Com certeza serão bem vindas com todos seus encantamentos e aventuras e enriquecerão os sonhos e a cultura de nossos alunos, além de fazerem, a nós professores, retomar essas viagens maravilhosas, percebendo novos pontos antes não vistos, pois reler um clássico é navegar e as águas nunca são as mesmas, sempre se renovam.

REFERÊNCIAS


MACHADO, Ana Maria. Como e por que ler os clássicos universais desde cedo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.



BIBLIOGRAFIA CONSULTADA


aGUIAR, Vera Teixeira de; BORDINI, Maria da Glória. Literatura: a formação do leitor. Porto Alegre: Global, 1993.

ALI BABÁ E OS QUARENTA LADRÕES. Adaptação de Edson Rocha Braga. São Paulo: Scipione, 2000. (Série Reencontro Infantil).

AS MAIS BELAS HISTÓRIAS INFANTIS. São Paulo: Escala, [19??]

CERVANTES, Miguel de. Dom Quixote. Adaptado por Alexandre B. de Souza. São Paulo: Escala Educacional, 2004.


sábado, 21 de fevereiro de 2009

PROJETO DE LEITURA

Objetivo Geral

Despertar, incentivar e promover a leitura no âmbito escolar, estendendo-se à comunidade, visando a formação do caráter do leitor no educando, a melhor qualidade do ensino-aprendizagem e o desenvolvimento social e cultural .

Objetivos Específicos

· Incrementar a leitura no âmbito escolar.
· Acrescentar ao cotidiano escolar a prática da leitura do livro como prioridade no processo de aprendizagem.
· Apresentar ao educando as diferenciadas linguagens, enriquecendo a rotina escolar, estimulando a leitura e a produção do texto escrito e oral.
· Exercitar a leitura como prática democrática, fundamental na formação do senso crítico e da cidadania.
· Integrar a comunidade escolar medi
· ante a multiplicidade de leituras afins.
· Enriquecer o conteúdo interdisciplinarmente, visando o aprendizado global.
· Inserir no cotidiano escolar abordagens que enfoquem: sexo, saúde, esporte e meio ambiente, ressaltando a valorização da melhor qualidade de vida para a boa formação cultural.
Apresentar hinos cívicos, ressaltando a sua importância na formação da cidadania.
Propiciar ao educando enfoques básicos de aspectos filosóficos, morais, éticos e teológicos, visando atender à formação geral do educando.

Leitura Musical

Síntese: Textos musicais de compositor brasileiro, escolhido em cada etapa do programa e expostos nos murais, inspirando pesquisas e produção de textos.

Objetivo: Valorizar o texto musical e a sua autoria, reconhecendo a música como forma de comunicação importante na formação do educando.

Leitura de Deus

Síntese: Textos para reflexão e eventos com abordagens de natureza teológica.

Objetivo: Desenvolver no educando a sensibilidade e a capacidade de refletir sobre Deus.

Leitura do Meio Ambiente

Síntese: Campanha intensiva na escola, visando a preservação do meio ambiente, e a melhoria de vida da população, através de cartazes, pesquisas, maquetes, estórias, palestras, debates, etc.

Objetivo: Despertar a consciência da importância da saúde ambiental para a melhoria da qualidade de vida.

Jornal – Leitura na Escola

Síntese: O jornal é trabalhado em sala de aula, de maneira interdisciplinar, explorando todos os tipos de textos do contexto jornalístico .

Objetivo: Apresentar ao educando a informação jornalística como leitura imprescindível no cotidiano, e estimular o ato de ler, valorizando todos os enfoques do jornal, adequando-os às respectivas disciplinas.

Leitura Ética

Síntese : Abordagens enfocando a importância do respeito ao semelhante, enfatizando os valores éticos e morais, que norteam a organização e o bem estar social, através de palestras, textos, dramatizações, etc.

Objetivo: Aprimorar o caráter do educando, visando sua inteireza moral e ética.

Leitura da Escola

Síntese: Palestrras, cartazes e eventos, ressaltando o valor da instituição na formação do indivíduo.

Objetivo: Estimular o respeito e a estima do educando pela escola

Leitura da Família

Síntese: O aluno organiza informações de suas vivências. A fim de reproduzir textos referentes a sua realidade familiar.

Objetivo: Valorizar a leitura do mundo familiar e as peculiaridades, visando ampliar sua compreensão do mundo do educando.

Leitura e Cidadania
Síntese: Abordagens cívica, através de eventos e textos, ressaltando os símbolos pátrios e o cântico do Hino Nacional como abertura diária das atividades da escola.
Objetivo: Estimular o aluno ao exercício de cidadania, valorizando o sentimento e o comportamento patriótico.

Concurso de Redação

Síntese: Promoção de concurso de textos narrativos e dissertativos.

Objetivo: Desenvolver a capacidade competitiva e o gosto pela escrita.


Primeiras Leituras

Síntese: Círculo de leitura – com a participação dos alunos iniciantes do “CA” da classe de alfabetização, enfatizando a leitura visual que traduz a escrita ( vice-versa) com atividades desenvolvidas em múltiplas linguagens: literatura infantil, artes , músicas, dramatizaçôes, etc.

Objetivo: Estimular a capacidade leitora, e sua aplicação na compreensão do mundo.

Leitura Étnica

Síntese: Pesquisas, palestras, textos, dramatizações e videos, ressaltando ao formação étnica do povo brasileiro.

Objetivo: Valorizar as raças formadoras do povo brasileiro, respeitando suas origens culturais.

Leitura do Cinema

Síntese: Um filme sugerido pela coordenação é apresentado na escola, e seu enfoque é pretexto de discurssão, debate e produção de textos.

Objetivo: Propiciar a leitura do vídeo, visando estimular a comprensão, a interpretação , o senso crítico e a capacidade criativa do educando.

Leitura do Corpo

Síntese: textos e campanhas abordando a saúde do corpo; atividades musicais com coreografias.

Objetivo: Estimular a prática de exercícios corporais, valorizando a saúde física e mental para o melhor desenvolvimento da percepção cognitiva.


Era uma vez... contando histórias

Síntese: Contar uma história do livro correspondente à etapa do Programa.

Objetivo: Estimular o exercício da leitura através do relato oral e criativo , incentivando a fantasia do imaginário infantil.


Mural de Leitura

Síntese: Exposição de desenhos e recriação do texto do livro trabalhado na etapa do Ler, elaborada pelos alunos.

Objetivo: Estimular o educando à produção de textos, inspirados na leitura do livro.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Projeto Alimentação

Alimentação Saudável
Justificativa
• O interesse de trabalhar com este tema partiu num primeiro momentoda observação das crianças no Self-service. Diariamente as criançasrecusam comer os legumes, verduras e até mesmo as frutas, tãonecessários ao seu crescimento e desenvolvimento. Alimentos sãopreparados com todo capricho e amor e desperdiçados no lixo.
• Uma outra preocupação foi verificar que algumas crianças apresentamobesidade e outros um índice de crianças abaixo do peso.
• Tal quadro nos mobiliza a realizar um trabalho prévio em sala deaula, bem como introduzir este assunto em nosso currículo e trabalharinterdisciplinariamente o tema alimentação de forma interessante elúdica
• Estaremos também informando os pais de nossa proposta e pedindo acolaboração, incentivo e apoio dos mesmos para que juntos possamoscriar hábitos mais saudáveis de alimentação.
Tempo de Duração
Anual, subdividido nos bimestres;
Objetivos
• Promover o consumo de frutas, legumes e verduras;
• Contribuir para a promoção da saúde e para a prevenção da obesidade ede outras doenças;
• Prover atividades que valorizem e aproximem os alunos dos alimentosmenos aceitos.
• Investigar o valor nutritivo dos alimentos e despertar o gosto por eles;
• Conhecer, nomear e identificar os diferentes tipos de alimentos;
• Entrar em contato com textos de gêneros diferentes (lista de frutas/receitas);
• Observar as cores e perceber os sabores e textura dos alimentos;
• Conscientizar-se, através da informação do cardápio diário, da importância da boa alimentação sem desperdícios;
• Conhecer a necessidade da higienização dos alimentos e das mãos.
Conteúdos
• Identificação e nomeação dos alimentos ( leite e derivados, frutas,verduras e legumes, guloseimas);
• Informação dos valores nutritivos dos alimentos.
Etapas Previstas
• Construir charadas sobre as frutas, legumes e verduras que misturem informações sobre a cor, o tamanho e o modo usual de consumo.
• Colocar numa caixa, algumas frutas, legumes, verduras e temperos. Vendar os olhos do participante da vez. Solicitar então que escolhaalgo da caixa e através do olfato e do tato, descobrir o que tem nasmãos. Os benefícios dos alimentos podem ser discutidos com ascrianças.
• Apresentar o alimento “in natura” em sala de aula para sua observação e exploração;
• Mostrar obras de pintores (ex.: Salvador Dali, Tarsila do Amaral,Cézanne), conversando com as crianças sobre os estilos, as cores, asformas. Apresentar o pintor Archiboldo Giuseppe que utilizou frutas, legumes, verduras e flores na construção de suas obras. Disponibilizar frutas, legumes e verduras para que as crianças as manipulem livremente. Distribuir argila para as crianças modelarem os alimentosapresentados.
• Fazer um levantamento dos conhecimentos prévios que a criança possuisobre o alimento (ex.: Banana – o que sabemos/ o que queremos saber/oque aprendemos);
• Realizar uma oficina culinária para a elaboração de uma salada defrutas. Colocar sobre uma tábua as frutas, previamente higienizadas, para que as crianças cortem em pedaços pequenos utilizando utensílios plásticos. Arrumar as frutas picadas numa tigela e espremer o suco delaranja ou de outra fruta e servir.
• Atividade semelhante pode ser feita com salada crua de legumes e verduras.
• Pesquisa feita pelos alunos de gravura/fotos dos alimentos econstrução de um painel;
• Apresentação da pirâmide dos alimentos;
• Construir um jogo da memória a partir de imagens de alimentos emrevistas e encartes de supermercado. Dar preferência às frutas,legumes e verduras.
• Construir com as crianças o cardápio diário dos alimentos;
• Informar sobre cada alimento (nutrientes, derivados...);
• Informar a merenda do dia previamente aos horários das refeições;
• Apresentar várias músicas relacionadas ao tema (“Sopa”, SandraPeres, coleção Palavra Cantada; “Pomar”, Paulo Tatit; “De abóbora fazmelão”.)
• Leitura de histórias variadas sobre o tema (coleção “Hortolânia”,“Frutolândia”, “Sopa de legumes”, “Estou em forma?”, O grandeRabanete, etc.), “A cesta de Dona Maricota”, “Os Biscoitos de D.Lalá”.
• Escrita coletiva de receitas;
• Construção de lista de frutas, legumes, verduras...
• Confecção de fantoches de dedo/ palito dos alimentos;
• Identificar atividades de construção de raciocínio matemático que possam trabalhar com as frutas, verduras e legumes.
• Realizar uma brincadeira com os alunos “brincando de feira”, discutindo como é vendido (quantidades), quais os preços (pesquisarantecipadamente), etc;
• Cruzadinhas, jogo: roleta de frutas e legumes;
• Confecção de quebra-cabeça/ jogo da memória/ jogo de encaixe (porexemplo: desenho da fruta e a letra inicial) dos alimentos;
• Construção de bonecos com os alimentos.Produto finalCada sala deverá combinar previamente com as crianças o seu produtofinal.
Sugestões:
álbum de figurinhas;
livro de receitas.
Apresentação de um teatro ou dramatização;
Apresentação de uma música.